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Vôlei feminino mira topo da Liga das Nações com grande desafio no DF

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 05/06/2026 às 00:06
Vôlei feminino mira topo da Liga das Nações com grande desafio no DF
Reprodução / Divulgação
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 05 de junho de 2026, às 00:06

A seleção brasileira feminina de vôlei retorna à quadra do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (4), às 20h (horário de Brasília), para enfrentar a República Dominicana pela Liga das Nações, após vencer a estreia contra a Holanda. A equipe busca seu primeiro título inédito na competição.

O confronto marca o segundo compromisso da Amarelinha na primeira fase do torneio, que reúne as 18 equipes mais bem ranqueadas do mundo. A busca por um troféu inédito é a grande meta do time comandado por José Roberto Guimarães, especialmente após três vice-campeonatos consecutivos, em 2021, 2022 e, mais recentemente, em 2023, quando foi superada pela Itália, atual número 1 do mundo.

A Jornada Brasileira na Liga das Nações

A Liga das Nações (VNL) é um dos torneios mais prestigiados do calendário do voleibol mundial, sucedendo o tradicional Grand Prix. Criada em 2018, a competição anual serve como um termômetro para as seleções, avaliando o desempenho e a evolução das equipes em um formato dinâmico e globalizado. Para o Brasil, a VNL representa uma oportunidade de consolidar sua posição entre as potências do esporte e, finalmente, erguer o troféu que ainda falta em sua vasta galeria de conquistas.

A seleção brasileira feminina possui um histórico de excelência no voleibol, com diversas medalhas olímpicas e títulos mundiais em outras competições. No entanto, o título da Liga das Nações tem se mostrado um desafio persistente. Os três vice-campeonatos demonstram a consistência da equipe em alcançar as finais, mas também a dificuldade em superar os últimos obstáculos, como a forte equipe italiana no ano passado.

A participação na VNL também é crucial para a acumulação de pontos no ranking mundial da FIVB, que influencia a classificação para futuros torneios importantes, como os Jogos Olímpicos. Atualmente, a Amarelinha ocupa a segunda posição no ranking global, um indicativo de sua força e regularidade no cenário internacional. Enfrentar equipes como a República Dominicana, que ocupa a 11ª posição, é fundamental para manter e, se possível, melhorar essa colocação.

Vitória Suada na Estreia: Detalhes do Confronto Contra a Holanda

A estreia da seleção brasileira foi um verdadeiro teste de resiliência e habilidade. Jogando com o apoio maciço da torcida em Brasília, a equipe de José Roberto Guimarães enfrentou a Holanda, oitava colocada no ranking mundial, e garantiu uma vitória por 3 sets a 1. O início do jogo foi dominante, com o Brasil emplacando parciais de 25/17 e 25/15 nos dois primeiros sets, mostrando um voleibol agressivo e coeso.

No entanto, as adversárias holandesas demonstraram poder de reação. Elas ditaram o ritmo no terceiro set, e a partida se tornou mais tensa. A Amarelinha chegou a esboçar uma virada, empatando em 19 a 19 e assumindo a liderança do placar. Foi nesse momento crucial que uma inusitada queda de energia elétrica paralisou o jogo por quase 10 minutos. A interrupção, que se estendeu por 13 minutos até a retomada, pareceu quebrar o ritmo brasileiro, permitindo que a Holanda fechasse o set em 27/25.

A quarta parcial foi a mais emocionante e disputada do confronto. As holandesas, embaladas pela vitória no set anterior, abriram uma vantagem de 12 a 9. Contudo, a equipe brasileira não se abalou. A virada no placar veio com um ace decisivo de Júlia Kudiess, que colocou o Brasil à frente por 15/14. A partir desse ponto, a Amarelinha manteve o controle, fechando o set em 25/24 e selando a vitória por 3 sets a 1.

As atuações individuais foram cruciais para o triunfo. A ponteira Júlia Bergmann foi a maior pontuadora da noite, com impressionantes 24 pontos. Ela foi seguida de perto pela oposta Tainara, que contribuiu com 21 pontos, e pela central Julia Kudiess, que marcou 20 pontos e foi fundamental com o ace que mudou o rumo da partida.

Próximos Desafios e o Caminho até o Título Inédito

A primeira semana da Liga das Nações em Brasília se estende até o próximo domingo (7). Após o confronto com a República Dominicana, a seleção brasileira terá mais dois jogos importantes na capital federal, conforme a programação:

Quinta-feira (4): Brasil x República Dominicana (20h)
Sábado (6): Brasil x Bulgária (11h)
Domingo (7): Brasil x Itália (14h30)

O jogo contra a Itália no domingo promete ser um dos grandes embates desta fase, não apenas pela rivalidade histórica, mas também por ser uma reedição da final do ano passado. A transmissão ao vivo de todas as partidas pode ser acompanhada online através do streaming da Federação Internacional de Voleibol (World Volleyball).

O Formato da Liga das Nações e a Busca por Pontos Cruciais

A fase inicial da Liga das Nações é dividida em três semanas de jogos. Depois de Brasília, a seleção brasileira feminina viajará para Ancara, na Turquia, para a segunda etapa, que acontece de 17 a 21 de junho. A terceira e última semana preliminar será em Osaka, no Japão, também entre 17 e 21 de junho. Cada equipe disputa um total de 12 rodadas nesta fase.

Ao final dessas 12 rodadas, apenas as oito melhores equipes na classificação geral avançam para a fase de mata-mata, que consiste em quartas de final, semifinais e final. A China, por ser a anfitriã da fase final da competição, já tem sua vaga assegurada no mata-mata, independentemente de sua posição na fase preliminar. Este formato exige consistência e alto desempenho em cada partida, pois cada ponto e cada vitória são cruciais para garantir um lugar entre os finalistas e, consequentemente, a chance de lutar pelo tão cobiçado título inédito.

Perguntas Frequentes

Onde o Brasil joga na Liga das Nações?

A seleção brasileira feminina de vôlei inicia sua participação na Liga das Nações (VNL) em Brasília (DF). Após essa primeira etapa, a equipe viajará para Ancara, na Turquia, e depois para Osaka, no Japão, para as próximas fases preliminares do torneio.

Qual o histórico do Brasil na Liga das Nações?

O Brasil possui um histórico de destaque na Liga das Nações feminina, mas ainda busca o título inédito. A seleção conquistou o vice-campeonato em 2021, 2022 e 2023, sendo superada na última final pela Itália.

Quem são as principais jogadoras do vôlei feminino brasileiro atualmente?

Na estreia da Liga das Nações, as principais pontuadoras e destaques da seleção brasileira foram a ponteira Júlia Bergmann, a oposta Tainara e a central Julia Kudiess. A equipe é comandada pelo experiente técnico José Roberto Guimarães.

Como funciona o sistema de classificação da Liga das Nações?

A Liga das Nações é dividida em uma fase preliminar de três semanas, onde as equipes jogam um total de 12 rodadas. Ao final dessa fase, as oito melhores equipes na classificação geral avançam para o mata-mata, que inclui quartas de final, semifinais e a grande final. A China tem vaga garantida como país-sede da fase final.


5 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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