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Monique Medeiros é libertada após perdão judicial, mas MP recorre da decisão

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 05/06/2026 às 01:06
Brunno Dantas/TJRJ
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 05 de junho de 2026, às 01:06

A professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, foi liberada da prisão na tarde desta quinta-feira (4) após receber um perdão judicial. A decisão foi proferida pela juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Monique, que estava detida no presídio feminino Talavera Bruce, teve seu crime reclassificado de homicídio doloso, que implica intenção de matar, para homicídio culposo, caracterizado pela ausência dessa intenção. Com isso, sua pena, que era de um ano e quatro meses por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, foi considerada cumprida, uma vez que ela já havia passado um tempo equivalente em prisão preventiva.

Entretanto, a Promotoria anunciou que irá recorrer da decisão. O promotor de Justiça Fábio Vieira declarou que a sentença não foi satisfatória, uma vez que em um primeiro julgamento Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Vieira argumentou que a mãe deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso, já que, segundo ele, ela ignorou sinais claros de alerta sobre os riscos que o padrasto, Jairinho, representava tanto para ela quanto para o menino.

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry, que ocorreu em março de 2021. Jairinho foi declarado culpado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. O promotor Vieira ainda destacou o histórico de agressões do ex-vereador, citando um episódio em que Monique alegou ter sido enforcada por ele.

Durante o julgamento, a Promotoria enfatizou que Monique, enquanto mãe e garantidora legal de Henry, falhou em exercer suas responsabilidades, não tomando medidas para proteger o filho das agressões sofridas pelo padrasto. Em sua argumentação, Vieira afirmou que Monique estava ciente das violências que seu filho enfrentava e, mesmo estando presente no dia do crime, não fez nada para impedir que isso ocorresse.

A defesa de Monique, composta pelos advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, argumentou que o Tribunal do Júri representa uma das garantias mais importantes do Estado Democrático de Direito. Eles ressaltaram que a decisão do júri deve ser respeitada conforme a Constituição Brasileira. Segundo a defesa, a análise do caso foi baseada rigorosamente nas provas apresentadas durante o processo, e Monique não cometeu agressões contra seu filho, mas sim falhou em reconhecer a violência que ambos enfrentavam.

A nota da defesa pediu uma reflexão social mais ampla sobre a violência doméstica, enfatizando que muitas vezes, as mulheres não conseguem perceber os sinais de que estão em situações abusivas. A morte de Henry Borel é vista como uma tragédia que clama por uma maior conscientização sobre as dinâmicas da violência familiar e os desafios enfrentados pelas vítimas.

Neste contexto, a questão do perdão judicial e as decisões relacionadas ao caso de Henry Borel levantam importantes discussões sobre a responsabilidade parental e a proteção de crianças em situações de risco. A sociedade e as instituições devem se mobilizar para criar ambientes mais seguros e oferecer suporte adequado às vítimas de violência, prevenindo que tragédias como esta se repitam.

Perguntas Frequentes

O que levou à libertação de Monique Medeiros?

Monique Medeiros foi libertada após receber perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, que desclassificou o crime de homicídio doloso para homicídio culposo, considerando que Monique não tinha intenção de matar.

A Promotoria irá recorrer da decisão?

Sim, a Promotoria anunciou que irá recorrer da decisão, argumentando que Monique deveria ter sido condenada por homicídio doloso, uma vez que foi considerada responsável pela morte de Henry em um julgamento anterior.

Quais foram as consequências para o padrasto de Henry Borel, Jairinho?

Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação, em decorrência da morte do menino.


5 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Brunno Dantas/TJRJ|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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