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UERJ em greve: Servidores pressionam governo por auxílios e plano

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 03/06/2026 às 04:36
Rovena Rosa/Agência Brasil" title="Rovena Rosa/Agência Brasil
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 03 de junho de 2026, às 04:36

Professores e técnicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em greve há mais de dois meses, apresentaram nesta terça-feira (2) ao secretário de Planejamento do Estado, Rafael Ventura, as principais reivindicações da categoria. Entre as pautas estão a volta de auxílios, um novo plano de carreira e recomposição orçamentária, em um esforço para garantir direitos e a sustentabilidade da instituição.

Greve na UERJ: Demandas da categoria e o cenário orçamentário

A paralisação dos docentes da UERJ teve início no dia 25 de março, enquanto os técnicos administrativos aderiram à greve em 9 de abril. Este movimento conjunto busca pressionar o governo do Rio de Janeiro a atender a uma série de reivindicações que a categoria considera essenciais para a valorização profissional e para o bom funcionamento da universidade. A UERJ, uma das maiores e mais importantes universidades públicas do estado, tem enfrentado desafios orçamentários persistentes, impactando diretamente seus servidores e alunos.

As demandas apresentadas ao secretário de Planejamento, Rafael Ventura, abrangem aspectos salariais e de condições de trabalho. Os servidores argumentam que muitas das reivindicações não dependem de aprovação de lei, podendo ser autorizadas diretamente pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. Essa prerrogativa legal poderia agilizar a resolução de pontos cruciais para o fim da greve.

As principais reivindicações dos professores e técnicos incluem:
– Volta do pagamento dos auxílios Saúde e Educação, com extensão aos aposentados.
– Envio do novo plano de carreira dos técnicos para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
– Pagamento de triênio, um benefício por tempo de serviço.

O secretário Rafael Ventura comprometeu-se a analisar as pautas, mas alertou sobre as restrições orçamentárias enfrentadas pelo estado. A situação fiscal do Rio de Janeiro tem sido um obstáculo recorrente para o atendimento de diversas demandas do funcionalismo público, exigindo um planejamento financeiro rigoroso.

Impacto das restrições orçamentárias e prazos eleitorais

A questão do plano de carreira dos técnicos e o substitutivo do triênio esbarram em prazos específicos. O secretário informou que o prazo para aprovação de novos projetos de lei e novas rubricas orçamentárias termina em 30 de junho, devido às eleições de outubro. Essa janela limitada impõe urgência às negociações e à tramitação de qualquer proposta que dependa de aprovação legislativa.

Diante desse cenário, o grupo de servidores solicitou o pagamento do triênio aos funcionários que já têm direito, mesmo antes da aprovação de um projeto de lei na Alerj. Esta medida seria uma forma de garantir o benefício enquanto as discussões sobre a legislação prosseguem. O secretário de Planejamento indicou que irá analisar a viabilidade financeira dessa proposta, ponderando o impacto nos cofres estaduais.

A universidade pública, como a UERJ, é um pilar fundamental para o desenvolvimento social e científico do estado. A greve prolongada não apenas afeta os servidores, mas também o calendário acadêmico e a prestação de serviços essenciais à população, como pesquisas e atendimentos em unidades de saúde ligadas à instituição.

Reivindicações estudantis e a importância da assistência

Além das pautas dos docentes e técnicos, os universitários também apresentaram suas próprias reivindicações ao secretário de Planejamento. A participação estudantil é crucial para o debate sobre o futuro da UERJ, dado o impacto direto das políticas universitárias na vida dos alunos.

As principais demandas dos universitários são:
– Recomposição orçamentária das instituições para garantir o pagamento dos programas de assistência estudantil até o final de 2026.
– Reajuste do auxílio-transporte.
– Implantação do passe livre intermodal e interestadual.

Segundo estudos apresentados pelos próprios estudantes, o valor necessário para a recomposição orçamentária dos programas de assistência estudantil está em torno de R$ 40 milhões. Os programas de assistência são vitais para a permanência de muitos alunos na universidade, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica, garantindo condições mínimas para que possam se dedicar aos estudos. O auxílio-transporte e o passe livre são pautas que visam democratizar o acesso à universidade, reduzindo as barreiras financeiras para estudantes que dependem do transporte público.

A continuidade do diálogo entre o governo do estado, os servidores e os estudantes da UERJ é fundamental para a busca de soluções que atendam às necessidades da comunidade universitária, ao mesmo tempo em que se respeitam as limitações orçamentárias. O desdobramento dessas negociações definirá os próximos passos da greve e o futuro de importantes políticas para a educação superior no Rio de Janeiro.


Perguntas Frequentes

Quais são as principais demandas dos servidores da UERJ em greve?
Os professores e técnicos da UERJ reivindicam a volta dos auxílios Saúde e Educação (estendidos a aposentados), o envio do novo plano de carreira dos técnicos à Alerj, e o pagamento do triênio. Eles argumentam que muitas dessas pautas podem ser autorizadas pelo governador em exercício.

Qual a posição do governo do RJ sobre as reivindicações?
O secretário de Planejamento do Estado, Rafael Ventura, informou que irá analisar as pautas, mas alertou sobre as restrições orçamentárias. Ele também mencionou que o prazo para aprovação de novos projetos de lei termina em 30 de junho, devido às eleições de outubro.

Quais são as reivindicações apresentadas pelos estudantes da UERJ?
Os universitários pedem a recomposição orçamentária para programas de assistência estudantil até 2026, com um valor estimado em R$ 40 milhões. Além disso, solicitam o reajuste do auxílio-transporte e a implantação do passe livre intermodal e interestadual.


3 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil" title="Rovena Rosa/Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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