A Polícia Civil da Bahia mobilizou recursos significativos na manhã desta terça-feira (16) para lançar a Operação Gênesis. A ação visa desmantelar uma poderosa organização criminosa. Este grupo é apontado como responsável por pelo menos 15 homicídios, cujos registros investigados se estendem entre os anos de 2025 e 2026.
Os assassinatos estão diretamente ligados a violentas disputas territoriais e ao controle do tráfico de drogas. A atuação principal da facção se concentra nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras V, na capital baiana, Salvador. A presença da organização gerava um clima de medo e insegurança constante para os moradores dessas áreas.
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As investigações minuciosas foram conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), através de sua Coordenação de Operações e Inteligência (COI). Elas revelaram que a organização criminosa opera de forma altamente estruturada. O grupo demonstra um elevado e preocupante grau de violência em suas ações.
Os levantamentos apontam que os homicídios sob apuração não são incidentes isolados. Pelo contrário, fazem parte de uma estratégia criminosa bem definida. O objetivo principal é a dominação total do tráfico de entorpecentes na região metropolitana, utilizando a violência como ferramenta de controle e expansão.
Gênesis: Desmantelando a Hierarquia do Crime
A ofensiva da Operação Gênesis concentra-se em três pilares essenciais. Busca-se desarticular as lideranças do grupo, seus gerentes financeiros e os executores das ações criminosas. O intuito é interromper o devastador ciclo de violência armada que aflige diversas comunidades baianas. Além disso, a ação visa consolidar provas de autoria para as execuções atribuídas a essa facção.
O combate ao crime organizado exige uma abordagem multifacetada. A polícia não apenas atua na repressão direta, mas também na descapitalização dos grupos criminosos. Isso é feito através da identificação e bloqueio de fluxos financeiros ilícitos.
As medidas judiciais resultantes da operação estão sendo cumpridas em várias localidades. Na capital baiana, incluem os bairros de Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana. A ação se estende também aos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia, no interior da Bahia.
A abrangência da operação demonstra a capilaridade da organização criminosa. Fora da Bahia, a Operação Gênesis alcança o Rio de Janeiro, com mandados em Nova Iguaçu e Macaé. Também se estende a Santa Catarina, nos municípios de Camboriú e Itapema, revelando as conexões interestaduais do grupo.
A Tática Criminosa e o Poder de Fogo
Segundo os elementos reunidos ao longo de cerca de dois anos de investigações, o grupo criminoso operava com extrema sofisticação e agressividade. Eles utilizavam armamento de alto poder ofensivo, capaz de impor grande perigo às forças de segurança e à população. A presença dessas armas escalava a violência dos confrontos.
O monitoramento permanente das forças de segurança era outra tática empregada pela organização. Essa vigilância permitia que o grupo antecipasse ações policiais. Isso dificultava as operações e aumentava a audácia dos criminosos em suas atividades ilegais.
As execuções sistemáticas de integrantes de grupos rivais e de pessoas consideradas opositoras aos seus interesses eram uma marca da facção. Essa brutalidade servia como forma de intimidação e manutenção do controle territorial. Criava um ambiente de terror nas comunidades sob sua influência.
Gênesis: Um Desdobramento da Operação Saigon
A Operação Gênesis não é uma ação isolada. Ela representa um resultado direto das investigações iniciadas a partir da Operação Saigon, deflagrada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo criminoso. Esta continuidade demonstra a persistência e a profundidade da apuração policial.
A fase atual incorpora novos elementos probatórios. Muitos deles foram compartilhados judicialmente entre as diferentes instâncias de investigação. Além disso, novas provas foram produzidas ao longo dos extensos dois anos de trabalho investigativo conduzido pela Polícia Civil da Bahia.
Para garantir o cumprimento simultâneo e eficaz das medidas judiciais em diversas localidades, a operação mobilizou um contingente impressionante. Foram 80 equipes em campo e mais de 300 policiais envolvidos. Isso configura a Gênesis como uma das maiores ações integradas de enfrentamento ao crime organizado realizadas pelo DHPP nos últimos anos.
A Força-Tarefa e o Apoio Interinstitucional
A coordenação geral da operação ficou a cargo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entanto, a complexidade da ação exigiu um amplo apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Civil. A colaboração interdepartamental é crucial para o sucesso em operações de grande porte.
Entre os departamentos que ofereceram apoio, destacam-se:
– Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO): Essencial para atingir as finanças do grupo.
– Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM): Fundamental para a coordenação na capital e região.
– Departamento de Inteligência Policial (DIP): Fornece informações estratégicas para o planejamento.
– Departamento de Polícia do Interior (DEPIN): Apoia as ações em municípios fora da capital.
– Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC): Traz expertise em investigações complexas.
– Departamento de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC): Foca no combate direto ao tráfico de drogas.
– Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV): Aborda crimes que afetam populações específicas.
– Coordenação de Polícia Interestadual (POLINTER): Facilita a comunicação e ação entre estados.
– Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE): Responsável por ações de alto risco e uso de armamento especializado.
A ação também contou com o apoio estratégico da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), por meio de sua Superintendência de Inteligência (SI). A colaboração não se limitou ao estado baiano. Houve também o engajamento das Polícias Civis dos estados do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Essa união de forças sublinha a natureza transnacional do crime organizado e a necessidade de uma resposta conjunta.
Mais informações detalhadas sobre os resultados da Operação Gênesis serão divulgadas ao público após a consolidação de todos os dados. A expectativa é que a ação cause um impacto significativo na estrutura e capacidade de atuação da organização criminosa, trazendo mais segurança para as comunidades afetadas.
Perguntas Frequentes
O que é a Operação Gênesis?
A Operação Gênesis é uma ação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia com o objetivo de desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade. O grupo é investigado por envolvimento em diversos homicídios e pelo controle do tráfico de drogas em Salvador e outros estados.
Quais áreas são abrangidas pela Operação Gênesis?
A operação tem foco principal nos bairros de Águas Claras, Cajazeiras V, Sussuarana e Nova Sussuarana, em Salvador. Além disso, estende-se aos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia (BA), Nova Iguaçu e Macaé (RJ), e Camboriú e Itapema (SC).
Qual a relação entre a Operação Gênesis e a Operação Saigon?
A Operação Gênesis é um desdobramento direto da Operação Saigon, que foi deflagrada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo criminoso. Gênesis incorpora novas provas e investigações que se aprofundaram após a fase inicial da Saigon, demonstrando a continuidade do trabalho policial.
Qual o papel do DHPP na Operação Gênesis?
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é o órgão que coordena a Operação Gênesis. Ele foi responsável pelas investigações que apontaram a atuação da organização criminosa e lidera a força-tarefa que busca desarticular suas lideranças, gerentes financeiros e executores.
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