Polícia desarticula grupo que furtava joalherias e aplicava golpes
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Polícia desarticula grupo que furtava joalherias e aplicava golpes

Redação 4 min de leitura Policia

A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Diamante de Sangue, mirando um grupo criminoso interestadual. A ação busca desarticular uma quadrilha especializada em furtos a joalherias, estelionatos e tráfico de drogas, com prejuízos estimados em milhões de reais.

Um total de 83 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas, buscas e apreensões, além de medidas de sequestro de bens, estão sendo cumpridos em diversos estados. As investigações revelaram que o grupo operava com uma estrutura bem definida, divisão de tarefas e planejamento estratégico para a execução dos crimes.

Como a quadrilha agia em furtos e golpes

A organização criminosa demonstrava alta sofisticação nas suas ações, especialmente nos furtos a joalherias. Segundo as investigações da Polícia Civil, os criminosos realizavam levantamentos prévios detalhados dos estabelecimentos-alvo. Essa etapa incluía a análise de rotinas, sistemas de segurança e pontos vulneráveis das lojas.

A forma de acesso preferencial era pelo teto dos imóveis, utilizando equipamentos específicos para neutralizar alarmes e outros dispositivos de segurança. Um dos casos investigados, um furto ocorrido em Salvador, gerou um prejuízo superior a R$ 1 milhão para a joalheria. A perícia técnica realizada no local corroborou a complexidade e o planejamento da ação.

Além dos crimes patrimoniais contra joalherias, o grupo também é investigado por estelionatos, praticados por meio do conhecido “golpe do aniversário”. Esta modalidade criminosa, com registros em estados como Ceará e Paraíba, visava principalmente pessoas idosas. Os criminosos abordavam as vítimas sob o pretexto de entregar presentes ou felicitações, aproveitando a confiança para aplicar o golpe.

Durante a abordagem, eram utilizados dispositivos eletrônicos para capturar dados bancários das vítimas. Com essas informações, os criminosos realizavam transações fraudulentas, esvaziando contas e causando prejuízos significativos. Para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos, a organização empregava complexos mecanismos de lavagem de capitais.

Bloqueio de bens e atuação interestadual

A Operação Diamante de Sangue resultou no bloqueio de diversos bens do grupo criminoso, incluindo uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 800 mil. O avião foi localizado em uma pista clandestina e, de acordo com as apurações policiais, era suspeito de ser utilizado no transporte de entorpecentes, evidenciando a ligação da quadrilha com o tráfico de drogas.

O confisco da aeronave e de outros bens é uma medida fundamental para descapitalizar a organização e impedir que os recursos sejam reinvestidos em novas atividades ilícitas. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas entre os membros do grupo, com a utilização de contas de terceiros. Esse método visava fragmentar os valores e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos pelas autoridades.

A atuação interestadual do grupo demandou uma vasta coordenação entre as forças de segurança. A quadrilha tinha ramificações em pelo menos oito estados brasileiros, o que demonstra a amplitude de suas operações e a necessidade de uma resposta conjunta. A integração das polícias foi crucial para mapear a rede de atuação, identificar os envolvidos e planejar a deflagração simultânea da operação.

O apoio das forças de segurança

A condução da Operação Diamante de Sangue ficou a cargo do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Salvador (DRFR). Para garantir a eficácia das apurações, o DEIC contou com o suporte técnico especializado do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/PCBA) e do Núcleo de Inteligência do próprio departamento.

A complexidade da investigação exigiu uma colaboração entre diversas instituições policiais. A ação contou com o apoio fundamental das Polícias Civis dos estados de Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também participou ativamente da operação, oferecendo apoio logístico e estratégico nas rodovias federais.

Essa cooperação entre diferentes unidades da federação e forças policiais distintas é um exemplo da importância da integração para o combate ao crime organizado, que muitas vezes transcende as fronteiras estaduais. A Operação Diamante de Sangue segue em andamento, com a análise dos materiais apreendidos e a continuidade das investigações para identificar outros possíveis envolvidos e desvendar completamente a extensão das atividades do grupo criminoso.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Diamante de Sangue?

É uma operação da Polícia Civil da Bahia, deflagrada em 1º de novembro, para desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual.

Quais tipos de crimes o grupo investigado praticava?

A quadrilha é investigada por furtos a joalherias, estelionatos (especialmente o “golpe do aniversário”) e tráfico de drogas, além de lavagem de dinheiro.

Em quantos estados a operação foi realizada?

A ação cumpriu mandados em oito estados, incluindo Bahia, Sergipe, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais e Roraima.


2 de abril de 2026|Fonte: SSP/BA|Foto: Divulgação/ Ascom PC|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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