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EUA impõem novas sanções a Cuba, afetando turismo e mineração

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 05/06/2026 às 13:06
EUA impõem novas sanções a Cuba, afetando turismo e mineração
Reprodução / Divulgação
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 05 de junho de 2026, às 13:06

Os Estados Unidos (EUA) implementaram novas sanções econômicas direcionadas a Cuba, afetando diretamente empresas dos setores de mineração e turismo, além de imporem restrições ao presidente da Ilha, Miguel Díaz-Canel. Essas medidas, anunciadas pelo Departamento de Tesouro dos EUA na quinta-feira (4), visam intensificar a pressão econômica sobre o país, já que as sanções se acumulam, totalizando centenas ao longo dos anos.

As novas entidades sancionadas incluem a Amistur Cuba, uma empresa de turismo, e a Minera la Victoria, uma joint venture que envolve a Geominera, empresa estatal cubana de mineração, em parceria com a Antilles Gold, da Austrália. Este movimento é parte de uma estratégia contínua do governo americano para desacelerar a economia cubana e buscar uma mudança de regime em Havana.

No mesmo dia em que as sanções foram anunciadas, o ex-presidente dos EUA Donald Trump fez declarações sobre a situação cubana, afirmando que o país deseja que os EUA assumam o controle da ilha. Segundo Trump, o foco da administração seria Cuba, após lidar com questões relacionadas ao Irã, sugerindo uma possível abertura para investimentos futuros.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, alertou que qualquer entidade que ofereça serviços às organizações sancionadas também pode enfrentar sanções, ampliando o alcance das medidas e forçando bancos e empresas estrangeiras a suspender suas atividades relacionadas a Cuba. As sanções também se estenderam a membros da administração cubana, incluindo Diaz-Canel, sua esposa Lis Cuesta Peraza, e outros familiares, demonstrando a intenção americana de atingir os principais líderes do governo cubano.

Entre as organizações sancionadas, estão o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR). Em um comunicado, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) informou que qualquer transação envolvendo bens de entidades sancionadas é proibida, reforçando a pressão econômica sobre a ilha.

A reação de Cuba a essas novas sanções foi rápida. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou as declarações de Trump como uma ameaça e criticou as novas medidas unilaterais que, segundo ele, prejudicam o povo cubano. “A agressividade do governo ianque colidirá com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, destacou Díaz-Canel em suas redes sociais.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também se manifestou, afirmando que a inclusão de indivíduos e entidades na lista de sanções demonstra um plano coercitivo dos EUA visando a intervenção em Cuba. Ele ressaltou que toda ação americana para criar um conflito entre as nações está fadada ao fracasso e que qualquer ameaça à independência cubana será enfrentada com união.

Além disso, Rodríguez refutou as declarações de Rubio sobre a entrada de petróleo em Cuba, lembrando a Ordem Executiva 14380, que impõe tarifas punitivas sobre importações de petróleo para a ilha, reforçando a gravidade da situação.

O bloqueio econômico que pesa sobre Cuba já dura quase 70 anos e foi severamente endurecido pela administração atual no final de 2025, especialmente após a imposição de restrições navais à Venezuela. Em janeiro de 2026, os EUA ameaçaram sancionar países que vendessem petróleo a Cuba, resultando em três meses sem a importação do produto. Esse cenário prejudicou drasticamente a vida cotidiana em Cuba, com aumento de apagões, elevação de preços de itens básicos e redução dos serviços de transporte público.

Para muitos moradores de Havana, que relataram suas experiências à Agência Brasil, a situação atual é considerada uma das mais críticas enfrentadas pelo país, evidenciando a severidade do impacto das sanções e do bloqueio econômico em sua população.

Perguntas Frequentes

Quais são as novas sanções impostas pelos EUA a Cuba?

As novas sanções dos EUA visam empresas de mineração e turismo em Cuba, além de dirigentes do governo cubano, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel e sua família, em um esforço para aumentar a pressão econômica sobre o país.

Como as sanções afetam a população cubana?

As sanções têm causado um impacto significativo na economia cubana, resultando em aumento de apagões, elevação de preços de produtos básicos e redução da oferta de serviços essenciais, gerando uma crise humanitária para a população local.

Qual é o histórico do bloqueio econômico a Cuba?

O bloqueio econômico a Cuba já dura quase 70 anos, tendo sido intensificado nos últimos anos. Ele impede que o país importe bens essenciais, o que tem contribuído para a deterioração das condições de vida em Cuba.


5 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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