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Espanha avança à semifinal e reacende sonho de bicampeonato na Copa

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 10/07/2026 às 19:21
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 10 de julho de 2026, às 19:21

A Espanha garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 ao superar a Bélgica por 2 a 1 em Los Angeles, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (10). O triunfo da Fúria mantém vivo o objetivo de conquistar a segunda estrela em seu escudo e pavimenta o caminho para um aguardado confronto contra a França. A partida decisiva que definirá o primeiro finalista do Mundial acontecerá na próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), na cidade de Dallas, também nos Estados Unidos.

A vitória representa um momento crucial para o futebol espanhol. Após um período de resultados aquém das expectativas em Mundiais, a equipe demonstra resiliência e a capacidade de competir em alto nível. A expectativa agora se volta para o clássico europeu, um dos duelos mais esperados desta edição da Copa.

O Herói do Banco e a Decisão no Fim

Pela segunda vez consecutiva nas fases eliminatórias, o meia Mikel Merino emergiu como o protagonista vindo do banco de reservas para garantir a classificação espanhola. Assim como nas quartas de final contra Portugal, o jogador foi responsável pelo gol decisivo nos momentos finais da partida, demonstrando sua importância estratégica para a equipe. Sua entrada trouxe um novo fôlego e capacidade de finalização, revelando uma tática bem-sucedida do técnico Luis de la Fuente.

A Espanha não alcançava uma semifinal de Copa do Mundo desde a campanha vitoriosa de 2010, quando conquistou seu único título mundial. Desde então, a jornada em Mundiais foi marcada por eliminações precoces. A Fúria caiu na primeira fase em 2014, no Brasil, e nas oitavas de final nas edições da Rússia (2018) e do Catar (2022). A atual campanha representa um retorno significativo do país ao topo do futebol mundial.

Confronto com a França: Uma Rivalidade Histórica

O embate nas semifinais contra a França promete ser eletrizante, dado o histórico recente de confrontos decisivos entre as duas seleções. A Espanha levou a melhor nos dois duelos mais recentes, ambos em semifinais. No ano passado, pela Liga das Nações, em Stuttgart, a Fúria venceu por 5 a 4 em um jogo emocionante. Em 2024, na Eurocopa, o triunfo espanhol foi por 2 a 1, em Munique, confirmando a supremacia em momentos cruciais.

A última vez que a França conseguiu superar os rivais em uma partida eliminatória foi na final da Liga das Nações de 2021, em Milão, onde os franceses venceram por 2 a 1. Essa alternância de resultados adiciona uma camada extra de tensão e imprevisibilidade ao próximo confronto, com ambas as equipes sedentas pela vaga na grande final. A Liga das Nações é um torneio bienal da UEFA que substitui em parte os amistosos internacionais, proporcionando jogos competitivos entre seleções europeias.

Adeus à Geração Dourada da Bélgica

Para a Bélgica, a eliminação marcou o adeus de sua aclamada “geração dourada”. Jogadores como o goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin de Bruyne, o volante Axel Witsel e o atacante Romelu Lukaku eram os últimos remanescentes de um grupo que brilhou intensamente em seus clubes europeus, mas não conseguiu traduzir o mesmo sucesso em títulos pela seleção. Apelidada pela imprensa como a “ótima geração belga”, a equipe teve seu auge na Copa de 2018, na Rússia, quando alcançou as semifinais após eliminar o Brasil nas quartas.

Apesar do talento individual, a busca por um título mundial ou continental permaneceu um sonho não realizado. O último grande momento coletivo foi a chegada entre os quatro primeiros na Liga das Nações de 2021, onde foram novamente superados pela França. A eliminação em 2026 encerra um ciclo e abre espaço para uma renovação no futebol belga. A longevidade e a qualidade desses atletas, que por mais de uma década estiveram no topo, são indiscutíveis, mas o impacto no cenário internacional com a camisa da seleção não se concretizou em troféus.

Detalhes da Partida: Estratégias e Gols

A Bélgica iniciou o duelo com três alterações em sua escalação, duas delas forçadas por lesões. O volante Amadou Onana rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em uma partida anterior, e o capitão Youri Tielemans sentiu dores no aquecimento. Eles foram substituídos pelos meias Kevin de Bruyne e Hans Vanaken. Uma terceira mudança tática promovida pelo técnico Rudi Garcia foi o retorno de Jeremy Doku ao ataque, com Dodi Lukébario indo para o banco de reservas.

Do lado espanhol, o técnico Luis de la Fuente realizou apenas uma mudança no meio-campo. Pedri, titular na vitória por 1 a 0 sobre Portugal, cedeu sua vaga a Fabian Ruiz, que recuperou seu posto no time após o empate sem gols com Cabo Verde na estreia.

Foi justamente Fabian Ruiz quem abriu o placar para a Espanha. Após 29 minutos de domínio espanhol, o atacante Lamine Yamal lançou Pedro Porro na direita. O lateral cruzou rasteiro, e o meia Dani Olmo finalizou de primeira. O goleiro Courtois defendeu, mas o rebote sobrou limpo para Ruiz empurrar para as redes. O jogo parecia sob controle da Fúria, que chegava com facilidade ao ataque, especialmente com Yamal infernizando a defesa adversária.

Contudo, a Bélgica demonstrou letalidade em sua única aproximação perigosa. Aos 39 minutos, De Bruyne, de volta ao time titular, recebeu pela direita e cruzou com precisão. O atacante Charles De Ketelaere superou o zagueiro Pau Cubarsí e cabeceou para o gol, empatando a partida. Este gol encerrou a impressionante invencibilidade de Unai Simon, que se tornou o goleiro com mais tempo sem ser vazado em Copas do Mundo, com 648 minutos.

O cenário de pressão espanhola se manteve no retorno do intervalo. A Fúria continuou a buscar o gol da vitória, com diversas chances criadas. A persistência foi recompensada nos minutos finais, quando Mikel Merino marcou o gol da classificação, consolidando a invencibilidade espanhola de 12 jogos contra os belgas. Além disso, a vitória serviu como uma revanche histórica pela eliminação na Copa de 1986, no México, onde a Bélgica eliminou a Espanha nos pênaltis (5 a 4) após um empate em 1 a 1 nas quartas de final.

A Espanha segue firme em seu propósito de buscar o bicampeonato, enquanto a Bélgica encerra um capítulo glorioso, mas sem o brilho maior de um título mundial.

Perguntas Frequentes

Qual o próximo adversário da Espanha na Copa do Mundo 2026?

A seleção espanhola ‘Fúria’ enfrentará a França nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. O confronto está marcado para a próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas, nos Estados Unidos.

Quando foi a última vez que a Espanha chegou a uma semifinal de Copa?

A última vez que a Espanha alcançou uma semifinal de Copa do Mundo foi em 2010, na África do Sul, ano em que a seleção se sagrou campeã mundial pela primeira e única vez em sua história.

Quem foi o autor do gol decisivo para a Espanha contra a Bélgica?

O gol decisivo que garantiu a vitória da Espanha por 2 a 1 sobre a Bélgica e a consequente classificação para as semifinais foi marcado pelo meia Mikel Merino. Ele já havia sido o herói da classificação nas quartas de final contra Portugal.

Qual a importância da “geração dourada” belga no futebol?

A “geração dourada” da Bélgica foi um grupo de jogadores excepcionalmente talentosos, como Courtois, De Bruyne, Witsel e Lukaku, que atingiram o auge em grandes clubes europeus. Pela seleção, alcançaram as semifinais da Copa de 2018, mas não conseguiram conquistar um título de grande expressão, marcando o fim de um ciclo sem o troféu desejado.


10 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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