A seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta o Japão nesta quarta-feira (22), em Macau, pelas quartas de final da Liga das Nações, buscando avançar na competição e conquistar um título inédito no torneio. O duelo marca o início da fase eliminatória para a Amarelinha, a partir das 8h30 (horário de Brasília).
Este será o segundo confronto entre as equipes na atual edição da competição. Na fase classificatória, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães demonstrou superioridade ao vencer as asiáticas por 3 sets a 1. Agora, a expectativa é por um embate ainda mais intenso e estratégico, valendo a vaga na semifinal.
Brasil busca taça inédita na Liga das Nações
A equipe brasileira chega ao mata-mata embalada por uma campanha sólida na primeira fase. O time encerrou a etapa classificatória na terceira posição, acumulando nove vitórias e apenas três derrotas. Este desempenho consistente reforça a ambição de conquistar o título inédito da Liga das Nações, um troféu que escapou em outras oportunidades.
Do outro lado da quadra, o Japão garantiu sua classificação para as quartas de final ao terminar a fase inicial na sexta colocação. As japonesas registraram oito triunfos e quatro revezes, mostrando que são uma equipe competitiva e que pode surpreender em um formato de jogo eliminatório. A agilidade e a disciplina tática são marcas registradas da seleção japonesa.
O caminho até a glória na Liga das Nações é desafiador. Se a seleção brasileira avançar para a semifinal, enfrentará o vencedor do confronto entre Itália e Países Baixos. Este outro duelo também está programado para quarta-feira (22), com início às 5h (horário de Brasília), prometendo uma disputa acirrada entre duas forças do vôlei mundial. A Itália, atual campeã e líder do ranking, é sempre um adversário formidável.
O formato da Liga das Nações: Entendendo o mata-mata
A Liga das Nações (VNL) adota um formato que combina uma fase classificatória extensa com um emocionante sistema de mata-mata. Após semanas de disputas em diferentes sedes ao redor do mundo, as oito melhores equipes avançam para a fase final. Este estágio é composto por quartas de final, semifinais e a grande final, todas disputadas em jogo único.
O sistema de “mata-mata” ou “knockout” é crucial para o esporte de alto rendimento, pois cada partida se torna uma decisão. Não há margem para erros, e a pressão sobre os atletas é imensa. Essa dinâmica eleva o nível de emoção e a imprevisibilidade dos resultados, tornando cada ponto ainda mais valioso e cada set uma verdadeira batalha.
* Quartas de Final:
* QUARTA-FEIRA (22)
* 5h (Brasília): Itália x Holanda
* 8h30 (Brasília): Brasil x Japão
* QUINTA-FEIRA (23)
* 5h (Brasília): Turquia x Canadá
* 8h30 (Brasília): Estados Unidos x China
Desfalque importante e a busca por um novo equilíbrio
Para a reta final da competição, a equipe brasileira terá de lidar com uma ausência significativa. A central Julia Kudiess rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo durante a vitória sobre os Estados Unidos, na última partida da primeira fase. A atleta passou por cirurgia na última quinta-feira (16) e segue em processo de recuperação, o que a tira do restante do torneio.
A lesão de LCA é uma das mais temidas no esporte, exigindo um longo período de recuperação, que pode variar de seis a nove meses, e um intenso processo de reabilitação. A central é uma posição estratégica no vôlei, responsável por bloqueios, ataques rápidos e a organização da defesa no meio da rede. A ausência de Kudiess representa um desafio tático para José Roberto Guimarães.
Para preencher a vaga deixada por Kudiess, o técnico José Roberto convocou a jovem Larissa Besen, que atua pelo Osasco. A entrada de Besen na equipe principal é uma oportunidade para a atleta demonstrar seu talento e contribuir com a busca pelo título, além de ser um teste para a profundidade do elenco brasileiro. A adaptação rápida da nova jogadora será fundamental.
A sonhada taça e o histórico de superação
A seleção brasileira de vôlei feminino, atualmente vice-líder no ranking mundial, está mais do que empenhada em finalmente subir ao topo do pódio na Liga das Nações. O torneio tem sido palco de momentos de grande brilho para o Brasil, mas também de uma frustrante sequência de quatro vice-campeonatos.
Nos últimos dois anos (edições de 2025 e 2022), o Brasil foi superado na final pela Itália, que é a atual campeã e líder do ranking mundial. Em edições anteriores, especificamente em 2019 e 2021, o algoz da equipe brasileira foi a forte seleção dos Estados Unidos. Essa história de “quase lá” alimenta ainda mais a determinação das jogadoras em mudar o rumo e erguer a taça inédita em Macau. A experiência de José Roberto Guimarães será vital para gerenciar a pressão.
A Liga das Nações, criada em 2018 para substituir o Grand Prix, rapidamente se consolidou como um dos torneios mais prestigiados do calendário do vôlei mundial. Seu formato inovador, com jogos espalhados por diversos países, visa popularizar o esporte e oferecer uma plataforma de alta competitividade para as seleções. Conquistá-la seria um marco para a geração atual de atletas brasileiras.
Perguntas Frequentes
Quando e onde será o jogo do Brasil contra o Japão na Liga das Nações?
O confronto entre Brasil e Japão, válido pelas quartas de final da Liga das Nações de vôlei feminino, acontecerá nesta quarta-feira, 22 de maio, em Macau, na China. A partida está marcada para as 8h30 (horário de Brasília).
Qual é a importância da Liga das Nações para a seleção brasileira de vôlei feminino?
A Liga das Nações é um dos principais torneios do calendário internacional do vôlei e representa uma oportunidade para a seleção brasileira feminina conquistar um título inédito. O Brasil já foi vice-campeão quatro vezes, e a busca pela taça é um grande objetivo da equipe, além de ser importante para o ranking mundial.
O que significa a lesão de LCA da jogadora Julia Kudiess e qual seu impacto?
A lesão no Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho é uma das mais graves no esporte, exigindo cirurgia e um longo período de recuperação, que geralmente dura entre seis e nove meses. Para a seleção, a ausência da central Julia Kudiess representa um desfalque tático significativo, exigindo ajustes na equipe e a entrada de uma nova jogadora para a posição.

