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Organização Mundial de Alergia alerta sobre aumento de casos de alergias

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 22/06/2026 às 00:42
Mojpe/Pixabay
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 22 de junho de 2026, às 00:43

A Semana Mundial da Alergia, que ocorre entre os dias 21 e 27 deste mês, tem como objetivo promover a conscientização sobre o diagnóstico e controle das doenças alérgicas, que afetam uma proporção significativa da população global. Com a organização da Organização Mundial de Alergia (WAO) e da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a campanha deste ano enfatiza o tema “Cuidado com a Alergia é Cuidado Essencial”, visando a saúde de toda a família.

Dados recentes da WAO revelam que aproximadamente 30% da população mundial vive com algum tipo de alergia. No Brasil, essa realidade é igualmente alarmante. A presidente da Asbai, Fátima Rodrigues Fernandes, descreve a situação como uma “multidão, um país dentro de outro”, refletindo a magnitude do problema. Segundo ela, as alergias resultam de uma resposta exacerbada do sistema imunológico a certos estímulos, levando a inflamações e desconfortos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2050, metade da população mundial poderia ser afetada por alergias, um aumento atribuído às mudanças climáticas que facilitam a exposição a alérgenos. No Brasil, a situação é crítica: cerca de 30% da população sofre de rinite alérgica, e essa porcentagem é ainda maior entre as crianças e adolescentes, com 26% e 30%, respectivamente, de acordo com o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (ISSAC).

Outro problema significativo é a asma alérgica, que impacta cerca de 20% dos brasileiros. Globalmente, a asma afeta aproximadamente 260 milhões de pessoas e resulta em mais de 450 mil mortes anualmente. Os principais sintomas incluem falta de ar, chiado no peito e tosse, que podem se agravar com a mudança de estações, especialmente durante o inverno.

Além disso, a dermatite atópica é uma condição crônica que também merece destaque, afetando cerca de 20% das crianças e 3% dos adultos no Brasil. Esta doença, que não é contagiosa, pode iniciar-se no primeiro ano de vida e está relacionada a quadros de ansiedade e depressão, em virtude do desconforto físico e psicológico que provoca.

A Semana Mundial da Alergia tem um papel crucial ao alertar sobre os sintomas e a importância da busca por tratamento. Fátima destaca que muitos indivíduos não percebem que seus sintomas, como a obstrução nasal e a coceira persistente, não são normais. “A pessoa acostuma-se e pensa que aquilo é o normal dela. Mas não é”, afirma a especialista.

Com a chegada do inverno, é fundamental que as pessoas com problemas respiratórios busquem um médico, preferencialmente um alergista ou imunologista. Embora a maioria das alergias tenha uma base genética e não tenha cura, elas podem ser controladas. “Se controlada, o indivíduo pode ficar totalmente sem sintomas”, explica Fátima.

A campanha deste ano também inclui eventos em várias regiões do Brasil, onde serão realizados exames para diagnóstico de alergias e esclarecimento de dúvidas da população. Os testes, que podem ser realizados através de métodos como a coleta de sangue ou testes cutâneos, são essenciais para identificar alérgenos específicos e facilitar o tratamento.

A presidente da Asbai ressalta a importância de reconhecer os sintomas e procurar ajuda médica. Durante o inverno, as salas de emergência frequentemente se enchem de pacientes com problemas respiratórios, e a asma pode ser particularmente grave. Portanto, é vital que os indivíduos com histórico de alergias sejam proativos em seu tratamento.

Em resumo, a Semana Mundial da Alergia não é apenas um alerta, mas um convite à ação. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos alérgicos, permitindo que vivam de maneira plena e saudável.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de alergias que afetam a população?

As alergias mais comuns incluem rinite alérgica, asma alérgica e dermatite atópica. Esses problemas de saúde impactam uma parte significativa da população, especialmente crianças e adolescentes.

Como posso saber se tenho uma alergia?

O diagnóstico de alergias pode ser feito através de testes alérgicos na pele ou por meio de exames de sangue. Consultar um alergista ou imunologista é essencial para determinar a causa e o tratamento adequado.

Quais medidas podem ser tomadas para controlar as alergias?

O controle das alergias envolve identificar os alérgenos, seguir o tratamento prescrito pelo médico e evitar a exposição a substâncias que provoquem reações alérgicas.


22 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Mojpe/Pixabay|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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