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Polícia Civil prende homem em Ipiaú por descumprimento de protetiva

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A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta segunda-feira (13), um homem de 44 anos em Ipiaú. A detenção ocorreu no bairro Aparecida, cumprindo um mandado por descumprimento de medida protetiva imposta após acusações de agressão e ameaças.

O indivíduo estava sob investigação por supostamente violar uma determinação judicial que o impedia de se aproximar de sua ex-companheira, também de 44 anos. Contra o acusado, pesam alegações de agressão física, ameaças verbais, difamação e extorsão, conforme informações preliminares da polícia. A persistência da aproximação do homem à vítima, mesmo após a medida judicial, motivou a decretação da prisão preventiva.

A equipe da Delegacia Territorial (DT/Ipiaú) conduziu as diligências que culminaram na localização do investigado. Ele foi encontrado na Avenida Aparecida, no mesmo município, e posteriormente encaminhado à unidade policial para os procedimentos cabíveis. O homem permanece à disposição do Poder Judiciário, que definirá os próximos passos do processo legal.

O que é uma Medida Protetiva?

As medidas protetivas de urgência são instrumentos legais previstos na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), criadas para proteger mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Elas visam garantir a integridade física, psicológica, sexual, patrimonial e moral da vítima, afastando o agressor e estabelecendo restrições para evitar novas agressões.

Entre as medidas mais comuns estão o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima, a proibição de contato com a ofendida e seus familiares por qualquer meio (telefone, e-mail, redes sociais), a proibição de frequentar determinados lugares para preservar a segurança da vítima e a restrição ou suspensão de visitas a dependentes menores. A solicitação pode ser feita pela vítima ou por terceiros (com consentimento) à delegacia de polícia ou ao Ministério Público. Após análise, o juiz decide sobre a concessão e os termos da medida.

Consequências do Descumprimento

O descumprimento de uma medida protetiva de urgência, como no caso de Ipiaú, é considerado crime desde 2018, com a alteração da Lei Maria da Penha. O artigo 24-A da lei estabelece pena de detenção de 3 meses a 2 anos para quem desrespeita uma decisão judicial que defere as medidas protetivas. Além da pena de detenção, o descumprimento pode levar à prisão preventiva do agressor, como ocorreu com o homem em questão.

A prisão preventiva tem caráter cautelar e visa garantir a execução da medida protetiva, a integridade da vítima e a ordem pública. Ela é decretada quando há indícios de que o agressor continuará a ameaçar ou agredir a vítima, ou quando já houve descumprimento anterior. A reincidência ou a continuidade da violação das determinações judiciais são fatores que agravam a situação do acusado perante a Justiça.

Cenário da Violência Doméstica no Brasil e na Bahia

A violência doméstica e o descumprimento de medidas protetivas representam um grave problema social no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e de outras instituições apontam para um alto número de casos de violência contra a mulher, apesar dos avanços legislativos. Em 2022, o Brasil registrou um aumento nos casos de feminicídio e de outras formas de violência de gênero, evidenciando a persistência do desafio.

Na Bahia, as autoridades de segurança pública têm intensificado o combate a esses crimes, com a criação de delegacias especializadas de atendimento à mulher (DEAMs) e campanhas de conscientização. Ações como a prisão realizada em Ipiaú reforçam o compromisso em garantir a proteção das vítimas e coibir a impunidade. É fundamental que as vítimas denunciem qualquer forma de violência, utilizando canais como o Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou o 190 (Polícia Militar), que funcionam 24 horas por dia.

O Próximo Passo Legal

Após a prisão e o encaminhamento à delegacia, o homem ficará sob custódia, aguardando as deliberações do Poder Judiciário. Ele deverá passar por uma audiência de custódia, onde o juiz analisará a legalidade da prisão e decidirá se mantém a prisão preventiva, concede liberdade provisória com ou sem fiança, ou impõe outras medidas cautelares.

Independentemente da decisão sobre a custódia, o processo criminal por descumprimento de medida protetiva seguirá seu trâmite. A Justiça irá apurar as acusações de agressão, ameaça, difamação e extorsão, que levaram à medida protetiva original, e também o crime de desobediência à ordem judicial. A atuação integrada das forças policiais e do sistema de justiça é crucial para assegurar a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores.

Perguntas Frequentes

O que é descumprimento de medida protetiva?

É a desobediência de qualquer ordem judicial que estabelece restrições ao agressor para proteger a vítima de violência doméstica, como proibição de contato ou afastamento do lar.

Quais as penas para quem descumpre uma medida protetiva?

A pena para quem descumpre uma medida protetiva é de detenção de 3 meses a 2 anos, além da possibilidade de prisão preventiva, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha.

Como uma vítima pode solicitar uma medida protetiva?

A vítima pode solicitar uma medida protetiva diretamente na delegacia de polícia, especialmente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), ou por meio do Ministério Público, que encaminhará o pedido ao juiz.


15 de abril de 2026|Fonte: SSP/BA|Foto: Divulgação/Ascom PC|Fonte da Informação ↗

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