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Parque da Tijuca celebra 65 anos com acesso gratuito à natureza

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, celebra 65 anos em 11 de julho de 2026 com uma programação especial repleta de atividades ambientais, educacionais e culturais gratuitas. Os eventos acontecem das 8h às 16h, concentrados em dois polos no bairro do Alto da Boa Vista.

A iniciativa visa proporcionar uma experiência imersiva e educativa para visitantes de todas as idades. A celebração reforça a importância da unidade de conservação como um dos maiores parques urbanos do mundo, um verdadeiro pulmão verde para a metrópole carioca.

Os polos de atividades foram estrategicamente definidos para otimizar a experiência dos participantes. Um deles é o estacionamento da Cascatinha Taunay, ponto de partida para diversas atrações naturais. Ali, os visitantes podem apreciar a própria Cascatinha Taunay e o refrescante poço de banho Job de Alcântara, integrando-se à natureza exuberante.

Celebração com Atividades Diversificadas

A programação no polo da Cascatinha Taunay é vasta e inclui opções para quem busca conhecimento e bem-estar. O professor e estudioso da Floresta da Tijuca, Gabriel Sales, conduzirá uma trilha histórica, oferecendo uma perspectiva aprofundada sobre a rica trajetória do local. Para o relaxamento, serão oferecidos aulões de ioga e sessões de massagem rápida, promovendo momentos de tranquilidade em meio à floresta.

A Prefeitura do Rio também participa, disponibilizando serviços públicos essenciais. Moradores e visitantes poderão ter acesso a vacinação, testes rápidos de saúde, aferição de glicose e pressão arterial. Uma van do serviço 1746 estará presente para registrar solicitações, reclamações e sugestões, facilitando a interação dos cidadãos com os serviços municipais.

O segundo polo de eventos está localizado na região do Recanto dos Pintores/Meu Recanto, próximo ao Centro de Visitantes Paineiras. Este ponto oferece uma série de atividades diferenciadas, com foco especial na acessibilidade e no público infantil. Pessoas idosas e com mobilidade reduzida terão a oportunidade de desfrutar de um passeio de van por marcos icônicos do parque, como a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador, garantindo que todos possam apreciar as paisagens deslumbrantes.

Crianças de até 10 anos terão uma área dedicada para a prática de mountain bike, estimulando a atividade física e o contato com o ambiente natural. A feira artística Alto Portas Abertas reunirá empreendedores locais do bairro Alto da Boa Vista, valorizando a cultura e o comércio da região.

O 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente dos Bombeiros do Rio marcará presença com um estande informativo, compartilhando conhecimentos sobre segurança e preservação ambiental. Trilhas guiadas por monitores ambientais e pelo Instituto Moleque Mateiro terão diferentes horários de partida, proporcionando explorações seguras e enriquecedoras. O instituto também apresentará um teatro infantil com foco em educação ambiental, utilizando a arte para conscientizar os pequenos sobre a importância da natureza.

A criatividade será estimulada com uma oficina de bioescultura, onde os participantes poderão criar obras utilizando argila, galhos, folhas, linhas e tecidos, conectando-se diretamente com os elementos da floresta. A programação se estende com uma vivência meditativa de banho de floresta, prática japonesa conhecida como *Shinrin-yoku*, que busca o relaxamento e o bem-estar através da imersão sensorial no ambiente natural. Sessões de Tai Chi Chuan complementarão as atividades de relaxamento e equilíbrio.

Para os mais jovens, a pintura de rosto temática de animais presentes no parque adiciona um toque lúdico à celebração. Haverá também uma apresentação sobre como lidar com animais peçonhentos, um tema relevante para a segurança de quem frequenta áreas de mata. Um mutirão do Programa de Voluntariado convida os participantes a remover espécies exóticas invasoras e plantar mudas nativas da Mata Atlântica, contribuindo ativamente para a conservação e recuperação do ecossistema local. As espécies invasoras, como o jackfruit (jaca), competem com as plantas nativas por recursos, prejudicando a biodiversidade.

Legado Histórico e Ambiental do Parque

A história do Parque Nacional da Tijuca é tão rica quanto sua biodiversidade. Embora a celebração seja dos 65 anos, a ideia de proteção da área remonta a tempos mais antigos. A data oficial de criação do parque é 6 de julho de 1961, quando ele surgiu da junção de grande parte do Maciço da Tijuca. Essa área abrangia importantes florestas como as das Paineiras, do Corcovado, da Tijuca, da Gávea Pequena, dos Trapicheiro, do Andaraí, dos Três Rios e da Covanca. Originalmente, o parque foi batizado como Parque Nacional do Rio de Janeiro, com uma extensão de 33 km².

Em 8 de fevereiro de 1967, o nome foi oficialmente alterado para Parque Nacional da Tijuca, consolidando sua identidade. Anos mais tarde, em 4 de julho de 2004, seus limites foram ampliados para 39,51 km², incorporando locais de grande relevância ecológica e histórica, como o Parque Lage, a Serra dos Pretos Forros e o Morro da Covanca. Essa expansão reflete o reconhecimento crescente da importância da unidade de conservação.

A necessidade de proteger essa região, contudo, é muito anterior à década de 1960. Já em 1861, durante o período imperial brasileiro, áreas da Tijuca e das Paineiras foram declaradas Florestas Protetoras. Naquela época, a região enfrentava um intenso desmatamento, impulsionado pela exploração de madeira e pelo cultivo monocultor de cana-de-açúcar e café. Para reverter esse cenário devastador, foi iniciado um processo de desapropriação de chácaras e fazendas, buscando a recuperação ambiental.

O Pioneirismo do Reflorestamento e a Mata Atlântica

Os vestígios desse período histórico ainda podem ser encontrados no parque, através de construções e ruínas de antigas fazendas, como a Solidão, Mocke e Midosi. O grande projeto de reflorestamento que se seguiu é um capítulo marcante na história ambiental do Brasil. Este esforço contou com o trabalho de feitores


10 de julho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

Bruno Sampaio

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