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Operação Mute retira 8,5 mil celulares de presídios do país

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 23/05/2026 às 06:51
AGEPEN.
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 23 de maio de 2026, às 06:51

A Operação Mute, articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) desde outubro de 2023, já retirou 8,5 mil celulares em 680 presídios por todo o país. Os dados, apresentados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em Brasília, revelam o foco no combate a facções criminosas.

Operação Mute intensifica combate a facções criminosas

A iniciativa, cujo nome “Mute” significa mudo em inglês, visa silenciar a comunicação ilícita dentro das unidades prisionais, crucial para o planejamento de crimes extramuros e a manutenção da hierarquia de organizações criminosas. Desde o seu início, em outubro de 2023, a Operação Mute promoveu revistas em 40.124 celas. Ela mobiliza policiais penais de presídios federais, estaduais e do Distrito Federal, refletindo um esforço conjunto das esferas de segurança pública.

Os celulares apreendidos representam um canal vital de comunicação para o crime organizado, permitindo que líderes de facções coordenem atividades ilícitas mesmo estando encarcerados. A remoção desses aparelhos é um golpe significativo contra a capacidade operacional dessas organizações. A Senappen, ligada ao MJSP, tem coordenado essas ações para garantir uma varredura abrangente e eficaz.

Resultados e o alcance da operação no território nacional

Os resultados da Operação Mute foram detalhados pela Senappen em Brasília na última sexta-feira (22). A operação faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma estratégia mais ampla do governo federal para desarticular grupos criminosos. A magnitude da operação é evidenciada pelo número de unidades prisionais vistoriadas e celas revistadas.

Amanhã, sábado (23), a Operação Mute completa sua 11ª fase, iniciada na segunda-feira (18) anterior. Até o momento, essa fase específica atuou em 49 presídios. Nela, foram revistadas 2.611 celas, resultando na apreensão de 534 celulares, conforme dados preliminares. Esses números demonstram a continuidade e a persistência da operação em diferentes regiões do país.

O impacto da apreensão de milhares de celulares vai além da simples remoção de aparelhos. Ele desestrutura redes de comunicação, dificulta a ordenação de crimes e fortalece o controle interno dos presídios. A presença de celulares em unidades prisionais é um desafio constante para a segurança pública e exige intervenções contínuas e coordenadas.

Investimento em segurança máxima para presídios estratégicos

Paralelamente à Operação Mute, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também impulsiona o projeto “Padrão Segurança Máxima”. Este projeto foca no aprimoramento da infraestrutura e tecnologia das unidades prisionais. A Senappen informou que 57% da verba total do projeto, equivalente a R$ 184,9 milhões de R$ 324 milhões do governo federal, já foi destinada.

Os recursos são direcionados para a compra e entrega de equipamentos, tecnologias e viaturas. Esses investimentos visam modernizar e reforçar a segurança em presídios considerados “estratégicos” em todas as Unidades da Federação. A distribuição dessas unidades por região é a seguinte:

– Norte: 23 unidades estratégicas
– Nordeste: 45 unidades estratégicas
– Centro-Oeste: 15 unidades estratégicas
– Sudeste: 38 unidades estratégicas
– Sul: 17 unidades estratégicas

Para esse conjunto de presídios, já foram adquiridos 365 viaturas, com um gasto de R$ 108 milhões. Além disso, a segurança interna foi reforçada com 276 equipamentos de raio-X, que custaram R$ 36 milhões, e 138 scanners corporais, representando um investimento de R$ 38 milhões. Esses equipamentos são essenciais para detectar objetos proibidos e coibir a entrada de materiais ilícitos, complementando o trabalho de apreensão.

O cenário prisional brasileiro enfrenta outros desafios significativos, como o déficit de vagas. Zerar o déficit de 202 mil vagas em presídios, por exemplo, custaria R$ 14 bilhões, demonstrando a complexidade e a escala dos investimentos necessários no setor. Iniciativas como a Operação Mute e o Padrão Segurança Máxima são passos importantes para garantir maior controle e segurança nas prisões, impactando positivamente a segurança pública em geral.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Mute?
A Operação Mute é uma iniciativa articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) desde outubro de 2023. Seu objetivo é retirar celulares e outros meios de comunicação ilícita de presídios em todo o país, focando no combate a facções criminosas e ao crime organizado.

Quantos celulares foram apreendidos pela Operação Mute?
Desde o seu início em outubro de 2023, a Operação Mute já apreendeu 8,5 mil aparelhos celulares. Esses aparelhos foram retirados durante vistorias em 680 presídios e 40.124 celas em todo o Brasil, com dados atualizados pela Senappen.

Qual a relação entre a Operação Mute e o Padrão Segurança Máxima?
A Operação Mute e o projeto “Padrão Segurança Máxima” são ações complementares do MJSP. Enquanto a Operação Mute atua na remoção de itens ilícitos, o Padrão Segurança Máxima investe na modernização da infraestrutura e tecnologia dos presídios, com a compra de viaturas, equipamentos de raio-X e scanners corporais, para prevenir a entrada de novos materiais e fortalecer a segurança.


23 de maio de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: AGEPEN.|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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