Policia

Operação Dose Final prende 17 e bloqueia R$12,5 milhões de facção

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 03/06/2026 às 14:06
Divulgação/ Ascom PC
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 03 de junho de 2026, às 14:06

Uma operação conjunta deflagrada na quarta-feira (3) resultou na prisão de 17 investigados por integrar uma facção criminosa. A ação, que também cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e bloqueou R$12,5 milhões em bens, ocorreu em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, visando desarticular o grupo criminoso.

Desarticulação de Rede Criminosa e Alcance Interestadual

A Operação Dose Final, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia, em conjunto com a Polícia Militar, desferiu um duro golpe contra uma organização criminosa com atuação em vários estados. Dezesseis indivíduos foram capturados em Salvador, e um na capital paulista, demonstrando o alcance e a complexidade da rede investigada. As medidas judiciais foram executadas em diversos bairros de Salvador, incluindo Valéria, Narandiba, Nordeste de Amaralina, Pirajá, Engenho Velho da Federação e Garcia, além de Mesquita, no Rio de Janeiro.

O Poder Judiciário, com base nas investigações e representação da Polícia Civil, autorizou o bloqueio de bens e valores que somam R$12,5 milhões. Esta medida é estratégica para promover a asfixia financeira da organização criminosa, enfraquecendo sua capacidade operacional e dificultando a continuidade de suas atividades ilícitas. A interrupção do fluxo financeiro é crucial no combate ao crime organizado, pois impede o reinvestimento em novas ações criminosas e o financiamento de sua estrutura.

O Esquema da Facção: Roubos, Tráfico e Lavagem de Dinheiro

As investigações que culminaram na Operação Dose Final tiveram início a partir da apuração de roubos reiterados contra redes farmacêuticas na capital baiana. O foco dos criminosos era a subtração de medicamentos de alto valor comercial, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, frequentemente utilizados no tratamento de diabetes e controle de peso, e que possuem grande demanda no mercado paralelo. A venda desses produtos no mercado ilegal garante lucros consideráveis para o grupo.

No decorrer das diligências, os elementos reunidos apontaram que esses crimes patrimoniais não eram ações isoladas, mas integravam uma estrutura criminosa organizada. A facção, com atuação concentrada na região do Nordeste de Amaralina, em Salvador, é investigada por uma série de delitos graves. Além dos roubos, o grupo é suspeito de envolvimento em tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios relacionados a disputas territoriais, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações revelaram uma divisão estruturada de funções e um elevado poder operacional, características típicas de grandes organizações criminosas.

Entre os presos na operação, destacam-se indivíduos com papéis específicos dentro da estrutura da facção:

– Um investigado foi identificado como o responsável por uma central clandestina de desbloqueio de celulares roubados e furtados. No local, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos e dez aparelhos celulares, evidenciando a cadeia de receptação e reintrodução de bens ilícitos.
– Outro alvo preso é apontado como um dos responsáveis pela distribuição e comercialização de entorpecentes, gerenciando a rede de tráfico na área de atuação da organização criminosa.
– As investigações também alcançaram um homem suspeito de receptar medicamentos provenientes dos roubos, adquirindo e revendendo os produtos de forma ilegal, fechando o ciclo do crime patrimonial.
– Um quarto investigado é apontado como responsável pela divulgação das atividades da organização criminosa. Ele publicava conteúdos relacionados à comercialização de drogas, tabelas de preços de entorpecentes e informações sobre pontos de venda, atuando como um “marketing” para o grupo.

Cooperação Policial e Próximos Passos da Investigação

A complexidade e o alcance da organização criminosa exigiram uma vasta cooperação entre diversas forças de segurança. A Operação Dose Final contou com a participação de equipes dos departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), de Polícia Metropolitana (DEPOM), de Inteligência Policial (DIP) e de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC).

Além desses, a Coordenação de Polícia Interestadual (POLINTER) e a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) também estiveram envolvidas. A ação reuniu ainda a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SI/SSP), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Polícia Militar da Bahia e forças de segurança dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, sublinhando a natureza interestadual da operação e a necessidade de colaboração.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, aparelhos celulares e documentos. Estes materiais serão minuciosamente analisados e podem contribuir significativamente para o aprofundamento das investigações, permitindo a identificação de outros envolvidos e a compreensão de toda a estrutura e ramificações da facção criminosa. A continuidade das investigações é fundamental para desmantelar completamente o grupo e evitar que suas atividades ilícitas persistam.

Perguntas Frequentes

O que foi a Operação Dose Final?
A Operação Dose Final foi uma ação policial coordenada pela Polícia Civil da Bahia, que resultou na prisão de 17 investigados de uma facção criminosa e no bloqueio de R$12,5 milhões em bens. A operação ocorreu em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro para desarticular o grupo.

Quais crimes eram investigados pela facção?
A facção criminosa era investigada por uma série de delitos, incluindo roubos a estabelecimentos farmacêuticos (com foco em medicamentos de alto valor como Mounjaro, Ozempic e Wegovy), tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios relacionados a disputas territoriais, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Qual a importância do bloqueio de bens na operação?
O bloqueio de bens e valores, que somam R$12,5 milhões, é uma medida crucial para promover a asfixia financeira da organização criminosa. Essa ação visa enfraquecer sua capacidade operacional, impedindo que o grupo financie novas atividades ilícitas e mantenha sua estrutura.


3 de junho de 2026|Fonte: SSP/BA|Foto: Divulgação/ Ascom PC|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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