Ultimas Noticias

Brasil e Quênia defendem parcerias com a China no G7 e criticam ocidentais

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 18/06/2026 às 18:13
Brasil e Quênia defendem parcerias com a China no G7 e criticam ocidentais
Reprodução / Divulgação
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 18 de junho de 2026, às 18:13

Durante a cúpula do G7 realizada na França, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Quênia, William Samoei Ruto, defenderam firmemente as parcerias que países em desenvolvimento, como os da América Latina e da África, têm estabelecido com a China. Essa defesa ocorre em um cenário onde líderes das potências ocidentais expressam preocupações sobre a influência crescente de Pequim no cenário econômico global.

Os documentos elaborados durante o encontro apontam que a economia chinesa está “desequilibrando” o mercado internacional, impactando negativamente tanto a Europa quanto os Estados Unidos. Em sua fala, Lula ressaltou que, para os países em desenvolvimento, o que muitos líderes ocidentais percebem como uma ameaça, a economia chinesa é vista como uma oportunidade de crescimento e investimento.

– Lula comentou sobre o fato de que, atualmente, os maiores investidores na África e na América Latina são os chineses, enquanto a presença de investidores europeus e norte-americanos tem sido escassa. Essa realidade é um reflexo da busca por alternativas econômicas mais vantajosas para os países que precisam de apoio ao desenvolvimento.

O G7, que agrega as nações mais desenvolvidas do mundo, incluindo França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Japão, Itália e Canadá, também contou com a presença de representantes da Índia, Coreia do Sul e Egito como convidados. O presidente queniano, Ruto, enfatizou que a China é um parceiro estratégico, e que, no contexto atual, é preferível manter relações com Pequim do que não ter nenhum apoio internacional.

Nos últimos 20 anos, a ascensão econômica da China foi uma oportunidade significativa para que muitos países africanos buscassem o seu próprio progresso, especialmente por meio de colaborações em infraestrutura, energia e desenvolvimento industrial. Na América Latina, a China tornou-se o principal parceiro comercial de diversas nações, o que aumenta ainda mais a dinâmica das relações comerciais globais.

Em meio a essa defesa das parcerias com a China, o governo dos EUA tem reiterado seu desejo de reafirmar a “proeminência” na América Latina, especialmente frente à crescente influência de Pequim na região. Essa competição geopolítica reflete as tensões econômicas e as diferentes abordagens que as potências têm adotado em relação a países em desenvolvimento.

Um dos documentos discutidos no G7 também abordou os desequilíbrios econômicos globais, onde as potências ocidentais levantaram preocupações sobre a China e seu superávit comercial, estimado em US$ 1,2 trilhão para 2025. Segundo o G7, a China apresenta um consumo “cronicamente” baixo, afetando negativamente a balança comercial dos países ocidentais. O texto do grupo menciona que os desequilíbrios nas contas correntes refletem uma dinâmica de crescimento insustentável.

Além disso, o G7 expressou preocupações específicas sobre setores como terras raras e veículos elétricos, onde a China é líder de mercado. O documento também critica a desvalorização do renminbi (RMB), moeda chinesa, que favorece suas exportações.

Em resposta às críticas do G7, Lin Jian, porta-voz do ministério das relações exteriores da China, reiterou que as práticas comerciais do país estão em conformidade com as normas internacionais. Ele instou o G7 a respeitar os princípios do comércio internacional e a evitar perturbar a ordem comercial global com regras impostas por um pequeno grupo.

Na cúpula, o Brasil também se comprometeu a assinar três documentos relevantes relacionados ao combate ao câncer, à proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais e ao combate ao narcotráfico. Contudo, o governo brasileiro optou por não assinar outros documentos, argumentando que suas propostas refletiam uma visão de mundo que não condiz com as necessidades de um país em desenvolvimento.

Com isso, o encontro do G7 revelou não apenas as tensões existentes entre as potências ocidentais e a China, mas também a determinação de países como Brasil e Quênia em buscar parcerias que atendam às suas necessidades de desenvolvimento econômico.

Perguntas Frequentes

Quais países participaram como convidados do G7?

Além do Brasil e do Quênia, os representantes da Índia, Coreia do Sul e Egito também participaram como convidados do encontro.

O que foi discutido em relação à economia chinesa no G7?

Os líderes do G7 expressaram preocupações sobre como a economia chinesa poderia estar desequilibrando a economia internacional, com foco em seu superávit comercial e consumo interno baixo.


18 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

Jornalismo Autoridade | Verificação de Fatos

Este artigo segue estritamente as diretrizes da nossa política editorial e verificação de fatos primária. Conteúdo auditado por Bruno Sampaio, garantindo expertise temática (Topical Authority).

Bruno Sampaio

Bruno Sampaio

Autoridade Temática

Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

Leia também

Recomendações (Série Semântica)

Leitura Contínua