Bahia

Bahia impulsiona citricultura e busca novos mercados globais

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 16/06/2026 às 17:43
Divulgação/Ascom Seagri
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 16 de junho de 2026, às 17:43

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) da Bahia reuniu, na última segunda-feira (15), em Salvador, diversas pastas e entidades para discutir a expansão da citricultura no estado. O encontro, que contou com a participação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e da Bahiainveste, focou no diagnóstico do setor, na abertura de novos mercados e na atração de investimentos privados para a cadeia produtiva da laranja.

O secretário da Seagri, Vivaldo Góis, enfatizou o potencial da citricultura baiana. Segundo ele, a Bahia já demonstrou excelência em diversas culturas agrícolas. O objetivo agora é replicar esse sucesso no setor cítrico, ampliando sua participação no mercado nacional e internacional.

Fortalecimento da Cadeia Produtiva Cítrica

A citricultura representa um pilar econômico significativo para diversas regiões do Brasil, gerando emprego e renda no campo e na cidade. Na Bahia, a cultura da laranja tem um histórico de relevância, especialmente em territórios como o Litoral Norte e o Recôncavo Baiano. O fortalecimento dessa cadeia produtiva significa não apenas aumentar a produção, mas também agregar valor ao fruto.

A articulação iniciada nesta semana deve dar origem a novas reuniões estratégicas. Um dos pontos centrais em discussão é a implantação de agroindústrias na região. A presença dessas indústrias é fundamental para transformar a matéria-prima em produtos de maior valor agregado, como sucos, óleos essenciais e doces.

Esse movimento do governo se soma a diálogos já existentes com cooperativas locais. O objetivo é criar um ecossistema robusto que beneficie produtores, trabalhadores e consumidores. A busca por investimentos privados é vista como um catalisador para modernizar as técnicas de cultivo e processamento.

A reunião contou com a importante contribuição de David Ferreira, diretor-geral da DM2 Alimentos. A empresa, que possui três unidades em São Paulo e uma no Nordeste, abrangendo Bahia e Sergipe, apresentou um diagnóstico técnico detalhado da citricultura baiana. Essa análise é crucial para identificar pontos fortes e desafios.

Para Góis, a parceria com empresas do setor privado é vital. Ela integra os esforços do Governo do Estado em aproximar a cadeia produtiva de potenciais investidores. A meta é clara: ampliar mercados e, simultaneamente, agregar valor à produção local.

Vantagem Competitiva: Bahia Livre de Greening

Entre as estratégias para expandir mercados, a diversificação dos pomares e a adoção de blends (combinação de diferentes variedades de laranja) foram amplamente debatidas. A diversificação garante maior resistência a pragas e doenças, além de permitir a oferta de diferentes sabores e texturas ao consumidor. Os blends, por sua vez, podem criar produtos inovadores e com características únicas.

Um diferencial competitivo da citricultura baiana foi destacado por Ferreira: o estado é considerado área livre de greening. O greening, ou Huanglongbing (HLB), é uma das doenças mais devastadoras para os citros em todo o mundo. Causada por bactérias e transmitida por um inseto vetor, o psilídeo, ela afeta severamente a produtividade e a qualidade dos frutos, podendo levar à morte da planta.

A ausência do greening na Bahia confere aos produtores locais uma vantagem estratégica inestimável. Isso fortalece a competitividade do setor tanto no mercado nacional quanto no internacional. Países importadores e grandes compradores de frutas e derivados buscam regiões com sanidade vegetal comprovada. A manutenção dessa condição exige vigilância constante e adoção de práticas fitossanitárias rigorosas.

O Papel da Agroindústria e Novas Estratégias

A implantação de agroindústrias na Bahia não se restringe apenas à produção de sucos. Ela abre portas para uma vasta gama de produtos, como polpas concentradas, óleos essenciais extraídos da casca, pectina (utilizada na indústria alimentícia e farmacêutica) e até mesmo combustíveis alternativos a partir de subprodutos. Essa verticalização da produção é chave para o desenvolvimento regional.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e a Bahiainveste desempenham um papel crucial na atração desses investimentos. A Bahiainveste, agência de promoção de investimentos do estado, atua na identificação de oportunidades e na facilitação do contato entre investidores e o ambiente de negócios baiano. Seu trabalho é fundamental para desburocratizar processos e oferecer incentivos fiscais, quando aplicável.

A colaboração intersetorial, envolvendo agricultura, desenvolvimento rural e economia, é a espinha dorsal dessa iniciativa. Ao unir forças, o governo busca criar um ambiente propício para o crescimento sustentável da citricultura. Isso se traduz em mais empregos no campo, oportunidades de negócios para pequenos e médios produtores, e maior visibilidade dos produtos baianos no cenário global.

A expectativa é que a expansão da citricultura com foco em agroindústria gere um impacto positivo direto na economia local. A criação de novos postos de trabalho, o aumento da renda familiar e a melhoria da infraestrutura nas regiões produtoras são alguns dos benefícios esperados. Além disso, a diversificação da pauta exportadora do estado contribui para a resiliência econômica da Bahia frente às flutuações do mercado.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo da articulação intersetorial para a citricultura baiana?

O principal objetivo é expandir e fortalecer a cadeia produtiva da citricultura na Bahia, atraindo investimentos privados, abrindo novos mercados para a laranja e estimulando a implantação de agroindústrias no estado.

Quem participou da reunião que discutiu a expansão da citricultura?

A reunião contou com representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e da Bahiainveste, além do diretor-geral da DM2 Alimentos, David Ferreira.

O que significa a Bahia ser considerada área livre de greening?

Ser área livre de greening (Huanglongbing – HLB) significa que a doença, uma das mais devastadoras para os citros, não foi detectada no estado. Isso confere à citricultura baiana uma vantagem competitiva significativa nos mercados nacional e internacional, pois garante a sanidade dos pomares.

Como a agroindústria pode beneficiar a citricultura na Bahia?

A agroindústria agrega valor à produção de laranja, transformando o fruto em produtos como sucos, óleos essenciais e pectina. Isso gera mais empregos, aumenta a renda dos produtores, diversifica a economia local e melhora a competitividade dos produtos baianos no mercado.


16 de junho de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Divulgação/Ascom Seagri|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

Jornalismo Autoridade | Verificação de Fatos

Este artigo segue estritamente as diretrizes da nossa política editorial e verificação de fatos primária. Conteúdo auditado por Bruno Sampaio, garantindo expertise temática (Topical Authority).

Bruno Sampaio

Bruno Sampaio

Autoridade Temática

Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

Leia também

Recomendações (Série Semântica)

Leitura Contínua