Bahia

Governo da Bahia investe em pesca e aquicultura para fortalecer economia local

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 17/06/2026 às 06:58
Divulgação/Ascom Seagri
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 17 de junho de 2026, às 06:58

O Governo da Bahia destacou investimentos e ações estratégicas para o desenvolvimento da pesca e aquicultura durante o II Encontro Estadual do setor, realizado na última segunda-feira, dia 16, no Centro de Convenções de Salvador (CCS), na Boca do Rio. O objetivo central é impulsionar a produção, gerar renda e promover inclusão produtiva para milhares de famílias.

O evento, que reuniu um público diversificado, incluindo pescadores, aquicultores, representantes de entidades de classe, gestores públicos e diversas instituições ligadas ao segmento, serviu como um importante fórum para discutir as estratégias de fortalecimento da atividade econômica no estado. A solenidade de abertura contou com a presença de autoridades e especialistas.

Vivaldo Góis, titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), sublinhou a relevância das políticas públicas implementadas pelo Governo da Bahia. Ele enfatizou o papel da Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, na expansão da produção, na geração de novos postos de trabalho e na promoção da inclusão de produtores.

O secretário salientou que a pesca e a aquicultura são pilares fundamentais para a economia local, garantindo não apenas emprego e renda, mas também segurança alimentar para incontáveis famílias baianas. Góis reiterou o compromisso estadual em programas estruturantes que oferecem assistência técnica, capacitação e insumos, abrindo novas oportunidades para os trabalhadores do setor e contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável da Bahia.

Com uma força de trabalho que supera 125 mil pescadores e aquicultores, a Bahia possui o maior litoral do Brasil, estendendo-se por mais de 1.100 quilômetros. Essa característica geográfica, aliada a uma rica rede hidrográfica e corpos d’água interiores, proporciona condições extremamente favoráveis para o crescimento da cadeia produtiva do pescado, abrangendo desde a captura até o beneficiamento e a comercialização.

Nesse contexto de vasto potencial, o Governo do Estado tem sistematicamente expandido suas ações voltadas para o desenvolvimento do segmento. Essas iniciativas são coordenadas e executadas por meio da Bahia Pesca, que atua como o braço operacional das políticas estaduais no setor.

Políticas Públicas e Inovação para o Setor

O presidente da Bahia Pesca, George da Hora, detalhou programas que estão efetivamente transformando a realidade de produtores em diversas regiões do estado. Ele mencionou o programa Peixe Vivo, que se dedica à distribuição estratégica de alevinos – filhotes de peixe – de espécies de alto valor comercial e nutricional, como a tilápia e o tambaqui, impulsionando a piscicultura.

Outra iniciativa crucial é o programa Tá na Rede, que estimula a produção aquícola em viveiros escavados e nos modernos tanques-rede. Estes últimos são estruturas flutuantes ou submersas, ideais para o cultivo intensivo de peixes em ambientes aquáticos já existentes, como rios e represas, otimizando o espaço e a produtividade. Complementarmente, o programa Meu Viveiro oferece assistência técnica especializada e contínua aos piscicultores, garantindo o acompanhamento profissional necessário para o sucesso das criações.

A inovação e a pesquisa também recebem investimentos significativos. A Fazenda Oruabo, localizada em Santo Amaro, é um exemplo notável, sendo uma referência nacional na reprodução de camarões. Este centro de pesquisa desempenha um papel fundamental no avanço genético e nas técnicas de cultivo desses crustáceos. Além disso, a realização do Censo Estrutural da Piscicultura permitiu um mapeamento detalhado da atividade e a atualização dos cadastros de todos os produtores baianos, fornecendo dados essenciais para o planejamento de políticas futuras.

Cenário Baiano: Potencial e Desafios da Pesca Artesanal

A Bahia, com sua extensa costa e múltiplos ecossistemas aquáticos, possui uma diversidade de espécies marinhas e de água doce que sustentam comunidades inteiras. A pesca artesanal, em particular, é uma tradição secular e uma fonte de subsistência para muitas famílias. No entanto, os pescadores e aquicultores enfrentam desafios como a necessidade de modernização das técnicas, a gestão sustentável dos estoques pesqueiros e a garantia de acesso justo aos mercados.

As políticas públicas desenvolvidas buscam mitigar essas dificuldades, oferecendo suporte que vai desde a infraestrutura básica até a comercialização dos produtos. A capacitação em técnicas de manejo e conservação é vital para assegurar que a exploração dos recursos seja feita de forma ecologicamente responsável, protegendo a biodiversidade e garantindo a perenidade da atividade para as futuras gerações.

Edipo Araujo, ministro da Pesca e Aquicultura, presente no encontro, reconheceu a Bahia como um exemplo nacional na formulação e execução de políticas públicas para o setor. Ele enfatizou que a manutenção de uma estrutura dedicada, como a Bahia Pesca, é crucial para desenvolver ações que respondam diretamente às necessidades dos trabalhadores e fortaleçam toda a cadeia produtiva, desde o pequeno produtor até a indústria.

O evento contou ainda com a participação do vice-governador Geraldo Júnior, do presidente da Federação dos Pescadores e Agricultores do Estado da Bahia (Fepesba), Aurelino Santos, e do presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), Edivando Soares. Lideranças do setor, representantes de órgãos públicos e entidades de pesquisa também marcaram presença, reforçando o caráter abrangente do diálogo.

Diálogo e Futuro: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável

O II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura proporcionou um espaço fundamental para o debate aprofundado sobre os principais desafios, oportunidades e demandas da atividade pesqueira e aquícola na Bahia. A programação foi cuidadosamente elaborada para cobrir temas estratégicos, visando um futuro mais próspero e equilibrado para o setor.

Entre os tópicos discutidos, destacaram-se o desenvolvimento sustentável, que busca equilibrar o uso dos recursos com a preservação ambiental; a gestão dos recursos pesqueiros, para evitar a sobrepesca e garantir a renovação dos estoques; a regularização da atividade, essencial para formalizar os trabalhadores e dar-lhes acesso a benefícios e créditos; a inovação tecnológica, para aumentar a eficiência e a qualidade da produção; e o fortalecimento das organizações de produtores, promovendo o associativismo e a capacidade de negociação.

Para Aurelino Santos, presidente da Fepesba, o encontro representou uma oportunidade ímpar para a construção de propostas concretas que possam impulsionar o crescimento contínuo do setor. Ele reiterou que é um ambiente essencial para reunir os trabalhadores, ouvir as demandas diretas das comunidades pesqueiras e avançar na formulação de políticas públicas que atendam efetivamente às necessidades da categoria em todo o estado.

O evento em Salvador se estendeu até a última quarta-feira, dia 17, e faz parte da etapa preparatória para a 4ª Conferência Nacional da Pesca e Aquicultura. Este importante encontro nacional está programado para acontecer entre os dias 11 e 13 de novembro, na capital federal, Brasília (DF), consolidando as discussões regionais em uma agenda estratégica para todo o país.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais programas da Bahia Pesca para o setor?

A Bahia Pesca coordena programas como o Peixe Vivo, que distribui alevinos de espécies como tilápia e tambaqui; o Tá na Rede, que incentiva a produção em viveiros escavados e tanques-rede; e o Meu Viveiro, que oferece assistência técnica especializada a piscicultores. Há também investimentos em pesquisa, como a Fazenda Oruabo.

Qual a importância da pesca e aquicultura para a economia baiana?

O setor pesqueiro e aquícola é vital para a Bahia, empregando mais de 125 mil trabalhadores e garantindo fonte de renda e segurança alimentar para milhares de famílias. As políticas públicas visam fortalecer a produção, impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável e promover a inclusão produtiva na região.

O que será discutido na 4ª Conferência Nacional da Pesca e Aquicultura?

A 4ª Conferência Nacional da Pesca e Aquicultura, prevista para novembro em Brasília, abordará temas como desenvolvimento sustentável, gestão de recursos pesqueiros, regularização da atividade, inovação tecnológica e o fortalecimento das organizações de produtores. As discussões regionais, como as do encontro na Bahia, subsidiam a agenda nacional.


17 de junho de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Divulgação/Ascom Seagri|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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