A Copa do Mundo de 2026 teve seu primeiro dia de jogos encerrado nesta quinta-feira (11) com o confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca. A partida, válida pelo Grupo A, ocorreu às 23h (horário de Brasília) no Estádio Akron, em Zapopan, no México.
O embate noturno no Estádio Akron, situado no estado de Jalisco, foi o palco deste encontro. Ambas as seleções integram um dos grupos mais observados do torneio. O Grupo A também conta com a presença dos anfitriões mexicanos e da forte equipe da África do Sul. A expectativa para este confronto era palpável, dada a importância estratégica de iniciar a competição com um resultado favorável para as aspirações de classificação.
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O Caminho da Coreia do Sul até o Mundial
A Coreia do Sul chega à Copa do Mundo de 2026 com uma trajetória de impressionante regularidade no cenário global do futebol. Esta é a 11ª participação consecutiva dos asiáticos no torneio, um feito que sublinha a constância e o desenvolvimento do esporte no país. Sua campanha mais memorável em Mundiais aconteceu em 2002, quando, atuando como coanfitriões ao lado do Japão, alcançaram um histórico quarto lugar. Essa performance solidificou a nação como uma força emergente no futebol mundial, sendo a primeira equipe asiática a chegar tão longe.
A jornada nas eliminatórias para o Mundial de 2026 foi marcada por consistência e um ataque prolífico. A equipe acumulou um total de 11 vitórias e cinco empates, demonstrando grande solidez. Além disso, os sul-coreanos balançaram as redes adversárias expressivas 40 vezes, um indicativo da sua capacidade ofensiva. A liderança técnica e inspiradora coube ao astro Son Heung-Min, que atualmente defende o time de Los Angeles nos Estados Unidos. Son é a principal referência ofensiva, capitão da seleção e um ícone do futebol asiático.
Son Heung-Min, com 33 anos, construiu uma carreira brilhante, notadamente em sua longa e vitoriosa passagem pelo Tottenham, da Inglaterra. Ele está a apenas dois gols de se tornar o maior artilheiro da história da seleção sul-coreana. Com 56 gols marcados até o momento, Son persegue o recorde de Cha Bun-Kun, um verdadeiro ídolo do futebol do país nas décadas de 1970 e 1980. Sua marca de 144 jogos pela Coreia do Sul também o coloca entre os atletas mais experientes e respeitados do elenco.
Além de Son, o técnico Hong Myung-Bo conta com a experiência e o talento de outros nomes importantes para o esquema tático da equipe. Lee Jae-Sung, por exemplo, atua há cinco anos no Mainz, da Alemanha, e é o segundo jogador do elenco atual com mais partidas pela seleção. Outro meia de destaque é Lee Kang-In, que já foi bicampeão europeu pelo Paris Saint-Germain, da França. Esses jogadores trazem um equilíbrio crucial entre talento individual e experiência internacional, elementos essenciais para o sucesso em uma Copa do Mundo.
República Tcheca: De Volta ao Palco Global
Para a República Tcheca, esta edição da Copa do Mundo representa um retorno aguardado ao principal palco do futebol. É a segunda participação do país como entidade independente desde a dissolução da Tchecoslováquia em 1992. A antecessora, a lendária seleção da Tchecoslováquia, teve campanhas gloriosas, sendo vice-campeã mundial em 1934 e novamente em 1962, perdendo as finais para Itália e Brasil, respectivamente. A nação tcheca busca, agora, reescrever sua própria história, almejando superar a fase de grupos e avançar no torneio.
O retorno ao torneio após 20 anos de ausência demonstra a resiliência e a evolução contínua do futebol tcheco. A campanha nas eliminatórias para a Copa de 2026 foi marcada por altos e baixos, com um percurso que exigiu superação. A equipe enfrentou uma inesperada derrota para as Ilhas Faroe, um resultado que a forçou a disputar a repescagem europeia. Nela, a República Tcheca superou dois desafios decisivos, vencendo disputas de pênaltis dramáticas contra Irlanda e Dinamarca, garantindo assim sua vaga no Mundial.
O principal destaque ofensivo da equipe tcheca é o atacante Patrick Schick. Jogador fundamental do Bayer Leverkusen, da Alemanha, Schick foi o artilheiro da seleção nas eliminatórias, com cinco gols marcados. Sua capacidade de finalização, movimentação e presença de área são cruciais para as ambições do time em balançar as redes adversárias. A experiência e o faro de gol de Schick serão essenciais para a busca por vitórias na fase de grupos.
No banco de reservas, a República Tcheca é comandada por Miroslav Koubek. Aos impressionantes 74 anos e nove meses, Koubek assumiu a equipe na repescagem e fará história. Ele superará o belga Hugo Broos – que dirigiu a África do Sul contra o México mais cedo no mesmo dia – para se tornar o técnico mais velho a comandar uma seleção em Copas do Mundo. A longevidade, vasta experiência e conhecimento tático de Koubek são um trunfo inestimável para a equipe tcheca.
Outro jogador chave e de grande importância para a equipe é o meia Tomás Soucek. Se ele participar de pelo menos os três jogos da fase de grupos, Soucek entrará para o seleto top-5 de jogadores com mais partidas pela seleção tcheca, atingindo a marca de 93 atuações. Sua presença em campo oferece
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