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Polícia baiana tira 32 mil fogos clandestinos e protege festas juninas

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 11/06/2026 às 15:28
Divulgação/ Ascom PC
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 11 de junho de 2026, às 15:28

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Operação Em Chamas, apreendeu aproximadamente 32 mil unidades de fogos de artifício clandestinos em municípios do interior do estado nos dias 9 e 10 de junho. A ação visa combater o comércio irregular e garantir a segurança durante os festejos juninos.

A iniciativa da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC) tem como objetivo principal coibir a comercialização e o armazenamento de produtos sem a devida certificação. O trabalho reforça a segurança pública, especialmente com a aproximação dos tradicionais festejos de São João. A operação contou com a participação ativa do Departamento de Polícia do Interior (Depin), abrangendo as 26 Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins).

Fiscalização Intensificada e Riscos dos Produtos Clandestinos

Somente na terça-feira (9), cerca de 7 mil unidades de fogos de artifício foram retiradas de circulação. As fiscalizações abrangeram os municípios de Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Valença, Barreiras e Itabuna. Durante as ações, as equipes identificaram irregularidades graves relacionadas à comercialização e ao armazenamento dos materiais explosivos.

Além da repressão, foram promovidas ações educativas importantes junto aos comerciantes. O objetivo é conscientizar sobre as normas rigorosas de transporte, venda e estocagem desses produtos. Fogos de artifício clandestinos representam um risco imenso à saúde e à vida, com potencial para causar queimaduras severas, mutilações e incêndios de grandes proporções.

A ausência de controle de qualidade e a composição química desconhecida tornam esses artefatos imprevisíveis. Além dos danos físicos, o uso indiscriminado pode gerar poluição sonora excessiva, afetando idosos, crianças e animais. A fiscalização busca mitigar esses perigos, protegendo a população e o patrimônio.

Balanço da Operação e Expansão das Ações

Na quarta-feira (10), a operação registrou a apreensão de aproximadamente 25 mil unidades adicionais de fogos de artifício. As maiores quantidades foram encontradas nos municípios de Valença, Barreiras, Itabuna, Luís Eduardo Magalhães, Serrinha, Ouriçangas e Piatã. Com esses números, o total de materiais perigosos retirados de circulação nos dois primeiros dias de operação atingiu a marca de 32 mil unidades.

A Operação Em Chamas está planejada para continuar em todo o território baiano. Sua metodologia é padronizada e descentralizada, garantindo que as ações cheguem a diversas regiões do estado. Essa abordagem ampla permite um combate mais eficaz ao comércio ilegal e uma maior disseminação da conscientização.

A Polícia Civil destaca a importância da colaboração da população. Denúncias sobre a venda ou armazenamento irregular de fogos de artifício são cruciais para o sucesso contínuo da operação e para a segurança de todos.

Parceria Interinstitucional e Conscientização

O sucesso da Operação Em Chamas é resultado da colaboração entre diversas instituições. A iniciativa conta com o apoio de órgãos parceiros essenciais para a fiscalização e a segurança. A união dessas forças garante uma abordagem multifacetada no combate à ilegalidade e na prevenção de acidentes.

Entre os órgãos colaboradores, destacam-se:

Procon: Atua na defesa dos direitos do consumidor, garantindo que os produtos comercializados sigam as normas de segurança.
Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro): Responsável por verificar a qualidade e a conformidade dos produtos.
Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM): Essencial na prevenção e combate a incêndios, além de orientar sobre o manuseio seguro de materiais inflamáveis.
Exército Brasileiro: Detém a competência de fiscalizar produtos controlados, como explosivos e fogos de artifício.
Conselho Regional de Química (CRQ): Contribui com expertise técnica sobre a composição química dos artefatos.
Departamento de Polícia Técnica (DPT): Oferece suporte pericial para identificar a natureza e o potencial de risco dos materiais apreendidos.
Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon): Reforça as ações de proteção ao consumidor contra produtos perigosos.

Além da repressão ao comércio ilícito, as equipes dedicam-se à conscientização de comerciantes e da população. A educação sobre os riscos associados à venda e utilização de produtos sem certificação é fundamental. Essa abordagem preventiva visa reduzir significativamente o número de acidentes durante os festejos de São João, um período de grande celebração, mas também de alta incidência de ocorrências com fogos de artifício.

A legislação brasileira é rigorosa quanto à fabricação, comercialização e uso de fogos. A venda é permitida apenas para maiores de 18 anos, e é obrigatório que os produtos possuam selo de certificação do Inmetro e autorização do Exército Brasileiro. O descumprimento dessas normas pode levar a sanções criminais e administrativas, protegendo a sociedade de perigos evitáveis.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Em Chamas?

A Operação Em Chamas é uma iniciativa da Polícia Civil da Bahia, por meio da Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados (CFPC), que visa combater a comercialização e o armazenamento irregulares de fogos de artifício clandestinos, intensificando a segurança durante o período junino.

Quais os riscos dos fogos de artifício clandestinos?

Fogos de artifício clandestinos apresentam alto risco de causar queimaduras graves, mutilações, incêndios e até mortes, devido à sua composição química desconhecida e à falta de controle de qualidade. Além disso, podem gerar excessiva poluição sonora.

Como identificar fogos de artifício seguros?

Fogos de artifício seguros devem possuir o selo de certificação do Inmetro e autorização do Exército Brasileiro. A compra deve ser feita apenas em estabelecimentos autorizados, e o manuseio deve seguir rigorosamente as instruções do fabricante.

Quais órgãos participam da fiscalização na Bahia?

A Operação Em Chamas conta com a participação de diversos órgãos parceiros, incluindo a Polícia Civil da Bahia, o Procon, o Ibametro, o Corpo de Bombeiros Militar, o Exército Brasileiro, o Conselho Regional de Química (CRQ), o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).

Onde posso denunciar a venda ilegal de fogos de artifício?

Denúncias sobre a venda ou armazenamento irregular de fogos de artifício podem ser feitas às autoridades policiais (Disque Denúncia) ou aos órgãos de fiscalização, como a Polícia Civil e o Procon do seu município ou estado.


11 de junho de 2026|Fonte: SSP/BA|Foto: Divulgação/ Ascom PC|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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