O setor de serviços brasileiro apresentou um crescimento de 1,2% na passagem de março para abril, marcando a primeira alta em um período de seis meses. Este resultado se destaca após um desempenho negativo em março, quando o setor registrou uma retração de 1,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão do setor é de 2,9%, enquanto na comparação com abril de 2025, houve um avanço de 1,9%. Os dados são parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Historicamente, a última alta mensal anterior foi em outubro de 2025, com uma taxa de crescimento de 0,3%, quando o setor atingiu o maior nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2011. Para entender melhor o comportamento do setor nos últimos meses, veja a evolução:
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– Abril: +1,2%
– Março: -1,1%
– Fevereiro: 0%
– Janeiro: 0%
– Dezembro: -0,3%
– Novembro: -0,1%
O crescimento de abril representa a maior variação positiva desde outubro de 2024, quando o setor de serviços teve um crescimento de 1,3%. Rodrigo Lobo, analista do IBGE, ressalta que, apesar da alta, não é possível afirmar que uma nova tendência de crescimento foi estabelecida. “O setor de serviços continua operando em um nível elevado, apenas 0,3% abaixo do pico histórico alcançado em outubro de 2025. A trajetória, no entanto, não é claramente definida, seja ascendente ou descendente”, explica.
Composição do Crescimento
Para calcular o desempenho do setor, a pesquisa abrange 166 tipos de serviços, organizados em cinco grandes grupos. Todos os grupos apresentaram resultados positivos entre março e abril, sendo que as atividades de transportes, armazenagem e correios foram as que mais contribuíram para o crescimento, com uma alta de 0,9%. Confira a variação de outros segmentos:
– Serviços prestados às famílias: 1,4%
– Informação e comunicação: 0,5%
– Serviços profissionais e administrativos: 0,4%
– Outros serviços: 2,2%
Entre as atividades, destaca-se o segmento de transportes, armazenagem e correios, que compõe mais de um terço (36,4%) do setor de serviços no Brasil.
Análise do Setor de Transportes
O aumento observado no setor de transportes é atribuído, em grande parte, ao crescimento de 7% no transporte aéreo de passageiros, que ocorreu após dois meses de desempenho negativo acumulado de 16,6% entre fevereiro e março de 2026. Lobo comenta que essa recuperação está ligada à redução nos preços das passagens. “Após um aumento de 18,4% nos preços em fevereiro e março, abril trouxe uma queda de 14,45% nesse segmento específico do índice de inflação (IPCA)”, informa.
No contexto da movimentação de passageiros, em abril 2026, houve um incremento de 2,6% em comparação ao mês anterior, enquanto o transporte de cargas registrou uma leve retração de 0,9%.
Setor de Turismo em Alta
A Pesquisa Mensal de Serviços também apresentou o índice de atividades turísticas (Iatur), que subiu 4,1% em abril, comparado ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, o Iatur teve uma alta de 2,7%. Esse desempenho coloca as atividades turísticas 11,2% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e 2,2% abaixo do maior patamar já alcançado, que foi em dezembro de 2024. O Iatur inclui 22 das 166 atividades de serviços analisadas, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros.
Os dados da pesquisa abrangem 17 unidades da federação, incluindo estados como Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, e São Paulo, refletindo uma análise abrangente do setor.
Perguntas Frequentes
O que causou o crescimento de 1,2% no setor de serviços?
O crescimento de 1,2% em abril foi impulsionado principalmente pelo aumento no setor de transportes, especialmente no transporte aéreo de passageiros, que teve uma alta significativa após meses de queda.
Como o setor de serviços se comportou nos últimos meses?
Nos últimos seis meses, o setor de serviços teve altas e baixas, com um crescimento de 1,2% em abril, após um recuo de 1,1% em março. A tendência permanece incerta, mas abril mostra um sinal positivo.
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