O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (CODES) reuniu-se nesta quarta-feira, dia 10, no Centro de Operações e Inteligência (COI). O encontro debateu a Carteira de Projetos do Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) Bahia 2050, buscando consolidar políticas públicas e planejar ações estratégicas de longo prazo. A iniciativa visa fortalecer o planejamento governamental com amplo diálogo social.
A reunião contou com a presença do vice-governador Geraldo Júnior, que enfatizou a importância estratégica do CODES. Segundo ele, o conselho reúne diversos segmentos da sociedade para aprimorar a formulação e o acompanhamento das políticas públicas estaduais. “Esse diálogo permanente fortalece a democracia e qualifica a ação do governo. A Bahia vive um momento de crescimento e de ampliação dos investimentos, e é fundamental que esse processo seja acompanhado da participação social”, declarou o vice-governador.
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O CODES atua como um fórum consultivo, composto por representantes da sociedade civil, empresariado, academia e governo. Seu papel é oferecer subsídios e recomendações para o planejamento estratégico de longo prazo do estado, garantindo que as decisões governamentais reflitam as aspirações e necessidades de diferentes setores. Ao integrar visões diversas, o conselho promove uma gestão mais transparente e participativa, essencial para o desenvolvimento sustentável.
Gargalos e Prioridades Estruturantes
Jonas Paulo Neres, secretário-executivo do CODES, destacou que, apesar dos vultosos investimentos atuais e previstos, a Bahia ainda enfrenta importantes desafios. Ele ressaltou a existência de “gargalos” significativos em projetos estruturantes, exigindo maior articulação entre os poderes públicos e as entidades sociais. Esses pontos críticos são cruciais para o avanço econômico e social do estado.
O secretário-executivo detalhou os setores que demandam atenção prioritária, apontando a necessidade de intensificar ações. Entre os temas elencados, destacam-se:
* Malha ferroviária e requalificação dos portos: Fundamentais para o escoamento da produção e o fortalecimento do comércio exterior, impactando diretamente a economia baiana.
* Aviação regional e modernização das rodovias: Essenciais para a conectividade interna, o turismo e o transporte de cargas e passageiros, facilitando o acesso a regiões mais distantes.
* Segurança hídrica e ambiental: Garantir o acesso à água e a preservação dos recursos naturais é vital para a saúde pública, a agricultura e a sustentabilidade a longo prazo.
* Oferta de energia para a produção econômica: Um suprimento energético estável e acessível é crucial para o desenvolvimento industrial e a atração de novos investimentos.
* Rede de internet, mineração e complexo de saúde: Infraestrutura digital robusta, exploração mineral sustentável e um sistema de saúde eficiente são pilares para a qualidade de vida e o progresso tecnológico.
* Educação contextualizada: Uma educação alinhada às demandas do mercado e às realidades locais prepara a mão de obra e impulsiona a inovação.
Esses pontos representam a base para o crescimento e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos baianos, exigindo um planejamento integrado e ações coordenadas.
Fóruns e Monitoramento do PDI Bahia 2050
Durante a reunião, Jonas Paulo apresentou um balanço dos Fóruns Macroterritoriais de Desenvolvimento. Esses fóruns foram instalados pelo CODES entre 12 de maio e 09 de junho, agregando um vasto leque de lideranças. Participaram acadêmicos, empresários, sindicatos e movimentos sociais dos 27 Territórios de Identidade da Bahia.
Os eventos ocorreram em importantes cidades como Teixeira de Freitas, Ilhéus, Barreiras, Caetité, Andaraí, Vitória da Conquista, Juazeiro, Salvador e Feira de Santana. Esses fóruns terão a responsabilidade de monitorar o PDI Bahia 2050 de forma contínua. “O próximo passo será a realização de debates e seminários temáticos na capital e nos territórios sobre as questões prioritárias de cada macroterritório”, adiantou o secretário-executivo.
O PDI Bahia 2050 representa o plano de longo prazo para o estado, delineando uma visão de futuro pactuada de maneira participativa. Thiago Góes, diretor de Planejamento de Políticas Econômicas e de Infraestrutura da Secretaria do Planejamento (Seplan), enfatizou a ativa participação da população na construção do plano. Nos últimos anos, a Seplan percorreu todos os territórios baianos, ouvindo demandas, aspirações e anseios da comunidade.
“Agora, na fase final da montagem da Carteira de Projetos, o governo dá mais um passo importante: transformar a visão estratégica em ações concretas, novamente com a participação social. As reuniões do Codes são oportunidades de devolver à sociedade essa construção conjunta e coletiva”, afirmou Góes. Este processo de escuta ativa e validação social é fundamental para a legitimidade e efetividade do plano.
Contribuição das Universidades e Planos Territoriais
A reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Georgina Gonçalves, anunciou uma articulação das universidades públicas. A iniciativa visa reunir entidades de educação superior nos territórios, incluindo universidades federais, estaduais e institutos federais. “A gente tem que fortalecer nossa participação nas discussões, influenciar as decisões e ampliar nosso compromisso não só com a formação profissional, mas na produção de conhecimento para o desenvolvimento da Bahia”, salientou a reitora. A colaboração acadêmica é vista como um motor para a inovação e o desenvolvimento regional.
No mesmo encontro do CODES, a Secretaria do Planejamento apresentou uma síntese do processo de atualização dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Social Sustentável (PTDS). Coordenado pela Seplan desde o final de 2025 — um marco que demonstra a projeção e continuidade das ações —, o trabalho é realizado em conjunto com os 27 Colegiados de Desenvolvimento Territorial (Cdeter). Thiago Xavier, coordenador executivo de Planejamento Territorial e Articulação para Consórcios Públicos, detalhou essa iniciativa, que reforça a abordagem descentralizada do planejamento estadual. Os Cdeter são instâncias de participação social que promovem a discussão e a deliberação sobre políticas de desenvolvimento em cada território, garantindo que as especificidades locais sejam consideradas.
Perguntas Frequentes
O que é o CODES Bahia?
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (CODES) é um órgão consultivo do governo estadual. Ele reúne representantes de diversos segmentos da sociedade — como academia, empresariado, sindicatos e movimentos sociais — para debater e propor diretrizes para o planejamento estratégico e as políticas públicas de longo prazo do estado.
Qual o objetivo do PDI Bahia 2050?
O Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) Bahia 2050 é um planejamento de longo prazo que estabelece uma visão de futuro para a Bahia. Seu objetivo é definir metas e ações estratégicas participativas para impulsionar o crescimento econômico, social e ambiental do estado até o ano de 2050, abordando diversas áreas como infraestrutura, saúde e educação.
Quais os principais “gargalos” de desenvolvimento identificados na Bahia?
Entre os principais “gargalos” identificados, destacam-se a necessidade de melhorias na malha ferroviária, requalificação dos portos, expansão da aviação regional, modernização das rodovias, garantia da segurança hídrica e ambiental, e otimização da oferta de energia. Além disso, são apontadas carências na rede de internet, no complexo de saúde e na educação contextualizada.
Como a população participa da construção do PDI Bahia 2050?
A população participa ativamente por meio de Fóruns Macroterritoriais de Desenvolvimento e dos Colegiados de Desenvolvimento Territorial (Cdeter). Nesses espaços, lideranças locais, acadêmicos, empresários e movimentos sociais expressam demandas e anseios, contribuindo para a elaboração e o monitoramento contínuo do plano.
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