Ministério do Meio Ambiente registra queda de 50% no desmatamento
Ultimas Noticias

Ministério do Meio Ambiente registra queda de 50% no desmatamento

Redação 5 min de leitura Ultimas Noticias

A ministra Marina Silva encerrou sua terceira passagem pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em Brasília, nesta quarta-feira (1º), apresentando um balanço de sua gestão. Em discurso de mais de 50 minutos, ela destacou a expressiva redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, além do notável reforço na fiscalização ambiental durante os últimos 39 meses à frente da pasta. A gestão, que se estendeu de 1º de janeiro de 2023 a 1º de abril de 2026, focou na retomada da liderança brasileira na agenda climática global e na recuperação institucional do ministério.

Marina Silva enfatizou que, ao assumir o cargo, encontrou uma estrutura que necessitava de reconstrução em diversas frentes. Segundo a ministra, foi preciso recompor a capacidade política, ética, técnica, administrativa e operacional do Estado ambiental brasileiro. Esse esforço resultou na incorporação de mais de 1.557 servidores ao sistema do MMA, que foram distribuídos entre o Ibama, o ICMBio e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fortalecendo as instituições ligadas à proteção do meio ambiente.

Queda do Desmatamento e Reforço na Fiscalização

Um dos pontos centrais do balanço foi a diminuição do desmatamento em biomas críticos. A ministra anunciou que, em 2025, na comparação com 2022, o desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 50%. No Cerrado, a redução alcançou 32,3% no mesmo período, resultando na prevenção da emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Os dados mais recentes, referentes ao ciclo de alertas de agosto de 2025 a fevereiro de 2026, indicam uma nova redução de 33% na Amazônia e de 7% no Cerrado.

De acordo com Marina Silva, a manutenção desse ritmo projeta a possibilidade de alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica. Essa conquista é atribuída, em grande parte, ao aumento das equipes de fiscalização e à ampliação dos recursos financeiros destinados à proteção ambiental. As ações de fiscalização do Ibama na Amazônia, por exemplo, tiveram um crescimento de 80% em comparação com 2022. Já as atividades do ICMBio registraram um aumento de 24% no mesmo período.

O impacto da intensificação da fiscalização é visível também nas áreas embargadas e na redução da mineração ilegal. As áreas embargadas na Amazônia aumentaram 51% por meio da atuação do Ibama e 44% pela do ICMBio. Adicionalmente, a área de mineração ilegal na Amazônia foi reduzida em 50%. Entre 2022 e 2025, o Brasil também registrou 3,4 milhões de hectares em processo de recuperação da vegetação nativa, demonstrando um esforço abrangente na restauração ambiental.

Reconstrução Institucional e Aumento de Orçamento

A recuperação da capacidade institucional do Ministério do Meio Ambiente foi um pilar da gestão de Marina Silva. A ministra destacou que o orçamento anual da pasta mais que dobrou no período, crescendo 120%. Os recursos passaram de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025. Esse incremento orçamentário foi fundamental para a reconstrução do Estado ambiental brasileiro, possibilitando a contratação de pessoal e a melhoria da governança e capacidade de execução das políticas.

A reconstrução institucional, conforme explicou Marina Silva, abrange “gente, orçamento, governança e capacidade de execução”. O fortalecimento do MMA e de seus órgãos vinculados, como Ibama e ICMBio, criou as condições necessárias para a implementação efetiva das estratégias de combate ao desmatamento e proteção da biodiversidade. A ministra enfatizou que esses investimentos não apenas permitiram a retomada de programas e ações, mas também posicionaram o Brasil de volta à liderança na agenda global sobre o meio ambiente.

Transição e Legado na Proteção Ambiental

A cerimônia marcou também a passagem de comando do MMA. João Paulo Ribeiro Capobianco foi nomeado como o novo titular da pasta, conforme decreto presidencial publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Marina Silva expressou confiança de que a nomeação de Capobianco garantirá “a continuidade das políticas adotadas no governo do presidente Lula nos últimos anos”, assegurando a manutenção dos avanços conquistados.

Em suas palavras finais, Marina Silva refletiu sobre sua visão de ação política como serviço e sua persistência diante dos desafios. “A gente caminhou e só caminhou porque somos todos anjos com uma só asa e a gente só consegue voar quando estamos abraçados”, disse, usando uma metáfora sobre a união e colaboração. Ela concluiu afirmando que “a imagem muda quando a realidade muda. E a realidade mudou”, e alertou que “não existe civilização se o negacionismo prevalece. Se prevalece, talvez não exista nem planeta.” Sua gestão deixa um legado de números expressivos na redução do desmatamento e no fortalecimento das estruturas ambientais brasileiras.

Perguntas Frequentes

Quem assume o Ministério do Meio Ambiente após Marina Silva?

João Paulo Ribeiro Capobianco foi nomeado como o novo titular do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Qual foi a principal conquista ambiental destacada pela ministra?

A principal conquista foi a queda de 50% no desmatamento da Amazônia e de 32,3% no Cerrado, na comparação entre 2025 e 2022, evitando a emissão de milhões de toneladas de CO₂.

Como o orçamento do MMA foi impactado durante a gestão?

O orçamento anual do Ministério do Meio Ambiente mais que dobrou, crescendo 120%, passando de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025.


1 de abril de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Valter Campanato/Agência Brasil|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *