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CPMI do INSS remarca depoimentos para 12 e 23 de outubro após ausências

Ausência de presidentes de bancos e da Dataprev leva comissão a reagendar oitivas e considerar condução coercitiva.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS adiou nesta segunda-feira (9) os depoimentos de três convocados, incluindo executivos de bancos e da Dataprev, após suas ausências, remarcando as oitivas para outubro. A decisão foi tomada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que expressou a possibilidade de determinar a condução coercitiva dos faltosos caso não compareçam nas novas datas.

Os convocados esperados para esta segunda-feira eram Leila Mejdalani Pereira, presidente do Banco Crefisa; Artur Ildefonso Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado; e Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, presidente da Dataprev. Todos informaram com antecedência que não compareceriam, citando diferentes justificativas. Com o esvaziamento da pauta, o senador Viana optou por realizar uma reunião de debates entre os integrantes da comissão.

Motivos das Ausências e Reagendamento

As defesas de Leila Mejdalani Pereira e Artur Ildefonso Azevedo argumentaram que seus clientes não compareceriam por entenderem que uma decisão recente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, se estenderia aos requerimentos de convocação. A decisão de Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os advogados, a interpretação é que a medida do ministro se aplicaria a todos os requerimentos aprovados pela CPMI, abrangendo também as convocações para depoimento.

No entanto, o senador Carlos Viana contestou essa interpretação. Ele afirmou que a decisão do ministro Flávio Dino se restringe especificamente à quebra de sigilo e não invalida os requerimentos de convocação de testemunhas e investigados. Diante disso, o presidente da CPMI remarcou os depoimentos de Leila Pereira e Artur Azevedo para a próxima quinta-feira, 12 de outubro. A expectativa é que, com a reafirmação da legalidade das convocações, os executivos compareçam nas novas datas.

Já a ausência do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, foi justificada por exames médicos previamente agendados. Ele já havia sido convocado na quinta-feira da semana passada, mas aquela reunião foi cancelada devido a problemas de saúde do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A nova oitiva de Assumpção foi reagendada para o dia 23 de outubro. A Dataprev é uma empresa de tecnologia da informação do governo federal que processa dados previdenciários, e sua atuação é central para os trabalhos da comissão.

CPMI INSS Depoimentos: Próximos Passos e Condução Coercitiva

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, reforçou a seriedade do trabalho da comissão e a importância do comparecimento dos convocados para o esclarecimento das investigações. Ele alertou que, caso as ausências persistam, poderá determinar a condução coercitiva dos depoentes. A condução coercitiva é um instrumento legal que permite à polícia levar uma pessoa à presença da autoridade judiciária ou de uma comissão de inquérito para prestar depoimento, caso ela se recuse a comparecer voluntariamente. Este é um mecanismo de pressão para garantir que as investigações não sejam obstruídas.

A CPMI do INSS tem como objetivo apurar possíveis irregularidades e fraudes na Previdência Social, um tema de grande relevância fiscal e social para o país. As investigações incluem a análise de concessão de benefícios, a atuação de instituições financeiras no crédito consignado e a gestão de dados previdenciários. Os depoimentos dos executivos dos bancos Crefisa e C6 Consignado são cruciais para entender as práticas de concessão de crédito a beneficiários do INSS, enquanto o depoimento do presidente da Dataprev é fundamental para esclarecer a segurança e a integridade dos dados e sistemas da Previdência.

A comissão busca elucidar denúncias de fraudes que impactam os cofres públicos e a vida de milhões de segurados. A participação dos convocados é vista como essencial para que o relatório final seja abrangente e reflita a realidade dos fatos apurados. O adiamento dos depoimentos, embora frustrante para o ritmo dos trabalhos, demonstra a determinação da comissão em garantir que todas as partes sejam ouvidas e que os esclarecimentos necessários sejam prestados, mesmo que sob a ameaça de medidas mais rigorosas.

Entenda a CPMI do INSS e seu Prazo Final

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS foi instalada para investigar irregularidades e fraudes que causam prejuízos bilionários à Previdência Social brasileira. Composta por deputados e senadores, a CPMI tem o poder de investigar, requisitar documentos e ouvir testemunhas, com o objetivo de propor soluções legislativas e medidas de combate à corrupção. As investigações são complexas e envolvem múltiplos atores, desde segurados e intermediários até grandes instituições financeiras e órgãos de gestão pública.

Se não for prorrogada, a CPMI tem seu prazo de encerramento previsto para o dia 26 de março. A leitura do relatório final, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), está agendada para 23 de março. Este relatório consolidará as descobertas da comissão, apresentará as conclusões das investigações e poderá sugerir mudanças na legislação, responsabilizações e outras ações para aprimorar a gestão da Previdência Social. A proximidade do prazo final aumenta a urgência dos trabalhos e a importância dos depoimentos reagendados, que podem trazer informações cruciais para a elaboração de um relatório completo e impactante.

Apesar dos adiamentos, a CPMI demonstra que seguirá com a agenda de oitivas e investigações para cumprir seu mandato dentro do prazo estabelecido. O foco é garantir que as irregularidades sejam devidamente apuradas e que o sistema previdenciário brasileiro seja fortalecido contra fraudes e desvios, assegurando a proteção dos beneficiários e a sustentabilidade do regime.

Perguntas Frequentes

O que é a CPMI do INSS?
É uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito formada por deputados e senadores para investigar irregularidades e fraudes na Previdência Social brasileira.

Quais executivos faltaram aos depoimentos?
Leila Mejdalani Pereira (presidente do Banco Crefisa), Artur Ildefonso Azevedo (CEO do Banco C6 Consignado) e Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção (presidente da Dataprev).

Qual o prazo final da CPMI do INSS?
O prazo final da CPMI do INSS, se não for prorrogado, é 26 de março, com a leitura do relatório final prevista para 23 de março.


9 de março de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Lula Marques/ Agência Brasil|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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