Bahia

Bahia transfere capital para Cachoeira e fortalece elos históricos

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 26/06/2026 às 06:13
Douglas Amaral/Ascom SEC
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 26 de junho de 2026, às 06:13

A cidade histórica de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, se tornou o centro das atenções institucionais e culturais da Bahia nesta quinta-feira (25). A capital do estado foi simbolicamente transferida de Salvador para o município, em um ato que anualmente antecipa as celebrações do 2 de Julho, marcando o início das festividades pela Independência do Brasil na Bahia. O evento contou com a participação de fanfarras estudantis e a inédita união dos três poderes estaduais.

O Contexto Histórico da Independência na Bahia

A tradicional transferência simbólica da capital baiana, que se repete anualmente desde 2008, é um rito institucional consolidado pela Lei Estadual nº 10.695/2007. Essa legislação não apenas formaliza a homenagem a Cachoeira, mas também sublinha a importância de perpetuar a memória dos eventos que culminaram na Independência do Brasil na Bahia. A cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano, possui um papel central nessa narrativa. Foi em suas terras que, em 25 de junho de 1822, a população se insurgiu contra o domínio português, um ato que é considerado o marco inicial das lutas pela independência do estado, culminando na vitória definitiva em 2 de Julho de 1823. Esse período de quase um ano de conflitos e resistência é conhecido como a Guerra da Independência da Bahia, um capítulo decisivo para a consolidação da soberania brasileira.

O governador Jerônimo Rodrigues, em sua quarta participação no evento desde que assumiu o cargo, enfatizou a relevância de Cachoeira como ponto de partida para as celebrações que culminam no 2 de Julho. Em seu discurso, ele destacou o investimento do Estado em escolas de tempo integral como um pilar para o futuro dos jovens. “É o nosso compromisso oferecer uma educação que promova a independência e a autonomia dos estudantes da rede pública”, declarou o chefe do executivo, que esteve acompanhado pelo vice-governador Geraldo Júnior e pela primeira-dama Tatiana Velloso. A expansão do modelo de escola em tempo integral visa não apenas ampliar a carga horária de estudo, mas também oferecer atividades complementares que fomentam o desenvolvimento integral dos alunos, preparando-os para os desafios da vida e do mercado de trabalho.

O secretário da Educação em exercício, Marcius Gomes, reforçou a missão de manter viva a história do 2 de Julho nas salas de aula. Ele explicou que os fenômenos ligados à Independência da Bahia são abordados de forma contextualizada nos livros didáticos e nas atividades pedagógicas. “É fundamental que nossos estudantes compreendam a grandiosidade desse marco histórico para o país, valorizando a resistência e a luta do povo baiano”, afirmou Gomes, ressaltando o papel da educação na construção da identidade e cidadania. A abordagem curricular busca conectar os jovens com o passado, mostrando como os eventos de Cachoeira e do 2 de Julho moldaram a Bahia e o Brasil.

A participação estudantil foi um dos destaques do evento, com o vibrante desfile de sete fanfarras de escolas da rede estadual. A estudante Júlia Barreto, de 16 anos, aluna do 2º ano do Colégio Estadual de Tempo Integral de Maragogipe, compartilhou a emoção de desfilar em Cachoeira pela primeira vez. Integrante da Banda Marcial Pegasusdois anos, Júlia descreveu a experiência como “uma oportunidade de ouro para exibir nossa arte e a riqueza cultural em um município com tanta relevância histórica para a Bahia”. Os desfiles de fanfarras, além de serem uma manifestação artística, são um importante instrumento pedagógico, desenvolvendo disciplina, trabalho em equipe e senso de pertencimento nos jovens.

As ruas da cidade histórica de Cachoeira ecoaram com a melodia e a energia das seguintes instituições de ensino:
Colégio Estadual Rômulo Galvão (FANFACERG), de Cachoeira
Colégio Estadual de Cachoeira (BANCEC), também de Cachoeira
Colégio Estadual de Conceição da Feira (FAMUCFC)
Colégio Estadual João Batista Pereira Fraga (FANJ), de Santo Amaro
Colégio Estadual Castro Alves (BAMAC), de Cachoeira
Colégio Estadual de Tempo Integral Teodoro Sampaio (FANTESA), de Amélia Rodrigues
– E o já mencionado Colégio Estadual de Tempo Integral de Maragogipe (Banda Marcial Pegasus)

Integração Inédita dos Poderes em Cachoeira

Pela primeira vez na história da celebração, a transferência simbólica da capital para Cachoeira contou com a união dos três poderes estaduais: Executivo, Legislativo e Judiciário. Essa convergência de autoridades, que demonstra um alinhamento institucional em torno da memória histórica, foi um momento de grande simbolismo. A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos, enfatizou a relevância da integração. “É um privilégio ver a Alba unida ao Tribunal de Justiça e ao Governo do Estado aqui em Cachoeira, prestando homenagem à força do nosso


26 de junho de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Douglas Amaral/Ascom SEC|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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