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Bahia

Seagri Bahia impulsiona pesquisa do cacau com visita estratégica

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 29/05/2026 às 07:51
Ascom/Seagri
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 29 de maio de 2026, às 07:52

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) da Bahia realizou uma visita estratégica à fazenda-laboratório do Centro Mars de Ciência do Cacau (MCCS), em Barro Preto, no sul do estado, na última segunda-feira (25). A iniciativa teve como objetivo principal aproximar o conhecimento científico das demandas do campo, buscando soluções práticas para impulsionar a produtividade e a sustentabilidade da cadeia cacaueira baiana.

Durante a visita, a comitiva da Seagri teve a oportunidade de conhecer de perto as diversas áreas de atuação do centro. Foram explorados os cultivos experimentais desenvolvidos em sistemas agroflorestais, que combinam árvores e culturas agrícolas de forma integrada, promovendo a biodiversidade e a saúde do solo. Além disso, os representantes da secretaria visitaram os setores dedicados à fermentação do cacau, à análise detalhada das amêndoas e às práticas de manejo integrado de pragas, que visam controlar organismos nocivos de forma ecologicamente equilibrada.

A Importância da Conexão entre Ciência e Campo no Agronegócio

A chefe de gabinete da Seagri, Jorgete Oliveira, e o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro, participaram da visita, destacando a relevância do intercâmbio. Para Jorgete Oliveira, o contato direto com um centro de pesquisa da magnitude do MCCS sublinha a necessidade fundamental de unir o rigor científico à realidade prática do campo. Essa aproximação permite que as descobertas e inovações acadêmicas sejam traduzidas em benefícios tangíveis para os produtores.

Oliveira enfatizou que, por meio desse intercâmbio, é possível transformar o conhecimento técnico especializado em soluções práticas e aplicáveis diretamente na lavoura. A articulação entre universidades, centros de pesquisa e os próprios produtores rurais é vista como o caminho essencial para o desenvolvimento contínuo e sustentável do agronegócio. Essa colaboração é fundamental para superar desafios e otimizar processos na produção.

O Centro Mars de Ciência do Cacau (MCCS) foi estabelecido pela Mars em 1981, consolidando-se como um centro internacional de pesquisa dedicado exclusivamente ao cacau. Sua atuação é focada no melhoramento genético da cultura, uma área crucial para o avanço da produção. Os estudos desenvolvidos na unidade buscam:

– Aumento da produtividade: através da seleção e desenvolvimento de variedades de cacau que ofereçam maior rendimento por hectare.
– Resistência a pragas: desenvolvendo plantas mais resistentes a doenças e insetos que frequentemente afetam as lavouras.
– Qualidade das amêndoas: aprimorando características como sabor, aroma e composição química, que são essenciais para a indústria de chocolate e derivados.

Bahia: Protagonista na Produção Nacional de Cacau

A visita técnica da Seagri ganha um significado ainda maior diante do papel de destaque que o estado da Bahia desempenha no setor cacaueiro nacional. Historicamente, a Bahia é reconhecida como um polo produtor de cacau, e os dados mais recentes reforçam essa liderança. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE) de 2024, a Bahia foi responsável pela produção de aproximadamente 119 mil toneladas de cacau.

Essa expressiva produção foi cultivada em uma área plantada de 449 mil hectares, consolidando a Bahia na posição de principal estado produtor de cacau do Brasil. A manutenção dessa liderança é vital para a economia local e para o abastecimento do mercado nacional e internacional, especialmente considerando a demanda crescente por produtos derivados do cacau.

Assis Pinheiro, diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, enxerga na experiência proporcionada pela visita um forte argumento para o fortalecimento das câmaras setoriais do cacau. Essas câmaras representam espaços institucionais estratégicos. Elas reúnem representantes do governo, de toda a cadeia produtiva – desde os agricultores até a indústria e o comércio – e de centros de pesquisa, como o MCCS.

A função primordial desses fóruns é debater as demandas do setor e as tecnologias emergentes. Para Pinheiro, esses encontros são o principal meio para que o conhecimento gerado em centros de excelência, como o Centro Mars de Ciência do Cacau, possa efetivamente dialogar com toda a cadeia cacaueira. Isso garante que as inovações cheguem aos produtores e sejam incorporadas às práticas agrícolas, impulsionando a competitividade e a sustentabilidade do cacau baiano.

Fortalecendo a Cadeia Produtiva do Cacau Baiano

O investimento em pesquisa e a promoção do intercâmbio de conhecimento são pilares para o desenvolvimento contínuo da cadeia produtiva do cacau na Bahia. A atuação de órgãos como a Seagri, em parceria com instituições de pesquisa e o setor privado, é crucial para que os produtores tenham acesso às melhores práticas e tecnologias. Isso se traduz em lavouras mais produtivas, resistentes a doenças e com amêndoas de melhor qualidade.

A sustentabilidade é outro ponto chave. A adoção de sistemas agroflorestais e o manejo integrado de pragas, práticas observadas no MCCS, são exemplos de como a ciência pode contribuir para uma agricultura mais responsável. Essas abordagens minimizam o impacto ambiental e promovem a resiliência dos ecossistemas cacaueiros. A Bahia, com sua rica história no cultivo do cacau, busca consolidar-se não apenas como líder em volume, mas também em inovação e sustentabilidade.

Perguntas Frequentes

O que é o Centro Mars de Ciência do Cacau (MCCS)?
O MCCS é um centro internacional de pesquisa, fundado pela Mars em 1981 e localizado em Barro Preto, Bahia. Ele se dedica exclusivamente ao estudo do cacau, focando no melhoramento genético para aumentar a produtividade, resistência a pragas e qualidade das amêndoas.

Qual a importância da Bahia na produção de cacau no Brasil?
A Bahia é o estado líder na produção nacional de cacau. De acordo com dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE) de 2024, o estado produziu cerca de 119 mil toneladas do fruto, cultivadas em uma área de 449 mil hectares.

Como a visita da Seagri contribui para o setor cacaueiro baiano?
A visita da Seagri ao MCCS fortalece a união entre ciência e campo, permitindo que o conhecimento técnico se transforme em soluções práticas para os produtores. Isso visa impulsionar o desenvolvimento tecnológico, a sustentabilidade e a competitividade da cadeia produtiva do cacau na Bahia.


29 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Ascom/Seagri|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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