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Rogério Andrade continua preso em penitenciária federal após decisão do STJ

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 24/06/2026 às 22:27
Seap-RJ/Divulgação
Leitura: 3 Min
Última Atualização: 24 de junho de 2026, às 22:27

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o contraventor Rogério de Andrade permanecerá no sistema penitenciário federal, acolhendo o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Andrade é acusado de homicídio qualificado, sendo um dos principais suspeitos do assassinato de Fernando de Miranda Iggnácio, também contraventor, ocorrido em novembro de 2020. O crime aconteceu no estacionamento do heliporto Helimar, localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Fernando Iggnácio foi morto a tiros, sendo atingido na cabeça por disparos de fuzil enquanto chegava ao estacionamento após uma viagem de helicóptero. Os criminosos estavam escondidos em um terreno adjacente ao heliporto, o que demonstra o planejamento do ataque.

A decisão do ministro Rogério Schietti Cruz suspendeu um acórdão anterior do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) que permitia o retorno de Andrade ao sistema prisional estadual. O ministro destacou em sua justificativa a presença de “elementos indicativos da permanência do quadro de periculosidade”. Andrade é considerado um líder de organização criminosa, com influência significativa dentro do sistema prisional e em órgãos de segurança pública, o que representa um risco à ordem pública e à instrução criminal.

Além de Rogério Andrade, outros envolvidos no assassinato de Iggnácio também têm enfrentado consequências jurídicas. O ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves, de 32 anos, foi condenado a nove meses e 18 dias de reclusão por sua participação no crime. Em abril deste ano, ele foi julgado pelo Tribunal do Júri.

Outros dois acusados, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, estavam programados para ser julgados ao lado de Rodrigo, mas dispensaram suas defesas, resultando na necessidade de uma nova data de julgamento. A situação de Ygor Rodrigues Santos da Cruz, outro suspeito, é ainda mais trágica, já que foi encontrado morto em 2022.

Esses eventos estão inseridos em um contexto mais amplo de combate ao crime organizado no Brasil, em que o jogo do bicho, uma prática de apostas clandestina, vem sendo objeto de investigações e operações policiais frequentes. O jogo do bicho é uma das formas mais conhecidas de contrabando e extorsão, muitas vezes ligado a facções criminosas que exercem domínio em várias áreas do país.

As decisões judiciais em casos como o de Rogério Andrade não apenas impactam a vida dos envolvidos, mas também refletem a luta das autoridades para desmantelar estruturas criminosas e manter a ordem pública. O papel do STJ, em reforçar a segurança no sistema penitenciário, é crucial para prevenir que líderes de organizações criminosas continuem a influenciar atividades ilícitas de dentro das prisões.

Por fim, a continuidade da prisão de Rogério Andrade no sistema penitenciário federal representa uma vitória para as autoridades do Rio de Janeiro, que buscam um ambiente mais seguro e livre da influência do crime organizado. A sociedade observa atentamente as ações do judiciário e o desenrolar dos processos que visam restaurar a ordem e a justiça.

Perguntas Frequentes

Por que Rogério Andrade permanece em prisão federal?

A decisão do STJ se baseou na avaliação de que Andrade representa um risco à ordem pública e à instrução criminal devido à sua posição de liderança em uma organização criminosa.

Qual foi a motivação para o assassinato de Fernando Iggnácio?

Fernando Iggnácio, também contraventor, foi alvo de um ataque planejado, possivelmente relacionado a disputas por território e influência no jogo do bicho.

Quais são as implicações da decisão do STJ?

A manutenção de Rogério Andrade em presídio federal é um passo importante para combater o crime organizado e garantir que líderes crimininais não influenciem atividades ilícitas de dentro das prisões.


24 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Seap-RJ/Divulgação|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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