Ultimas Noticias

Brasil registra menor taxa de analfabetismo da história com novas políticas

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 24/06/2026 às 21:57
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 24 de junho de 2026, às 21:57

O Brasil alcançou, nesta quarta-feira (24), em Fortaleza, a menor taxa de analfabetismo da sua história para a população adulta (acima de 15 anos). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação de 2025, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrou 8,4 milhões de pessoas sem acesso à leitura e escrita, o que representa 4,9% da população. Este é o menor percentual desde o início da série histórica, em 2016.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que essa redução significativa é um reflexo das políticas implementadas no setor educacional, especialmente no que diz respeito à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Barchini mencionou que, segundo os padrões da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Brasil está em um ponto de inflexão em relação ao analfabetismo, que por muito tempo foi um entrave estrutural. “Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. A Unesco indicou que, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil”, afirmou.

O anúncio foi feito em um evento no estado do Ceará, onde o ministro estava acompanhado do ex-ministro da Educação, Camilo Santana, e do governador Elmano de Freitas. Barchini explicou que a queda no analfabetismo está atrelada ao aumento das matrículas na EJA, que teve um crescimento de 40 mil novas inscrições em 2023 em comparação aos anos anteriores. Isso demonstra uma recuperação de matrículas que estava estagnada desde 2019, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

Resultados em Indicadores Educacionais

Além da redução do analfabetismo, o ministro elencou melhorias em outros indicadores educacionais, que mostraram avanços notáveis. Os dados revelam:

Abandono escolar: diminuição de 61% desde 2022;
Reprovação: queda de 62% em todo o Brasil, graças ao aumento da frequência e do engajamento dos estudantes;
Distorção idade-série: redução de 28% no número de estudantes fora da idade adequada para suas séries escolares.

“Pela primeira vez, temos esses três dados positivos: a diminuição do abandono, a redução da reprovação e a diminuição da distorção idade-série. O mais importante é que isso ocorreu sem comprometer a qualidade da educação”, enfatizou Barchini sobre o impacto das políticas educacionais.

O ministro também mencionou iniciativas federais lançadas desde 2023, como a expansão das escolas em tempo integral e a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas, que visa garantir a conectividade à internet em todas as instituições de ensino. Além disso, a complementação da União no Fundeb foi incrementada em mais de R$ 40 bilhões, resultando no maior orçamento da história do Ministério da Educação.

O programa Pé-de-Meia, que oferece incentivos financeiros aos estudantes do ensino médio, foi destacado como um dos principais responsáveis por esses avanços. Barchini ressaltou que, com a implementação desse programa, os jovens estão frequentando mais as aulas e demonstrando maior comprometimento com a educação.

Conclusão

As recentes estatísticas sobre analfabetismo e outros indicadores educacionais no Brasil apontam para um estado de otimismo em relação ao futuro da educação no país. Com ações voltadas para a inclusão e melhoria das condições escolares, o governo busca não apenas reduzir o analfabetismo, mas também promover uma educação de qualidade para todos os brasileiros.

Perguntas Frequentes

Qual é a atual taxa de analfabetismo no Brasil?

A taxa de analfabetismo no Brasil é de 4,9%, o menor percentual registrado desde 2016, abrangendo aproximadamente 8,4 milhões de pessoas acima de 15 anos.

Quais políticas contribuíram para a redução do analfabetismo?

As políticas que contribuíram para a redução do analfabetismo incluem a ampliação das matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e programas como o Pé-de-Meia, que incentiva a frequência escolar.

Como o Brasil se compara a outros países em termos de analfabetismo?

Segundo a Unesco, o Brasil, ao atingir a menor taxa de analfabetismo, deixou de ser considerado um país com problema estrutural nesse aspecto, destacando-se de forma positiva em comparação a outros países.


24 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

Jornalismo Autoridade | Verificação de Fatos

Este artigo segue estritamente as diretrizes da nossa política editorial e verificação de fatos primária. Conteúdo auditado por Bruno Sampaio, garantindo expertise temática (Topical Authority).

Bruno Sampaio

Bruno Sampaio

Autoridade Temática

Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

Leia também

Recomendações (Série Semântica)

Leitura Contínua