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Dólar atinge R$ 5,18 com aumento da aversão ao risco global

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 24/06/2026 às 09:12
engin akyurt / Unsplash
Leitura: 3 Min
Última Atualização: 24 de junho de 2026, às 09:13

O dólar avançou nesta terça-feira (23) para R$ 5,18, registrando o maior fechamento desde o fim de março. Esse aumento ocorreu em um cenário de crescente aversão ao risco global, refletindo a busca por segurança por parte dos investidores. Além disso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou alta de 0,52%, fechando a 171.258 pontos. O movimento positivo do índice reflete o alívio após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

No exterior, os investidores estavam atentos à queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos, bem como às incertezas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed). As negociações de petróleo também influenciaram o mercado, com os preços da commodity fechando em baixa devido a preocupações geopolíticas. O preço do dólar à vista encerrou com uma valorização de 0,89%, em um cenário que incluiu a expectativa por novos dados de inflação nos Estados Unidos, que são cruciais para as futuras decisões do Fed sobre as taxas de juros.

Expectativas e impactos no mercado global
A valorização do dólar está vinculada a indicadores econômicos dos EUA, que, apesar da expectativa de inflação, mostraram resultados positivos, aumentando as apostas em uma política monetária mais restritiva. Os dados de atividade econômica americana têm superado as previsões, reforçando a possibilidade de que o Fed mantenha uma postura cautelosa. Essa situação gerou uma pressão adicional sobre o câmbio brasileiro, refletindo a interconexão dos mercados financeiros globais.

Desempenho do Ibovespa
Após um início de pregão em queda, o Ibovespa recuperou parte das perdas, impulsionado principalmente por ações da Petrobras, grandes bancos e empresas ligadas ao ciclo econômico. O recuo nas taxas de juros futuros, após a publicação da ata do Copom, também foi um fator favorável para a recuperação da renda variável. No documento, o Banco Central indicou que a continuidade do corte nas taxas de juros dependerá do cenário internacional, gerando expectativa entre os investidores.

Cenário internacional
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq caiu cerca de 2% em meio a uma realização de lucros no setor de tecnologia e inteligência artificial. O mercado acompanhou com atenção a expectativa sobre o índice de preços de gastos com consumo (PCE), que é um dos principais indicadores de inflação monitorados pelo Fed. Na Europa, a divulgação de dados econômico mais fracos aumentou a cautela entre os investidores, refletindo um panorama global de incertezas.

Petróleo em queda
O preço do petróleo também apresentou queda, com os mercados analisando as negociações entre os Estados Unidos e o Irã e as possíveis mudanças no fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz. O contrato do Brent para setembro, que serve como referência para a Petrobras, registrou uma queda de 0,93%, fechando a US$ 76,80 por barril. Enquanto isso, o WTI, o barril do Texas para agosto, teve uma queda de 0,88%, encerrando a US$ 73,21 por barril. A possibilidade de um aumento na oferta de petróleo, especialmente com a flexibilização de restrições ao petróleo iraniano, pressionou os preços, e os investidores permanecem atentos a novos sinais que possam impactar o equilíbrio do mercado global.

Perguntas Frequentes

Por que o dólar subiu para R$ 5,18?

A alta do dólar para R$ 5,18 é reflexo da crescente aversão ao risco global e expectativas de inflação nos Estados Unidos, que influenciam a política monetária do Federal Reserve.

Como o aumento do dólar afeta a economia brasileira?

A valorização do dólar pode impactar negativamente a economia brasileira, encarecendo produtos importados e gerando pressões inflacionárias, além de afetar as empresas que dependem de insumos importados.


24 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: engin akyurt / Unsplash|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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