Durante as festividades do São João da Bahia 2026, o Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), intensifica suas ações no combate ao racismo e à intolerância religiosa. As iniciativas são implementadas nos principais circuitos juninos de Salvador e em 25 municípios baianos, integrando a campanha “São João não combina com Racismo”. O objetivo central é promover conscientização e garantir os direitos sociorraciais neste que é um dos maiores eventos populares do Nordeste.
Ângela Guimarães, titular da Sepromi, enfatiza a importância da presença do Estado em locais de grande fluxo de pessoas. “Neste São João, a Sepromi reafirma que celebrar a cultura popular é essencial para assegurar direitos. Queremos que a alegria do baiano seja completa, livre de preconceitos e respeitosa à diversidade e à liberdade de crença”, destacou.
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As ações programadas incluem a distribuição de materiais educativos, campanhas de sensibilização e o funcionamento do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, que disponibiliza unidades móveis para atendimento psicológico, social e jurídico a vítimas de violações de direitos. Guimarães conclui: “Através da nossa campanha, transformamos os espaços festivos em locais de acolhimento e valorização da identidade cultural”.
Um dos principais centros de apoio dessa iniciativa é a Casa da Igualdade, localizada no Pelourinho. Desde o dia 13 de junho, esse espaço tem se tornado uma referência para a promoção da igualdade racial e para o enfrentamento da discriminação durante os festejos juninos. A Casa oferece atividades culturais, esportivas e de empreendedorismo, além de aproximar serviços voltados à proteção da população que transita pelo Centro Histórico de Salvador.
A empreendedora Tai Oliver, que comercializa artigos afro-indígenas, ressaltou a relevância da Casa da Igualdade para o fortalecimento da economia criativa durante o período junino. “É uma proposta inovadora. Aqui, vendemos peças artesanais e joias, e aproveitamos a grande circulação de pessoas para aumentar nosso contato com os clientes e expandir os negócios”.
A estudante Iasmin Nascimento também falou sobre a importância das campanhas educativas durante os festejos. “É fundamental saber que o Estado está comprometido com a conscientização contra o racismo e a intolerância religiosa. Esses problemas ainda são muito comuns, e ver ações que promovem o respeito às diversas culturas e etnias é positivo. Somos uma sociedade diversa e precisamos aprender a conviver com as diferenças”, afirmou.
Uma das inovações desta edição é o reforço do atendimento digital através de Zuri, assistente virtual da Sepromi, disponível pelo WhatsApp. A ferramenta permite registrar denúncias, obter orientação sobre casos de racismo e intolerância religiosa, e acessar informações sobre serviços de apoio, como delegacias e outros órgãos de proteção. Essa iniciativa amplia o alcance da rede de acolhimento e facilita o acesso à informação e aos canais de denúncia durante os festejos, incluindo para aqueles que não estão próximos dos grandes centros de atendimento.
Essas ações não apenas promovem a cultura e a diversidade, mas também reafirmam o compromisso do Estado em combater a discriminação e garantir que todos possam celebrar a alegria do São João em um ambiente de respeito e acolhimento.
Perguntas Frequentes
Quais são as principais ações da Casa da Igualdade durante o São João?
A Casa da Igualdade promove ações educativas, culturais, esportivas e de empreendedorismo, além de fornecer atendimento psicológico, social e jurídico a vítimas de discriminação.
Como funciona o atendimento virtual da Sepromi?
O atendimento virtual é realizado através da assistente Zuri, disponível no WhatsApp, permitindo registrar denúncias e acessar informações sobre direitos e serviços de apoio.
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