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Ex-secretária de ‘Careca do INSS’ depõe em CPMI nesta segunda (2)

Ex-funcionária de 'Careca do INSS' depõe na CPMI sobre fraudes, detalhando acesso a cofre e negando envolvimento no esquema.

A ex-secretária Aline Barbara Mota de Sá Cabral, que trabalhou para o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, confirmou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nesta segunda-feira (2), que tinha acesso ao cofre da empresa e repassava valores. Ela, no entanto, negou ter conhecimento sobre a origem do dinheiro ou o suposto esquema de fraudes investigado pela comissão.

O CPMI INSS depoimento de Aline Cabral é considerado crucial para os trabalhos da comissão, que apura irregularidades e desvios de recursos no Instituto Nacional do Seguro Social. As investigações buscam desvendar um complexo esquema de fraudes em aposentadorias, no qual Antunes é apontado como um dos principais articuladores.

Detalhes do depoimento na CPMI do INSS

Durante sua participação na CPMI, Aline Cabral, que chegou a ocupar o cargo de gerente de recursos humanos na empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, detalhou suas funções. Ela afirmou que recebia orientações diretas do chefe para repassar dinheiro do cofre a um motorista, que realizava pagamentos de insumos necessários para a operação da empresa. Apesar de manusear os valores, a ex-secretária declarou não ter condições de precisar a quantia total guardada no cofre.

Um dos pontos centrais de seu testemunho foi a constante negativa de conhecimento sobre a origem dos recursos financeiros movimentados pelo empresário. “Eu não tinha acesso a contas bancárias e não fazia pagamentos”, enfatizou Aline, desvinculando-se de qualquer responsabilidade sobre a legalidade das transações. Ela reiterou que desconhecia o processo de enriquecimento de Antunes, que, segundo ela, se apresentou como um “empresário de sucesso” no momento de sua contratação.

O papel da ex-secretária e as acusações contra ‘Careca do INSS’

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, está sob investigação por ser suspeito de orquestrar um esquema de fraudes que resultava em descontos indevidos em aposentadorias, sem a devida autorização dos beneficiários. A CPMI busca esclarecer as ramificações desse esquema e identificar todos os envolvidos.

Apesar de negar participação direta nas decisões estratégicas ou no conhecimento das fraudes, Aline Cabral confirmou algumas informações que podem lançar luz sobre o estilo de vida de seu ex-chefe. Ela mencionou que o empresário possuía carros de luxo, citando modelos como Porsche e Mercedes, o que corrobora a imagem de “empresário de sucesso” que ele cultivava.

A ex-secretária também abordou outras acusações. Ela negou veementemente ter feito anotações que relacionassem porcentagens a agentes públicos, uma prática que poderia indicar pagamentos de propina. “Eu nunca fiz tais anotações. E quando aconteceu a operação [de investigação da Polícia Federal], não era eu a secretária dele”, argumentou, buscando se distanciar das acusações mais graves.

Negativas e outros depoimentos agendados

No início do CPMI INSS depoimento, Aline Cabral teve um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso garantia a ela o direito de permanecer em silêncio durante a oitiva. Mesmo com essa prerrogativa, a ex-secretária optou por responder a diversas perguntas formuladas pelos parlamentares da comissão, fornecendo sua versão dos fatos.

Outra questão relevante abordada foi a sua suposta ligação com Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aline Cabral negou categoricamente ter comprado passagens aéreas ou repassado qualquer tipo de recurso financeiro para Lulinha, refutando qualquer conexão com essa figura pública.

Além do CPMI INSS depoimento de Aline Cabral, a comissão tinha programado para a mesma segunda-feira a oitiva do advogado Cecílio Galvão. Contudo, o depoimento foi adiado. A CPMI manteve a determinação de condução coercitiva, e a expectativa é que Galvão preste seu testemunho na próxima quinta-feira (5). O advogado será questionado sobre supostos contratos milionários com associações que também estão sendo investigadas por desvios de benefícios, ampliando o escopo da apuração da comissão.

A CPMI do INSS tem se mostrado ativa em suas investigações, com parlamentares, inclusive, solicitando ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, a nulidade de uma votação em pauta, e pedindo a prorrogação dos trabalhos por 60 dias, indicando a complexidade e a extensão das fraudes que ainda precisam ser esclarecidas.

Perguntas Frequentes

O que é a CPMI do INSS?
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS é um grupo de trabalho formado por deputados e senadores brasileiros com a finalidade de investigar fraudes e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social.

Quem é o “Careca do INSS”?
Antônio Carlos Camilo Antunes é um empresário conhecido como “Careca do INSS” e é investigado por ser o principal suspeito de articular um esquema de fraudes em aposentadorias e benefícios do INSS.

Qual foi a principal revelação da ex-secretária Aline Cabral?
Aline Cabral confirmou ter acesso ao cofre da empresa de “Careca do INSS” e repassava dinheiro sob orientação, mas negou ter conhecimento sobre a origem ilícita dos fundos ou sua participação no esquema de fraudes.


2 de março de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Lula Marques/ Agência Braasil.|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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