Ultimas Noticias

** Viúva de motorista assassinado durante crime relata dificuldades financeiras

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 22/06/2026 às 21:43
Paulo Pinto/Agência Brasil
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 22 de junho de 2026, às 21:43


A viúva do motorista de aplicativo
Celso Araujo Sampaio de Novais, que perdeu a vida no trágico incidente que também vitimou o empresário e delator Vinicius Gritzbach, depôs nesta segunda-feira (22) no Fórum Criminal de Guarulhos, localizado na Grande São Paulo. Ela foi ouvida como testemunha de acusação no julgamento deste caso complexo e emocionou o público ao relatar as inúmeras dificuldades que enfrenta, especialmente de ordem financeira, desde a morte de seu marido.

Durante seu depoimento, a mulher, cuja identidade foi mantida em sigilo, revelou que a morte de Celso a deixou em uma situação precária. “Ele me ajudava a pagar o aluguel. Ele era muito provedor. Antes eu não tinha essa preocupação, mas, hoje, tenho dificuldades para pagar o aluguel e até os óculos do meu filho”, desabafou. Essas palavras refletem não apenas a dor pela perda, mas também as repercussões práticas que a tragédia trouxe para sua vida e a de seu filho.

No dia 8 de novembro de 2024, Celso se encontrou no lugar errado na hora errada, passando pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos quando homens encapuzados desceram de um veículo e dispararam contra Gritzbach. O motorista, que nada tinha a ver com a execução, foi atingido no rim e também sofreu ferimentos no fígado devido a estilhaços. Ele não sobreviveu ao ataque, falecendo no dia seguinte ao crime.

No tribunal, a viúva foi acompanhada por sua sogra, Aparecida Camilo, de 65 anos, que não conseguiu conter as lágrimas ao ouvir os relatos da nora. Em um momento particularmente emocionado, a viúva compartilhou a angústia de seu filho, que frequentemente questiona: “Por que tiraram o meu pai de mim?” Essa declaração carregou um peso imenso, revelando o impacto emocional que a perda de um pai pode ter em uma criança.

Os detalhes da tragédia são ainda mais perturbadores, com dados revelados durante o julgamento indicando que pelo menos 27 projéteis foram disparados no dia do crime. Três policiais militares estão sendo julgados por envolvimento nas mortes: o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues, todos detidos no Presídio Militar Romão Gomes. O Ministério Público acusa Denis Martins e Ruan Rodrigues de usarem fuzis para executar Gritzbach, enquanto Genauro é acusado de facilitar a fuga dos assassinos.

O julgamento, que se estenderá por cinco dias, viu a presença dos réus no Fórum, onde puderam acompanhar as declarações das testemunhas. Para garantir um ambiente menos intimidante, as duas primeiras testemunhas — vítimas do crime que não conheciam nem os acusados nem os assassinados — foram ouvidas sem a presença dos policiais no local. Uma delas, um trabalhador do aeroporto, e a outra, uma mulher que estava no terminal para solicitar um carro de aplicativo, relataram ter sido pegas de surpresa pelos disparos.

Vinicius Gritzbach, que era réu por homicídio e estava envolvido em esquemas de corrupção relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), havia assinado um acordo de delação premiada antes de sua morte, onde entregou nomes de envolvidos na organização criminosa e denunciou corrupção policial. Esse aspecto do caso adiciona uma camada de complexidade, pois levanta questões sobre a segurança de delatores e as consequências de seus testemunhos.

A acusação, liderada pelos promotores Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes, convocou um total de dez testemunhas para o julgamento. Até o momento, apenas quatro já prestaram seus depoimentos, incluindo as vítimas do ataque e a viúva do motorista. A defesa, que apresentará suas testemunhas após a acusação, argumenta a inocência dos réus e aponta a suposta manipulação das investigações.

Com um júri composto por sete jurados, incluindo três mulheres e quatro homens, o tribunal se prepara para um debate intenso. Após a apresentação das provas e das argumentações da acusação e defesa, o destino dos três policiais será decidido, refletindo não apenas sobre este caso, mas também sobre as complexas interações entre crime, lei e justiça em nossa sociedade.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu no caso Gritzbach?

O caso envolve a execução do empresário Vinicius Gritzbach e a morte do motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais. Ambos foram atingidos em um tiroteio no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Quais são as dificuldades enfrentadas pela viúva do motorista assassinado?

A viúva de Celso relatou dificuldades financeiras significativas, incluindo a luta para pagar o aluguel e as despesas do filho, que sente a falta do pai.

Quem são os acusados no caso?

Os acusados são três policiais militares: o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues**, todos acusados de envolvimento nas mortes.


22 de junho de 2026|Fonte: ** Agência Brasil|Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

Jornalismo Autoridade | Verificação de Fatos

Este artigo segue estritamente as diretrizes da nossa política editorial e verificação de fatos primária. Conteúdo auditado por Bruno Sampaio, garantindo expertise temática (Topical Authority).

Bruno Sampaio

Bruno Sampaio

Autoridade Temática

Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

Leia também

Recomendações (Série Semântica)

Leitura Contínua