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** Crescimento de 188% nas denúncias de violência digital contra mulheres

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 23/06/2026 às 09:13
Arte Ministério das Mulheres
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 23 de junho de 2026, às 09:13

As queixas de violência digital contra mulheres tiveram um aumento significativo de 188,6% em um período de um ano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22) pelo Ministério das Mulheres, que revelou que, entre janeiro e maio deste ano, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 16.725 denúncias desse tipo. Em comparação, no mesmo intervalo do ano anterior, foram apenas 5.795 ocorrências.

Esse crescimento alarmante destaca uma tendência preocupante: plataformas como redes sociais, aplicativos de mensagem e jogos online estão sendo cada vez mais utilizados para perpetrar ações como controle, ameaças, humilhações, exposições indevidas, perseguições, intimidações, chantagens e agressões à dignidade de meninas e mulheres.

Em entrevista coletiva, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, enfatizou que o aumento nas denúncias pode indicar uma redução nas subnotificações. Ela afirmou: “Ter os dados da realidade é muito importante. A gente só vai acertar nas respostas pelos governos, políticas públicas, quando tiver mais realismo nas informações.”

A ministra identificou dois fatores que podem estar contribuindo para a elevação das denúncias: um aumento na confiabilidade do serviço, tornando as mulheres mais seguras para se manifestar, e a melhoria na qualidade do atendimento, que incentiva as vítimas a denunciar.

Capacitação das atendentes

Para aprimorar o atendimento especializado em casos de violência digital, o Ministério das Mulheres, em conjunto com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom/PR), capacitou cerca de 350 atendentes do Ligue 180 entre 9 de junho e 22 de junho. Ellen Costa, coordenadora geral do Ligue 180, informou que, embora a Central já lidasse com denúncias de violência digital, a atualização dos protocolos visa fornecer um suporte mais eficaz às vítimas.

“É fundamental que as atendentes estejam preparadas para identificar e abordar essas situações durante os atendimentos virtuais, reforçando a importância do treinamento”, destacou Ellen. Além disso, o atendimento também passou por uma modernização do formulário, agora incorporando categorias específicas de violência digital, refletindo as realidades enfrentadas por mulheres e meninas.

Perfil das vítimas

Os dados revelados mostram que, em média, a Central de Atendimento à Mulher recebe cerca de 3 mil ocorrências diariamente, com aproximadamente 30% dessas sendo denúncias. O estudo aponta que a violência digital, que outrora ocupava a sétima posição em termos de denúncias recebidas em 2025, agora ocupa a quinta posição em 2026.

As estatísticas também revelam que as mulheres negras são as mais afetadas, constituindo quase metade das vítimas (48%), sendo 37,5% pardas e 10,5% pretas, enquanto as mulheres brancas representam 34,2%. A faixa etária mais vulnerável, com 21,6% das denúncias, é a de mulheres entre 35 e 44 anos. Ao ampliar a análise para as idades de 25 a 49 anos, esse grupo corresponde a 50,8% do total de denúncias. Além disso, 25,7% das vítimas possuíam ensino médio completo em 2025, e 45,9% das vítimas não têm rendimentos ou ganham até um salário mínimo.

Decreto presidencial

A capacitação das atendentes e a atualização dos protocolos de atendimento estão alinhadas às diretrizes do decreto presidencial nº 12.976/2026, que visa proteger as mulheres na internet e regulou as responsabilidades das plataformas digitais em casos de violência online. O decreto, que entrou em vigor na última sexta-feira (19), estabelece obrigações e prazos para que as empresas de tecnologia adotem práticas que garantam um ambiente seguro para mulheres.

Marina Pita, diretora da Secretaria de Políticas Digitais** da Secom, enfatizou a importância do decreto: “A violência digital expulsa as mulheres desse ambiente. Estamos garantindo a liberdade de expressão ao assegurar que elas possam se manifestar sem medo de serem silenciadas.”

Este conjunto de medidas revela um movimento em direção à criação de um ambiente online mais seguro, onde as mulheres possam se expressar livremente, sem o temor de serem alvo de agressões.

Perguntas Frequentes

O que é violência digital contra mulheres?

Violência digital contra mulheres refere-se a atos de agressões, humilhações ou ameaças realizadas por meio de plataformas digitais, como redes sociais e aplicativos de mensagens.

Quais são os tipos de violência digital mais comuns?

Os tipos mais frequentes incluem controle, ameaças, humilhações, exposições indevidas, perseguições e chantagens realizadas online.

Como denunciar violência digital?

As vítimas podem registrar denúncias através da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que oferece suporte e orientação sobre como proceder nesses casos.


23 de junho de 2026|Fonte: ** Agência Brasil|Foto: Arte Ministério das Mulheres|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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