Trump promete intensificar ataques ao Irã e minimiza alta do petróleo
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Trump promete intensificar ataques ao Irã e minimiza alta do petróleo

Redação 5 min de leitura Ultimas Noticias

O presidente Donald Trump, em pronunciamento nacional na última quarta-feira (1º), declarou que forças dos EUA desmantelam defesas do Irã, prometendo mais ataques e minimizando a alta do petróleo. A fala marcou o primeiro discurso do líder norte-americano desde o início do conflito, há 32 dias, e abordou os objetivos militares e as implicações econômicas da operação.

Durante a declaração, que durou cerca de 20 minutos, Trump afirmou que os “objetivos estratégicos centrais” do conflito estão próximos de serem alcançados. Ele exaltou o que descreveu como vitórias no campo de batalha e indicou que as ações militares serão ampliadas nas próximas semanas. O presidente, no entanto, não descartou a possibilidade de negociações em paralelo aos ataques.

Trump assegurou que as forças militares dos Estados Unidos estão “desmantelando sistematicamente” a capacidade de defesa do regime iraniano. Segundo o presidente, a intenção é “atacá-los com extrema força nas próximas duas a três semanas” e “levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem”.

Intensificação dos Ataques e Negociações

Apesar da retórica agressiva, o presidente Trump mencionou que as negociações com o Irã permanecem em curso. Ele esclareceu que a mudança de regime não era um objetivo inicial dos EUA, mas que tal alteração ocorreu devido à morte de praticamente todos os líderes originais iranianos. Trump avaliou que o novo grupo de liderança é “menos radical e mais razoável”.

O presidente alertou que, caso não haja um acordo em breve, os EUA possuem alvos estratégicos definidos. Ele especificou que esses alvos seriam usinas de geração de energia, não instalações de petróleo. A justificativa apresentada foi que atacar o setor petrolífero eliminaria qualquer chance de sobrevivência ou reconstrução do país, embora admitisse ser um alvo mais fácil.

Em diversos momentos de seu pronunciamento, Trump fez afirmações sem apresentar evidências claras, como ter “destruído e esmagado” forças militares iranianas, incluindo a Marinha e a Força Aérea. Contudo, o presidente não explicou por que o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial que movimenta até 20% das exportações mundiais de petróleo, continua sob controle e restrição iranianos, gerando impactos significativos nos preços internacionais dos combustíveis.

Retórica sobre o Estreito de Ormuz e Preço do Petróleo

Sobre o Estreito de Ormuz, Trump declarou que os Estados Unidos não dependem do petróleo comercializado por essa via e que não o farão no futuro. Ele enfatizou que os EUA não precisam desse recurso. O presidente afirmou que o Irã foi “derrotado e praticamente dizimado” e que cabe aos países que dependem do petróleo que passa por Ormuz a responsabilidade de cuidar da passagem. Ele prometeu “ajuda”, mas insistiu que esses países devem “liderar a proteção do petróleo do qual dependem tanto”.

A alta recente nos preços do petróleo e da gasolina nos EUA foi minimizada por Trump, que a descreveu como uma situação passageira. Ele atribuiu o aumento de curto prazo a “ataques terroristas insanos do regime iraniano contra petroleiros comerciais em países vizinhos que nada têm a ver com o conflito”. Para o presidente, essa situação serviria como mais uma prova de que o Irã “jamais pode ser confiável com armas nucleares”.

Aliados e Contexto Político Doméstico

Trump expressou agradecimento e mencionou os países aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. Essas nações, que abrigam bases norte-americanas, têm sido alvo de retaliações por parte do Irã em resposta a ataques atribuídos a Israel e aos EUA.

O presidente também comparou a duração do conflito com o Irã, que já soma 32 dias, a outros engajamentos militares históricos dos EUA. Ele citou a participação americana na Primeira Guerra Mundial (1 ano, 7 meses e 5 dias), na Segunda Guerra Mundial (3 anos, 8 meses e 25 dias), na Guerra da Coreia (3 anos, 1 mês e 2 dias), na Guerra do Vietnã (19 anos, 5 meses e 29 dias) e na Guerra do Iraque (8 anos, 8 meses e 28 dias). Segundo Trump, a atual “operação militar poderosa, estratégica”, que devastou o Irã e o tornou uma ameaça irrelevante, representa um “investimento real no futuro dos seus filhos e netos”.

Notavelmente, o pronunciamento de Trump não fez menção às centenas de manifestações que reuniram milhões de norte-americanos nas principais cidades do país, como Nova York, Dallas, Filadélfia e Washington, no último final de semana. Os protestos, que também ocorreram em dezenas de cidades menores, criticam o envolvimento do governo na guerra e as ações policiais relacionadas à deportação de imigrantes. Esta é a terceira onda de protestos nos últimos meses, e a imprensa norte-americana aponta que o presidente vive sua pior avaliação desde o início do segundo mandato, com cerca de um terço de aprovação, conforme levantamentos de institutos de pesquisa de opinião.

Perguntas Frequentes

Quais foram os principais pontos do pronunciamento de Donald Trump?

Trump afirmou que as forças dos EUA desmantelam as defesas do Irã, prometeu intensificar ataques, mas sem descartar negociações, e minimizou a alta do petróleo, atribuindo-a a ataques iranianos.

O que Trump disse sobre o Estreito de Ormuz e o preço do petróleo?

O presidente declarou que os EUA não dependem do petróleo de Ormuz e que outros países devem proteger a passagem. Ele descreveu a alta dos preços como passageira e causada por “ataques terroristas iranianos”.

Trump abordou os protestos nos EUA em seu discurso?

Não, Trump não fez qualquer menção às manifestações que ocorreram em várias cidades dos EUA, criticando a guerra e as políticas de imigração do governo.


2 de abril de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Markus Winkler / Unsplash|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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