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Toffoli nega acesso a sigilo de Vorcaro em caso de rombo de R$ 47 bilhões

Ex-relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master, Dias Toffoli se manifestou para rebater críticas e defender sua atuação.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (6) ter tido acesso às quebras de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante sua relatoria no inquérito do Banco Master. Por meio de seu gabinete, o ex-relator informou que os dados chegaram ao Supremo apenas após 12 de fevereiro, data em que o ministro André Mendonça assumiu o processo.

A manifestação de Toffoli visa a rebater críticas sobre supostos prejuízos à investigação durante o período em que ele comandou o inquérito. O ministro reforçou que autorizou todos os pedidos cautelares feitos pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) até deixar a relatoria. Segundo ele, as investigações prosseguiram normalmente, “sem prejuízo da apuração dos fatos”, e nenhum pedido de nulidade foi deferido.

Saída de Toffoli da Relatoria e Conexões

Toffoli deixou a relatoria do caso no mês passado, após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre menções a seu nome em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. O aparelho do banqueiro foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado, que apura fraudes bilionárias no Banco Master.

Daniel Vorcaro é uma figura central nas investigações. A Operação Compliance Zero, que mira o Banco Master, busca desvendar um esquema que teria causado um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), impactando diretamente o ressarcimento a investidores. A apuração da PF e da PGR segue em curso para esclarecer todas as ramificações e responsabilidades.

Toffoli e o Inquérito do Banco Master

A atuação do ministro Toffoli como relator do inquérito do Banco Master foi marcada por decisões que, segundo seu gabinete, visavam a garantir o andamento das investigações. A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, por sua vez, solicitou ao STF a apuração de um suposto vazamento de mensagens íntimas, um desdobramento que adiciona uma camada de complexidade ao caso.

Além disso, o nome de Toffoli surgiu em meio às investigações devido à sua ligação com o resort Tayayá, no Paraná. O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos que, por sua vez, é ligado ao Banco Master e está sob investigação da Polícia Federal. Essa conexão é um dos pontos que a PF explora para entender a extensão das relações envolvidas no esquema.

Prisão de Vorcaro e Julgamento no STF

Daniel Vorcaro foi preso novamente na última quarta-feira (4), pela Polícia Federal, no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero. No ano passado, o empresário já havia sido alvo de um mandado de prisão na mesma operação, mas obteve liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nessas comunicações, Vorcaro é acusado de ameaçar jornalistas e outras pessoas que teriam contrariado seus interesses. A gravidade das ameaças e a reincidência foram fatores determinantes para a decisão do ministro André Mendonça.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, colegiado do qual Toffoli faz parte, decidirá na próxima sexta-feira (13) se referenda a decisão de Mendonça que determinou a prisão de Vorcaro. Além de Toffoli e Mendonça, a turma é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. A participação de Toffoli no julgamento, dado seu histórico com o caso, ainda não foi confirmada.

Histórico da Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero foi deflagrada para investigar fraudes bilionárias no Banco Master. O objetivo principal é desvendar os mecanismos utilizados para desviar recursos e identificar os responsáveis pelo rombo financeiro. As sucessivas fases da operação têm revelado a complexidade e a amplitude do esquema, que envolve diversos atores e transações financeiras.

As investigações prosseguem, com a PF e a PGR buscando consolidar as provas para apresentar à Justiça. O caso do Banco Master tem repercutão significativa no cenário econômico e jurídico do país, destacando a importância da fiscalização e da transparência no sistema financeiro.

Perguntas Frequentes

O que Dias Toffoli negou nesta sexta-feira (6)?

O ministro Dias Toffoli negou ter tido acesso às quebras de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto era relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master.

Por que Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master?

Toffoli deixou a relatoria após a Polícia Federal informar ao STF sobre menções a seu nome em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero.

Qual o impacto financeiro das fraudes investigadas no Banco Master?

As fraudes no Banco Master são investigadas por terem causado um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), afetando a segurança de investidores.


6 de março de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Rosinei Coutinho/STF|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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