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Seagri promove 76 reuniões para fortalecer produção de mandioca na Bahia

Iniciativa da Secretaria da Agricultura do estado, em parceria com a FLEM, visa impulsionar a cadeia produtiva e as boas práticas de cultivo para agricultores familiares.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) realizou seminários nesta terça-feira (10) em Piritiba e Tapiramutá, no Piemonte do Paraguaçu. O objetivo é capacitar produtores e fortalecer a cadeia da mandioca na Bahia, essencial para a economia e alimentação. Os encontros integram um plano que prevê 76 reuniões até 2026.

Os seminários são parte do processo de revitalização das Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia. Esta iniciativa é fruto de um convênio entre a Seagri e a Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM). A meta é expandir o conhecimento sobre técnicas agrícolas e gestão para agricultores, técnicos e gestores locais.

Fortalecimento da Cadeia da Mandioca na Bahia

A mandioca representa a base da alimentação para milhões de brasileiros e uma significativa fonte de renda para agricultores familiares. Além disso, movimenta diversos segmentos da indústria. Para o gerente das Câmaras Setoriais da Bahia, Paulo Sérgio, a cultura tem grande importância econômica e social para o estado.

“Ao promover esses seminários e a troca de experiências entre produtores e especialistas, fortalecemos toda a cadeia produtiva, do cultivo à comercialização, ampliando as oportunidades de geração de renda no campo”, destacou Paulo Sérgio. A capacitação busca impulsionar a produção de mandioca na Bahia, garantindo um futuro mais próspero para os envolvidos.

Novas Técnicas e Boas Práticas Agrícolas

As palestras foram conduzidas pelo professor Marco Silva, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ele apresentou orientações técnicas focadas no manejo do solo, na diversificação de variedades e no aumento da produtividade. Essas práticas são cruciais para aprimorar a qualidade das lavouras.

O professor Marco Silva detalhou temas como a seleção e a diversificação das manivas (mudas) e a adubação equilibrada. “São práticas simples, mas essenciais para superar dificuldades comuns enfrentadas pela agricultura familiar e melhorar diretamente a qualidade das lavouras”, explicou. A aplicação dessas técnicas visa otimizar os resultados dos produtores.

Mandioca: Alimento, Renda e História Local

Em Piritiba, o presidente da Associação de Pequenos Produtores da Comunidade Nazeozeno, Nivaldo Querino, ressaltou a importância da iniciativa para quem vive da mandiocultura. “Essas atividades ajudam muito porque trazem conhecimento sobre práticas agrícolas que melhoram nossa produção”, afirmou. Ele destacou que muitas vezes a diferença entre uma boa e uma má colheita reside em detalhes como o preparo do solo.

O secretário municipal de Agricultura de Piritiba, Alex Luz, fez questão de sublinhar o valor histórico e cultural da mandioca no município. “A mandioca faz parte da história e da cultura local. Já fomos um dos maiores produtores do estado”, disse. Ele agradeceu a parceria da Seagri, enxergando a revitalização da cadeia produtiva como um verdadeiro resgate cultural para a região.

A equipe da Seagri e da FLEM também se deslocou para Tapiramutá, onde realizou um encontro com produtores e estudantes. As atividades foram encerradas nesta quarta-feira (11) na cidade de Mundo Novo. O incentivo à diversificação dos produtos derivados da mandioca amplia as oportunidades de comercialização para as famílias produtoras.

Para o secretário de Agricultura de Tapiramutá, Euclides Gomes, o trabalho não se restringe à farinha. “Também incentivamos a produção de derivados como beiju, sequilhos e bolos, que são vendidos nas feiras, mercados e festas da região”, explicou. Ele frisou que a agregação de novos sabores e formas de preparo valoriza ainda mais o produto.

Cultura Estratégica para o Desenvolvimento

A mandioca é cultivada em todos os estados brasileiros devido à sua fácil adaptação e figura entre os principais produtos agrícolas do país. Aproximadamente 40% das raízes são destinadas à produção de farinha, enquanto 20% vão para a produção de amido. O restante é utilizado para consumo de mesa e alimentação animal.

Além de sua importância na alimentação, a mandioca possui ampla aplicação industrial. Ela é utilizada como insumo nos setores têxtil, farmacêutico, de panificação, alimentos processados, embalagens, colas, mineração e cosméticos. Com forte presença na agricultura familiar, a cultura desempenha um papel estratégico na segurança alimentar e no desenvolvimento econômico de diversas regiões da Bahia. A iniciativa da Seagri é um passo importante para consolidar ainda mais a posição da produção de mandioca na Bahia.

Perguntas Frequentes

O que são as Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia?

As Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia são órgãos que buscam fortalecer as cadeias produtivas do setor no estado, promovendo discussões, capacitações e a troca de experiências entre agricultores, técnicos e gestores.

Qual a importância da mandioca para a Bahia?

A mandioca é crucial para a Bahia, sendo uma base alimentar e uma fonte de renda significativa para agricultores familiares. Além disso, movimenta diversos setores da indústria e possui grande valor histórico e cultural em várias regiões do estado.

Quais temas foram abordados nos seminários?

Os seminários abordaram orientações técnicas para o manejo do solo, a diversificação de variedades, a seleção e diversificação de manivas (mudas), a adubação equilibrada e o aumento da produtividade nas lavouras de mandioca.


10 de março de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Divulgação/Ascom Seagri|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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