Protocolo Climatério SUS: Comissão aprova projeto para tratamento no Sistema Único de Saúde
Projeto de lei aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher visa garantir atendimento qualificado e integral para mulheres no climatério pelo SUS.
O Protocolo Climatério SUS é o foco de um projeto de lei que avança na Câmara dos Deputados, com o objetivo de estabelecer diretrizes claras para o tratamento dos sintomas do climatério no Sistema Único de Saúde. A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher deu um passo significativo ao aprovar, em dezembro, a proposta que obriga o SUS a elaborar um protocolo clínico específico para essa fase da vida feminina. Este desenvolvimento representa um marco na busca por um atendimento mais qualificado e acessível às mulheres brasileiras.
Protocolo Climatério SUS: Um Avanço na Saúde Pública da Mulher
A aprovação do projeto que visa criar um Protocolo Climatério SUS é vista como uma estratégia fundamental de saúde pública. A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), relatora da matéria, defendeu a iniciativa com veemência, destacando a necessidade de um atendimento integral e padronizado para as mulheres que vivenciam os sintomas do climatério. Este período, que marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva, geralmente se inicia por volta dos 40 anos de idade e pode apresentar uma série de manifestações que impactam diretamente a qualidade de vida. A elaboração de um protocolo clínico pelo SUS é, portanto, um passo crucial para garantir que essas mulheres recebam o cuidado adequado.
Abrangência Terapêutica do Protocolo Climatério SUS
O texto aprovado para o Protocolo Climatério SUS não se restringe a uma única abordagem terapêutica. Ele prevê a possibilidade de utilização de diferentes métodos de tratamento, incluindo a terapia hormonal, sempre em conformidade com a Lei Orgânica da Saúde. As diretrizes que serão estabelecidas pelo protocolo terão como objetivo principal orientar o cuidado no climatério, promover o uso racional de medicamentos e, fundamentalmente, qualificar o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde. A decisão sobre qual terapia será empregada dependerá, invariavelmente, da avaliação clínica individualizada de cada paciente, garantindo um tratamento personalizado e eficaz.
Origem e Evolução do Projeto do Protocolo Climatério SUS
A proposta que resultou na aprovação do Protocolo Climatério SUS teve sua origem no Projeto de Lei 876/25, de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT-SC). Inicialmente, a proposta original focava exclusivamente na oferta de tratamento hormonal no SUS. Contudo, por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro, foi aprovado um substitutivo adotado pela Comissão de Saúde. Este substitutivo ampliou o escopo da proposta, permitindo uma visão mais abrangente sobre as necessidades de tratamento no climatério. A relatora, em seu parecer, fez questão de destacar a importância de um documento elaborado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que reconhece a terapia hormonal como uma ferramenta valiosa para a promoção da saúde da mulher durante a menopausa.
Nesse sentido, o atendimento pelo SUS é uma estratégia de saúde pública necessária”, concluiu a relatora.
Compreendendo o Climatério e Seus Sintomas
O climatério é um período de transição fisiológica mais amplo que antecede e engloba a menopausa, que é definida como a última menstruação. Durante essa fase, a queda nos níveis hormonais pode desencadear uma série de sintomas, tais como:
* Ondas de calor
* Insônia
* Mudanças de humor
* Dores nas articulações
O tratamento médico para o climatério é intrinsecamente personalizado. Ele considera diversos fatores, incluindo a idade da paciente, a gravidade dos sintomas apresentados, o tempo decorrido desde a menopausa e os riscos associados a doenças como câncer de mama e doenças cardíacas. A criação de um Protocolo Climatério SUS visa justamente padronizar e otimizar a abordagem desses sintomas dentro do sistema público de saúde.
Próximas Etapas para a Implementação do Protocolo Climatério SUS
A jornada do projeto de lei para se tornar lei ainda envolve diversas etapas cruciais. Após a aprovação pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o texto seguirá para análise em outras comissões importantes: Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Somente após a aprovação em todas essas instâncias, o projeto será submetido à votação no plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado Federal. A efetivação do Protocolo Climatério SUS dependerá da aprovação final em ambas as casas legislativas.
A Importância da Regulamentação do Protocolo Climatério SUS
A regulamentação de um Protocolo Climatério SUS representa um avanço significativo na garantia dos direitos à saúde das mulheres. Ao estabelecer diretrizes claras e baseadas em evidências científicas, o Sistema Único de Saúde estará mais preparado para oferecer um atendimento de qualidade, que considere as particularidades e necessidades específicas das mulheres durante o climatério. A inclusão de diferentes abordagens terapêuticas, como a terapia hormonal, quando clinicamente indicada, amplia as opções de tratamento e pode melhorar substancialmente a qualidade de vida das pacientes. A deputada Laura Carneiro, ao defender o atendimento pelo SUS como uma “estratégia necessária de saúde pública”, reforça o papel fundamental do Estado na promoção do bem-estar feminino. A expectativa é que, com a aprovação e implementação deste protocolo, o acesso a tratamentos eficazes e seguros para os sintomas do climatério seja ampliado em todo o território nacional.
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Fonte da Informação: Câmara notícias – Câmara dos Deputados
Crédito da Foto: Câmara notícias – Câmara dos Deputados
Redação: Fabio Silva (MTb 6851/BA)





