Ovo de galinha puxa alta de preços da Semana Santa em Salvador
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Ovo de galinha puxa alta de preços da Semana Santa em Salvador

Redação 5 min de leitura Bahia

Um estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) indica alta de preços para produtos da Semana Santa, como ovos e pescados, na Região Metropolitana de Salvador, entre 2023 e 2026, impulsionada pela demanda e restrições alimentares. A análise abrange o comportamento de 20 itens típicos do período, utilizando dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE.

O levantamento da SEI considera informações dos meses que antecedem a Páscoa, com dados de janeiro a abril de 2023 e 2025, janeiro a março de 2024, e o primeiro bimestre de 2026. A pesquisa busca monitorar as variações de custo para o consumidor baiano, revelando tendências de encarecimento em diversos produtos essenciais para as celebrações.

A principal justificativa para a elevação de preços, conforme a SEI, reside na restrição ao consumo de carne vermelha durante a Quaresma. Essa prática religiosa direciona a procura para alternativas como ovos e peixes, além de ingredientes regionais que compõem os pratos típicos da época, criando um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Ovos de galinha lideram as altas anuais

O ovo de galinha emerge como um dos produtos com aumentos mais consistentes e expressivos no período que antecede a Semana Santa. Segundo o histórico levantado pela SEI, o produto tem um aumento quase certo entre fevereiro e março de cada ano, consolidando-se como uma das principais proteínas substitutas na Quaresma.

Em 2023, o preço do ovo registrou alta de 7,69% em março e 4,51% em abril na Região Metropolitana de Salvador. Já em 2024, o aumento coincidiu com o mês da Semana Santa. O ano de 2025 testemunhou um salto ainda maior, com os ovos subindo quase 18% em fevereiro e 12,05% em março, impactando diretamente o bolso dos consumidores.

Para a Semana Santa de 2026, a tendência de alta já se confirmou. Após uma leve queda em janeiro, o preço do ovo subiu 4,15% em fevereiro, marcando o início do período da Quaresma. Essa constância nas elevações indica um padrão de mercado que os consumidores devem antecipar.

Pescados e temperos acompanham a tendência

Além dos ovos, outros itens fundamentais para a culinária da Semana Santa também apresentaram variações significativas nos preços. O coentro, um tempero amplamente utilizado na Bahia, teve um aumento relevante nos custos em diversos anos.

Em 2023, o preço do coentro oscilou, com queda em março e elevação em abril. No ano seguinte, 2024, o tempero encareceu 18,60% em fevereiro e 17,34% em março. Em 2025, as altas persistiram em todos os meses até abril, e em 2026, após uma subida de 3,02% em janeiro, houve uma pequena redução de 3,30% em fevereiro.

Entre os pescados, a corvina é um exemplo de item que sofreu altas consecutivas. Em 2023, os preços subiram de janeiro a abril. Em 2024, os aumentos ocorreram de janeiro a março, atingindo 6,92%. A corvina ainda registrou alta nos três primeiros meses de 2025, alcançando um pico de 6,04% em março. Em 2026, o peixe iniciou o ano com alta de 2,55% em janeiro, mas teve uma leve queda de 0,04% em fevereiro.

Por outro lado, a merluza apresentou um comportamento de preços mais favorável ao consumidor. Em 2023, houve quedas de 2,20% em março e 2,19% em abril. Em 2026, o peixe começou o ano mais barato, com reduções de 4,24% em janeiro e 0,62% em fevereiro, tornando-se uma alternativa econômica para quem busca economizar.

Azeite e farinha também pesam no bolso

O azeite de oliva, outro ingrediente essencial para muitos pratos, apresenta um cenário particular. Segundo a SEI, o produto não sofre apenas com a sazonalidade da Semana Santa, mas vem de uma sequência de aumentos contínuos ao longo de todo o ano de 2023 e 2024. Em 2026, o azeite voltou a subir 1,63% em fevereiro, confirmando a tendência de encarecimento.

A farinha de mandioca, empregada no preparo da tradicional farofa de azeite, também registrou variações. Em 2023, encareceu nos quatro primeiros meses, fechando com alta de 6,71% em abril. Em 2024, o preço recuou até o mês da celebração. Para 2025, o item caiu em abril após uma alta em março. Em 2026, encareceu 1,81% em janeiro e ficou estável em fevereiro, com uma variação negativa de 0,03%.

Chocolate contraria cenário de inflação

Curiosamente, o chocolate em barra e os bombons industrializados, embora associados à Páscoa, não mostram grandes impactos inflacionários na Região Metropolitana de Salvador. O estudo da SEI aponta que esses produtos registraram, inclusive, quedas de preço nos meses que antecederam o evento em anos anteriores.

Para 2026, o chocolate em barra e os bombons apresentaram uma leve alta de 1% em fevereiro, contrariando a tendência de encarecimento observada em outros itens típicos da Semana Santa. Este dado sugere que o consumidor pode encontrar opções mais estáveis nesse segmento.

O relatório completo, com informações adicionais e detalhadas sobre cada produto e período, está disponível para consulta no site da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Perguntas Frequentes

Quais produtos tiveram maior alta de preço para a Semana Santa em Salvador?
O ovo de galinha foi o produto com maior e mais consistente alta de preço, seguido por coentro e alguns pescados como a corvina, conforme o estudo da SEI.

Por que os preços sobem na Semana Santa na Região Metropolitana de Salvador?
A alta de preços é impulsionada pela maior procura por produtos substitutos da carne vermelha, como ovos e peixes, e ingredientes regionais, devido às restrições alimentares da Quaresma.

Quais produtos podem ser alternativas mais baratas para a Páscoa em Salvador?
A merluza, que registrou quedas de preço em meses cruciais, e o chocolate em barra/bombons industrializados, que não tiveram grandes impactos inflacionários, são alternativas mais econômicas para o período.


3 de abril de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Jean Vagner/SEI|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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