O The New York Times elegeu o Hino Nacional Brasileiro como o mais bonito entre os 48 países que disputarão a Copa do Mundo de 2026. A matéria, assinada pelo jornalista Tim Spiers e publicada nesta sexta-feira (19), combina crítica musical com toques de humor. O jornal americano exaltou, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” da melodia brasileira.
O artigo do The New York Times descreve o hino brasileiro como uma peça que, mesmo durando quase dois minutos, parece insuficiente diante de sua beleza. A publicação destaca a rapidez das palavras cantadas, que abordam temas como a bravura em batalha, a figura de um “colosso destemido” e o amor à terra. No entanto, o ponto alto da composição, segundo Spiers, permanece inegavelmente na abertura orquestral. Este trecho foi classificado como um dos melhores do mundo.
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A Análise do New York Times e os Destaques Musicais
A análise do jornal americano não se limitou apenas aos elogios. A publicação fez uma divertida referência à execução do Hino Nacional Brasileiro durante a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. Naquela ocasião, torcedores e jogadores cantaram a plenos pulmões cada verso, em um momento de intensa emoção e união. Contudo, a humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal transformou o que era brilho em desespero para a imprensa esportiva local.
Com um toque de ironia, o The New York Times brincou sobre a ausência de “choro e melodrama” em partidas mais recentes, como o confronto contra o Marrocos. A menção sugere que, talvez, a contenção emocional tenha sido mais apropriada após a experiência de 2014. A crítica musical, portanto, transcendeu a partitura e tocou na carga emocional e histórica que um hino pode carregar em grandes eventos esportivos.
O Hino Nacional Brasileiro: História e Legado Cultural
O Hino Nacional Brasileiro tem uma rica trajetória. Sua melodia foi composta por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, originalmente sem letra. A composição surgiu em um período de grande efervescência política no Brasil, logo após a abdicação de Dom Pedro I. Por décadas, a melodia foi utilizada com diferentes letras, assumindo um papel cívico informal.
Com a Proclamação da República em 1889, um concurso foi convocado para escolher um novo hino que representasse a nova organização política do país. No entanto, o profundo apego popular à melodia já existente demonstrou-se inabalável. O Ministério das Relações Exteriores relata, em sua página oficial, que não houve alternativa senão manter a antiga melodia. Os versos que conhecemos hoje, de autoria de Osório Duque Estrada, foram oficialmente incluídos em 6 de setembro de 1922. Essa data marcou o centenário da Independência do Brasil, consolidando a versão que se tornaria um dos maiores símbolos nacionais.
O Ranking Completo do NYT: Surpresas e Críticas
A lista elaborada pelo jornal americano trouxe algumas surpresas. Curiosamente, o hino da Inglaterra, “Deus Salve o Rei” (God Save the King), foi classificado como o último colocado no ranking. A crítica foi particularmente ácida, descrevendo-o como “terrível” e uma melodia que “se arrasta imperdoavelmente”. O texto ainda pontuou que a letra, diferentemente de outros hinos, é “sobre um homem velho”, o que o torna menos inspirador.
A ironia dessa classificação reside no fato de que a editoria de esportes do The New York Times, The Athletic, está baseada justamente na Inglaterra. Isso adiciona um tempero especial à crítica. Além do Brasil, outros hinos foram destacados entre os cinco mais belos, segundo a ordem do jornal:
– Brasil
– França
– Colômbia
– Portugal
– Escócia
A lista completa, abrangendo os 48 países participantes da próxima Copa do Mundo, oferece uma visão global sobre a diversidade e a percepção musical dos hinos nacionais. A presença de nações como Equador e Argentina entre os primeiros dez ressalta a força das melodias sul-americanas.
– Brasil
– França
– Portugal
– Colômbia
– Escócia
– Equador
– Argentina
– Egito
– Uruguai
– Bósnia e Herzegovina
– Estados Unidos
– RD Congo
– Curaçao
– Coreia do Sul
– Costa do Marfim
– Panamá
– Canadá
– México
– Haiti
– Irã
– África do Sul
– Japão
– Marrocos
– Iraque
– Turquia
– Austrália
– Tchéquia
– Tunísia
– Senegal
– Suécia
– Argélia
– Paraguai
– Suíça
– Cabo Verde
– Noruega
– Uzbequistão
– Arábia Saudita
– Bélgica
– Gana
– Croácia
– Holanda
– Catar
– Áustria
– Nova Zelândia
– Alemanha
– Espanha
– Jordânia
– Inglaterra
Perguntas Frequentes
Por que o Hino Nacional Brasileiro foi eleito o mais bonito pelo NYT?
O The New York Times destacou principalmente a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do Hino Nacional Brasileiro como o grande diferencial. A combinação de sua melodia imponente e a força de sua abertura musical o colocaram no topo do ranking.
Quais outros hinos se destacaram no ranking do jornal americano?
Além do Brasil, o The New York Times listou a França, Colômbia, Portugal e Escócia entre os cinco hinos mais belos. A publicação analisou um total de 48 hinos de países que participarão da Copa do Mundo de 2026.
Qual a história por trás da composição do Hino Nacional do Brasil?
A melodia do Hino Nacional Brasileiro foi composta por Francisco Manoel da Silva em 1831. Os versos atuais, de autoria de Osório Duque Estrada, foram oficialmente incluídos em 6 de setembro de 1922. A permanência da melodia original, mesmo após a Proclamação da República, deveu-se ao forte apego popular.
Qual foi a principal crítica do NYT ao hino da Inglaterra?
O jornal americano classificou o hino inglês “Deus Salve o Rei” como “terrível” e criticou sua melodia por “se arrastar imperdoavelmente”. Além disso, apontou que a letra é “sobre um homem velho”, o que o tornaria menos inspirador comparado a outros hinos.
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