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Graviola e morango entram em pesquisa do IBGE para impulsionar economia baiana

Por Redação | Atualizado em 20/05/2026 às 19:28

Graviola e morango integrarão o levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM) 2026 do IBGE, após solicitação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e produtores. A inclusão, anunciada nesta quarta-feira (20), visa fortalecer as cadeias produtivas e impulsionar o desenvolvimento econômico da Bahia.

A medida representa um avanço significativo para a agricultura do estado. Com dados consolidados, será possível entender melhor a dinâmica dessas culturas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o levantamento em agosto de 2026.

A Importância dos Dados Agrícolas para a Bahia

A Produção Agrícola Municipal (PAM) é um dos principais levantamentos do IBGE, coletando informações sobre culturas temporárias e permanentes em todos os municípios brasileiros. Sua função é mapear a produção agrícola, fornecendo dados cruciais para análises econômicas e planejamento setorial. A inclusão de novas culturas reflete a evolução e a diversificação da matriz agrícola de um estado.

A graviola, com forte presença no Baixo Sul, e o morango, que vem ganhando destaque na Chapada Diamantina e no Sudoeste baiano, são exemplos de culturas que demonstraram crescimento expressivo. Por muitos anos, a ausência de dados oficiais e detalhados sobre a produção dessas frutas dificultava o planejamento e o suporte aos produtores. A demanda por essa inclusão partiu da própria base produtiva, que buscava reconhecimento e melhores condições de desenvolvimento.

Kátia Correia Lima, assessora técnica da Seagri, ressaltou a importância da iniciativa. “O morango e a graviola são culturas que vêm crescendo bastante no estado, e os próprios produtores já reivindicavam essa inclusão no levantamento do IBGE”, afirmou. Ela destacou que a Seagri formalizou a solicitação, e com esses dados, será possível acompanhar de perto o desenvolvimento dessas cadeias produtivas.

Os dados coletados pelo IBGE são fundamentais para subsidiar uma série de ações. Eles permitem a formulação de políticas públicas mais eficazes, direcionadas às necessidades específicas de cada cultura e região. Isso inclui desde programas de incentivo à produção e comercialização até linhas de crédito rural mais adequadas.

Entre os principais benefícios da inclusão, destacam-se:

1. Desenvolvimento de políticas públicas direcionadas: Com dados precisos, o governo pode criar programas de apoio específicos para produtores de graviola e morango.
2. Melhoria na alocação de recursos e investimentos: Órgãos públicos e empresas privadas podem direcionar investimentos de forma mais eficiente.
3. Promoção da geração de emprego e renda local: O fortalecimento das cadeias produtivas gera mais oportunidades de trabalho no campo e nas indústrias associadas.
4. Fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e municipal: A mensuração do valor da produção contribui diretamente para os indicadores econômicos da Bahia.
5. Aumento da visibilidade de mercados para os produtores: Dados oficiais podem abrir novas portas para a comercialização em mercados nacionais e internacionais.

Detalhes da Inclusão e Metodologia

A integração de novas culturas no levantamento do IBGE não é um processo simples. Envolve um esforço colaborativo entre diversas instituições, visando garantir a precisão e a confiabilidade das informações. O IBGE, como órgão central de estatísticas, relies on parcerias para a coleta de dados, especialmente em nível local.

Luís Alberto Pacheco, da Supervisão de Agropecuária do IBGE na Bahia, explicou a dinâmica. “O IBGE realiza o levantamento e os ajustes metodológicos a partir das informações compartilhadas pelas instituições parceiras, como a Seagri”, detalhou. No caso da graviola, por exemplo, os dados atuais da produção baiana são obtidos por meio de levantamentos realizados pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). Essa colaboração é vital para que o IBGE possa consolidar as informações de maneira abrangente.

A reunião que oficializou a inclusão também serviu como fórum para discussões mais amplas. Representantes da Seagri, do IBGE e de outras instituições ligadas ao setor agropecuário no estado avaliaram os dados disponíveis e discutiram melhorias metodológicas. O objetivo é aprimorar continuamente a coleta e a análise das informações agrícolas.

Além da graviola e do morango, outras culturas foram pautadas para uma possível inclusão futura na PAM, como a cenoura. Essa proatividade na identificação de novas demandas demonstra o compromisso em manter o levantamento atualizado e relevante para a realidade agrícola baiana. A aperfeiçoamento das fontes e da metodologia de coleta de dados é um processo contínuo, adaptando-se às dinâmicas do campo.

Impacto Econômico e Futuro da Produção Baiana

A ausência de dados consolidados sobre culturas específicas pode subestimar a real contribuição de um setor para a economia. Quando culturas relevantes não são devidamente mensuradas, seu impacto no Produto Interno Bruto (PIB) estadual e municipal é invisível. Isso pode levar a decisões de investimento e políticas públicas menos eficazes, que não consideram o potencial completo do agronegócio local.

João Paulo Caetano, coordenador de Contas Regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), enfatizou a importância estratégica dessa inclusão. “A graviola e o morango são culturas relevantes para a produção baiana, mas ainda não havia dados consolidados sobre sua contribuição econômica”, pontuou. Com a inclusão na PAM, será possível mensurar o valor da produção e da comercialização dessas culturas, o que fortalecerá diretamente os indicadores do PIB baiano.

Para os produtores, a formalização dos dados significa maior visibilidade e reconhecimento de suas atividades. Isso pode facilitar o acesso a mercados, a negociação de preços e a obtenção de certificações. A medição da produção também atrai a atenção de investidores, tanto para a expansão das lavouras quanto para o desenvolvimento de agroindústrias que possam beneficiar e transformar essas frutas.

A diversificação agrícola é uma estratégia fundamental para a resiliência econômica de um estado. Ao reduzir a dependência de poucas culturas, a Bahia se torna menos vulnerável a flutuações de mercado ou eventos climáticos adversos que afetem culturas específicas. A inclusão da graviola e do morango na PAM 2026 é um passo importante para um futuro agrícola mais robusto e diversificado na Bahia, impulsionando o desenvolvimento regional e a qualidade de vida de seus produtores.

Perguntas Frequentes

O que é a Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE?
A PAM é um levantamento anual realizado pelo IBGE que coleta dados detalhados sobre a produção de culturas temporárias e permanentes em todos os municípios brasileiros. Seu objetivo é fornecer um panorama completo do setor agrícola, servindo como base para análises econômicas e formulação de políticas públicas.

Por que a graviola e o morango foram incluídos na PAM 2026?
A inclusão atende a uma solicitação da Seagri e de produtores baianos, que identificaram o crescente destaque dessas culturas no estado. A medida visa suprir a lacuna de dados oficiais sobre a produção de graviola e morango, que são relevantes para a economia regional, mas careciam de mensuração consolidada.

Quais os benefícios esperados com a inclusão dessas culturas?
A inclusão permitirá um melhor acompanhamento do desenvolvimento das cadeias produtivas da graviola e do morango, subsidiando políticas públicas específicas. Espera-se o fortalecimento da produção, a geração de emprego e renda, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios e do estado, além de maior visibilidade para os produtores.


20 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Tiago Dantas/Seagri|Redação: Redação|Fonte da Informação ↗

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