Fome grave Bahia: Redução histórica de 60% em três anos
Com investimento de R$ 5,2 bilhões, o Programa Bahia Sem Fome demonstra eficácia, tirando 1,14 milhão de pessoas da insegurança alimentar grave.
A fome grave Bahia atingiu seu menor patamar nos últimos três anos, um marco significativo atribuído às políticas coordenadas pelo Governo do Estado. Um balanço detalhado do Programa Bahia Sem Fome, apresentado nesta terça-feira (30), revela uma redução de mais de 11,6% na insegurança alimentar grave no estado em 2025. Este avanço representa um esforço contínuo e estratégico para garantir a segurança alimentar e nutricional da população baiana, consolidando a Bahia como um exemplo de enfrentamento eficaz à fome grave Bahia.
A Trajetória de Redução da Fome Grave na Bahia
O cenário da fome grave Bahia tem sido transformado por uma série de ações e investimentos. Em 2023, quando o Programa Bahia Sem Fome iniciou suas operações emergenciais em parceria com o Governo Federal, o estado registrava 1,9 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, atualmente, esse número caiu para 760 mil pessoas. Essa diminuição representa uma impressionante redução de 60% em relação ao ano de 2023, evidenciando a eficácia das intervenções implementadas.
O investimento total no programa até o momento já alcança a cifra de R$ 5,2 bilhões. Somente em 2025, o governo baiano aportou cerca de R$ 1,8 bilhão em iniciativas cruciais, que incluem a distribuição de alimentos, o funcionamento de cozinhas comunitárias, a alimentação escolar e outras ações desenvolvidas em colaboração com as gestões municipais. A magnitude desses recursos sublinha o compromisso do estado em erradicar a fome grave Bahia.
Estratégias Multifacetadas no Combate à Fome Grave Bahia
O coordenador do programa, Tiago Pereira, detalhou a abrangência das ações que compõem o Bahia Sem Fome, ressaltando a importância de uma abordagem integrada.
Isso significa recursos para a alimentação escolar, para cozinhas comunitárias e solidárias, para a assistência com cestas básicas, para o acesso à água, para a inclusão produtiva, já que a agricultura familiar é de suma importância nesta agenda, de combate à fome. É um conjunto de ações estratégicas que ajudam, de fato, a fortalecer o sistema de segurança alimentar em cada canto da Bahia”, enfatizou Tiago Pereira.
As estratégias adotadas visam não apenas a assistência imediata, mas também a promoção da autonomia e da dignidade das famílias. A inclusão produtiva, com foco na agricultura familiar, é um pilar fundamental para garantir a sustentabilidade das políticas de segurança alimentar e combater a fome grave Bahia de forma estrutural.
Expansão e Impacto das Iniciativas
O ano de 2025 foi marcado pela expansão significativa das ações do programa. Dentre as principais iniciativas, destacam-se:
* Cozinhas Comunitárias: 150 cozinhas foram instaladas em 95 municípios baianos, por meio do edital Comida no Prato. Cerca de 120 organizações da sociedade civil atuaram na gestão dessas cozinhas, garantindo a distribuição de alimentos para 30 mil pessoas até dezembro deste ano.
* Campanha de Arrecadação e Doação de Alimentos: Esta campanha resultou na entrega de 500 toneladas de alimentos e na distribuição de 150 mil cestas básicas. Os beneficiários foram municípios em maior vulnerabilidade ou em situação de emergência devido a secas ou enchentes.
Além disso, o Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) teve um crescimento notável. Em 2025, mais 93 municípios foram vinculados ao Sisan, elevando o total para 189 cidades cadastradas, o que corresponde a 40% dos municípios baianos. Este sistema é crucial para ampliar o acesso às políticas de segurança alimentar, atendendo a aproximadamente 5,6 milhões de pessoas em todo o estado. A expansão do Sisan é um indicativo claro do compromisso em combater a fome grave Bahia de maneira sistêmica.
Autonomia e Dignidade: Pilares do Programa
A visão do Programa Bahia Sem Fome transcende a mera distribuição de alimentos, buscando empoderar as comunidades e indivíduos. Tiago Pereira reforça essa perspectiva:
A dignidade efetiva só se dá a partir do momento em que as famílias têm condições de prover a própria alimentação. O Estado oferece a cesta básica, mas ao mesmo tempo a gente tem se preocupado em dar condições à população em situação de vulnerabilidade, dar autonomia para o exercício pleno da cidadania”, reforçou o coordenador Tiago Pereira.
Essa abordagem holística é complementada por uma rede de equipamentos integrados de Combate à Fome, que inclui:
* Mercados Populares
* Restaurantes Populares
* Tecnologias para abastecimento de água
* Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)
* Centros de Referência para a População de Rua
* Bancos de Leite
* Armazéns da Agricultura Familiar
* Centros Públicos de Economia Solidária
Esses equipamentos trabalham em sinergia para criar um ecossistema de apoio que não só mitiga a fome grave Bahia no curto prazo, mas também constrói resiliência e capacidade para o futuro. A integração dessas ações demonstra uma compreensão profunda dos desafios da insegurança alimentar e um compromisso com soluções duradouras.
O Legado e os Próximos Passos no Combate à Insegurança Alimentar
A redução da fome grave Bahia em 60% em apenas três anos, conforme dados do IBGE, não é apenas um número, mas um reflexo direto da eficácia de políticas públicas bem articuladas e de um investimento substancial. Este resultado posiciona a Bahia na vanguarda do combate à insegurança alimentar no Brasil, servindo como um modelo para outras regiões. A continuidade e o aprimoramento dessas ações serão cruciais para consolidar os ganhos e avançar na erradicação completa da fome, garantindo que a dignidade e o direito à alimentação sejam uma realidade para todos os cidadãos baianos. O sucesso alcançado até agora estabelece uma base sólida para futuras intervenções e reforça a importância da colaboração entre governo, sociedade civil e comunidades.
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Fonte da Informação: Secom – Gov/Ba
Crédito da Foto: Amanda Ercília/GOVBA
Redação: Fabio Silva (MTb 6851/BA)





