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Ministro Moraes autoriza transferência de Domingos Brazão ao Rio após 76 anos

Conselheiro do Tribunal de Contas do Rio foi condenado a 76 anos de prisão pela morte de Marielle Franco e Anderson Gomes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (9) a transferência de Domingos Brazão para o sistema prisional do Rio de Janeiro. A decisão ocorre após a condenação do ex-conselheiro a 76 anos de prisão pela participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018.

A medida atende a um pedido da defesa de Brazão, que está detido há dois anos no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Os advogados argumentaram que, com o encerramento do processo no STF e a consequente condenação, não existe mais o risco à investigação que justificou a prisão em uma penitenciária de segurança máxima.

Detalhes da Transferência de Domingos Brazão

A decisão de Moraes estabelece um prazo de 48 horas para que a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (Seap) indique um presídio para onde Domingos Brazão será levado. Essa movimentação representa uma nova fase na execução da pena do ex-conselheiro, que passará a cumprir sua sentença no estado onde os crimes pelos quais foi condenado ocorreram. A transferência de Domingos Brazão do sistema federal para o estadual marca o fim de uma etapa crucial do processo.

A defesa de Brazão sustentou que a manutenção em um presídio federal era desnecessária após o julgamento e a condenação definitiva. A alegação foi de que o propósito inicial da prisão de segurança máxima, que era salvaguardar a investigação, já não se aplicava. O ministro Alexandre de Moraes, ao analisar o pleito, acolheu o argumento, permitindo que a pena seja cumprida em solo fluminense.

A Condenação no Caso Marielle Franco

Domingos Brazão, que era conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), foi condenado a 76 anos de prisão pelo STF. A sentença o responsabiliza pela participação ativa no assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018, um crime que chocou o país e teve grande repercussão internacional.

A condenação de Brazão e de outros envolvidos, incluindo seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, encerra uma longa e complexa investigação. O caso Marielle Franco e Anderson Gomes mobilizou as forças de segurança e o sistema judiciário por mais de seis anos, buscando respostas para o brutal assassinato da parlamentar e de seu motorista. A atuação do STF nesse julgamento sublinha a gravidade e a dimensão nacional do crime.

A investigação do caso se arrastou por anos, com diversas linhas de apuração e reviravoltas. A federalização de partes do inquérito e a atuação de instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público foram cruciais para o avanço do processo. A condenação dos envolvidos é vista como um passo importante na busca por justiça, conforme destacado por familiares e defensores dos direitos humanos.

Outros Envolvidos e Suas Penas

Além de Domingos Brazão, outros nomes importantes foram condenados no mesmo processo pelo envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. O irmão de Domingos, Chiquinho Brazão, deputado federal, também recebeu a mesma pena de 76 anos de prisão.

Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro à época do crime, foi condenado a 18 anos de prisão. Sua participação no esquema, segundo a acusação, teria sido de obstrução da justiça para dificultar as investigações.

O major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula foi sentenciado a 56 anos de prisão, enquanto Robson Calixto, ex-policial militar, recebeu uma pena de 9 anos. Todos os condenados no caso estão atualmente presos, cumprindo suas respectivas penas em diferentes unidades prisionais. A lista de condenações reflete a complexidade e a ramificação da organização criminosa por trás dos assassinatos, envolvendo figuras do meio político e da segurança pública. A transferência de Domingos Brazão para o Rio, portanto, alinha-se à execução das penas dos demais co-condenados, consolidando a fase de cumprimento das sentenças.

A conclusão do julgamento no STF e as sentenças proferidas buscam trazer um desfecho judicial para um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil. A repercussão das condenações, incluindo a de Domingos Brazão, demonstra a importância da responsabilização de todos os envolvidos, independentemente de suas posições sociais ou políticas. Este passo é visto como essencial para a credibilidade das instituições e para a resposta do Estado diante de crimes dessa magnitude.

Perguntas Frequentes

Quem é Domingos Brazão?

Domingos Brazão é um político e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018.

Qual a pena de Domingos Brazão?

Ele foi condenado pelo STF a uma pena de 76 anos de prisão pela participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Por que a transferência para o Rio?

A defesa de Domingos Brazão solicitou sua transferência do presídio federal de Porto Velho para o sistema prisional do Rio de Janeiro. O argumento foi de que, com o encerramento do processo no STF e a condenação, não há mais risco à investigação, que era a razão original para sua prisão em uma penitenciária de segurança máxima. O ministro Alexandre de Moraes acolheu o pedido.


9 de março de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: ALERJ/Divulgação|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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