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Ex-capitão da Marinha é condenado a 72 anos por homicídios em RJ

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 13/06/2026 às 16:43
Divulgação/TJRJ
Leitura: 3 Min
Última Atualização: 13 de junho de 2026, às 16:43

A desembargadora Maria Sandra Kayat Direito, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu manter a condenação do oficial da Marinha, Cristiano da Silva Lacerda, a 72 anos de prisão por homicídios qualificados. Os crimes ocorreram em junho de 2022, no Jardim Botânico, zona sul do Rio, quando o réu assassinou a facadas Geraldo Pereira Coelho e Osélia da Silva Coelho, pais de seu ex-namorado, Felipe da Silva Coelho.

A decisão da magistrada foi unânime e refuta os argumentos apresentados pela defesa, que buscava anular o julgamento sob diversas alegações, como a inépcia da denúncia e a suposta violação da cadeia de custódia. A defesa ainda argumentou que o acusado não tinha plena capacidade de entender a ilicitude de seus atos devido ao uso de álcool e medicamentos. No entanto, a desembargadora enfatizou que o exame de insanidade mental revelou que Lacerda estava plenamente capaz de discernir a natureza ilegal de suas ações durante o crime.

Além da pena de reclusão, a decisão também incluiu a perda do cargo de capitão da Marinha e a obrigatoriedade de indenizar os familiares das vítimas em um valor mínimo de R$ 200 mil por danos morais. A desembargadora Maria Sandra Kayat avaliou que a ausência de confissão ou arrependimento não poderia ser utilizada como fator para agravar a pena, conforme o artigo 59 do Código Penal. Assim, a condenação original, que era de 80 anos, foi reduzida para 72 anos, após a análise dos fatores judiciais.

Os homicídios são considerados qualificados por apresentarem motivo torpe, já que o crime foi premeditado devido ao inconformismo do réu com o término de seu relacionamento amoroso com Felipe. O Conselho de Sentença reconheceu ainda o uso de meio cruel e a impossibilidade de defesa das vítimas, além da agravante por se tratar de pessoas idosas.

O caso gerou grande repercussão, não apenas pela brutalidade dos crimes, mas também pela posição do réu como oficial das Forças Armadas. A sociedade aguarda com expectativa o desdobramento do caso e a efetivação da pena imposta, destacando a importância da Justiça diante de atos violentos.

A decisão do TJRJ reflete a postura rigorosa do sistema judiciário em relação a homicídios com qualificadoras, especialmente em crimes cometidos contra idosos, que são protegidos por legislação específica. A condenação serve como um alerta sobre a gravidade da violência no contexto familiar e as consequências legais severas que podem advir de tais atos.

A discussão em torno de casos como este também toca em temas mais amplos, como a responsabilidade dos profissionais militares e a necessidade de uma gestão ética e responsável por parte das Forças Armadas. O legalismo da decisão deve ser uma referência para outros julgamentos similares, reforçando a ideia de que a Justiça deve prevalecer, independentemente da posição social ou profissional do réu.

Perguntas Frequentes

O que motivou o crime cometido pelo ex-capitão da Marinha?

O crime foi motivado pelo inconformismo do réu com o término de seu relacionamento amoroso com Felipe da Silva Coelho.

Qual foi a pena imposta ao ex-capitão da Marinha?

Cristiano da Silva Lacerda foi condenado a 72 anos de prisão pelos homicídios qualificados de Geraldo e Osélia Coelho.


13 de junho de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Divulgação/TJRJ|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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