MERCADO
Atualizando cotações...
Bahia

Setor produtivo e Seagri definem futuro da madeira plantada na Bahia

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 23/05/2026 às 06:22
Tiago Dantas/Seagri
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 23 de maio de 2026, às 06:22

A Secretaria da Agricultura (Seagri) e representantes do setor produtivo reuniram-se em Eunápolis nesta sexta-feira (22) para debater estratégias de expansão da cadeia da madeira plantada no interior baiano, visando o desenvolvimento econômico e o incentivo a pequenos e médios produtores. O Seminário de Produção Florestal, fruto de uma parceria estratégica entre a Seagri e a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), abordou a organização coletiva e as perspectivas de crescimento do segmento no estado.

Colaboração estratégica para o desenvolvimento florestal baiano

O encontro realizado em Eunápolis marca um passo importante na articulação entre o poder público e o setor privado para fortalecer a cadeia da madeira plantada na Bahia. A iniciativa da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) em parceria com a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) reflete o reconhecimento da relevância econômica e ambiental deste segmento. A escolha de Eunápolis como palco do seminário sublinha a importância da região no contexto da produção florestal baiana, servindo como um polo para discussões e planejamento.

O principal objetivo do seminário foi traçar caminhos para a ampliação da participação de pequenos e médios produtores e processadores na cadeia florestal do estado. Essa estratégia visa não apenas aumentar a produção, mas também democratizar o acesso aos benefícios gerados pela atividade. A madeira plantada oferece uma alternativa sustentável à exploração de florestas nativas, contribuindo para a conservação ambiental e a mitigação das mudanças climáticas.

O modelo de sucesso do Oeste baiano e a organização coletiva

Durante o seminário, o secretário da Agricultura, Vivaldo Góis, enfatizou a necessidade de uma abordagem colaborativa para o avanço do setor. Ele defendeu que a organização coletiva é a resposta mais eficaz diante da nova dinâmica dos mercados agropecuários, que exigem maior competitividade e eficiência. A visão de Góis aponta para a construção conjunta de soluções, envolvendo ativamente o governo, as entidades representativas e o setor produtivo.

Como exemplo de sucesso, Góis citou os fundos de investimento do Oeste baiano, que se tornaram uma referência. Esses fundos demonstram a potência da combinação de recursos públicos e investimentos privados para impulsionar cadeias produtivas. No Oeste da Bahia, esse modelo tem sido aplicado com êxito nas culturas da soja e do algodão, gerando desenvolvimento e prosperidade. O secretário sugeriu que o setor florestal pode seguir um caminho similar, adaptando esse modelo para alcançar seus próprios objetivos de expansão e sustentabilidade. Essa sinergia entre diferentes atores é vista como fundamental para criar um ambiente propício ao crescimento e à inovação.

Pilares da sustentabilidade e a expansão da cadeia de madeira

Wilson Andrade, diretor-executivo da ABAF, destacou a versatilidade e a importância da madeira plantada para diversos segmentos da economia. Ele ressaltou que a produção florestal é um pilar para setores como a habitação, a construção civil e a mineração, demonstrando sua ampla aplicabilidade e demanda constante. Para Andrade, a cadeia da madeira desempenha um papel central no abastecimento industrial do estado, além de ser um motor para o desenvolvimento econômico do interior baiano.

A programação do seminário abordou uma série de temas técnicos e estratégicos, essenciais para a modernização e expansão do setor:

Silvicultura: Estudo e prática de gerenciar florestas para a produção de madeira e outros produtos florestais, garantindo a sustentabilidade dos recursos.
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): Sistema que combina diferentes atividades produtivas na mesma área, otimizando o uso da terra, melhorando a produtividade e promovendo a recuperação de solos.
Programa ABC+: Iniciativa governamental focada na Agricultura de Baixo Carbono, que incentiva práticas sustentáveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário, incluindo o florestal.
Recuperação de áreas degradadas: Ações para restaurar a saúde e a produtividade de ecossistemas florestais comprometidos, aumentando a base de recursos para a silvicultura.

Esses tópicos refletem o compromisso do setor com a sustentabilidade ambiental e a eficiência produtiva.

O papel crucial de pequenos e médios produtores

O esforço conjunto da ABAF e da Seagri para ampliar a participação de pequenos e médios produtores e processadores na cadeia florestal do estado é um dos pontos mais estratégicos do planejamento. A inclusão desses atores é vital para a capilaridade da produção e para a geração de renda em diversas comunidades rurais. Produtores de menor porte frequentemente enfrentam desafios como acesso a tecnologia, crédito e mercados.

A promoção da organização coletiva, conforme defendido pelo secretário Vivaldo Góis, é fundamental para superar essas barreiras. Ao se unirem, pequenos e médios produtores podem ganhar escala, compartilhar conhecimentos e acessar melhores condições de negociação. Isso não só fortalece a base da cadeia florestal, mas também contribui para o desenvolvimento social e econômico de regiões que dependem da atividade agropecuária. A expectativa é que, com incentivo e apoio, esses produtores se tornem agentes ativos na construção de um setor florestal mais robusto, diversificado e sustentável na Bahia, impulsionando a economia local e regional.

Perguntas Frequentes

Qual foi o objetivo principal do seminário em Eunápolis?
O seminário teve como objetivo principal debater e elaborar estratégias para a expansão da cadeia da madeira plantada no interior baiano. A iniciativa buscou fomentar o desenvolvimento econômico e incentivar a participação de pequenos e médios produtores no setor.

Como a organização coletiva pode impulsionar o setor florestal na Bahia?
A organização coletiva é vista como uma forma de fortalecer os produtores, proporcionando acesso a melhores mercados, tecnologias e recursos. O modelo de sucesso dos fundos do Oeste baiano, que combina recursos públicos e privados, foi citado como referência para o setor florestal.

Quais os principais temas abordados no Seminário de Produção Florestal?
A programação do seminário incluiu discussões sobre silvicultura, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o Programa ABC+ e a recuperação de áreas degradadas. Esses temas são cruciais para a promoção de práticas sustentáveis e a modernização da cadeia florestal na Bahia.


23 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Tiago Dantas/Seagri|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

Jornalismo Autoridade | Verificação de Fatos

Este artigo segue estritamente as diretrizes da nossa política editorial e verificação de fatos primária. Conteúdo auditado por Bruno Sampaio, garantindo expertise temática (Topical Authority).

Bruno Sampaio

Bruno Sampaio

Autoridade Temática

Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

Leia também

Recomendações (Série Semântica)

Leitura Contínua