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Agroindústrias familiares da Bahia prosperam com apoio do Banco Mundial

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 13/05/2026 às 23:42
Marta Medeiros
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Uma missão técnica do Banco Mundial, em parceria com o Governo da Bahia, acompanhou os resultados de agroindústrias familiares nos municípios de Presidente Tancredo Neves, Igrapiúna e Ibirapitanga. A ação, realizada entre 12 e 13 de maio, avaliou o fortalecimento da produção, gestão e comercialização via Projeto Bahia que Produz e Alimenta.

Fortalecimento da Agricultura Familiar Baiana em Destaque

O Projeto Bahia que Produz e Alimenta, uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia com o apoio do Banco Mundial, tem como meta impulsionar o desenvolvimento da agricultura familiar. Através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o projeto oferece suporte técnico e estratégico. Acompanhamentos diretos são essenciais para verificar a efetividade das ações no campo.

As visitas da missão, que se estenderam até 15 de maio, fazem parte da Missão de Apoio à Implementação do projeto. Elas permitem um monitoramento detalhado das estratégias de Apoio à Gestão e Acesso a Mercados (ATEG) e de Técnicos(as) de Apoio à Base Produtiva (ATEP). Além disso, a atuação de agentes de negócios contratados pela CAR é fundamental para qualificar a gestão e facilitar o acesso dos produtos a novos mercados.

Dailson Andrade, coordenador de Comercialização do Projeto Bahia que Produz e Alimenta, ressaltou a eficácia das ações em curso. “Durante esses dois dias, acompanhamos junto ao Banco Mundial a estratégia de apoio ao acesso a mercados e à base produtiva”, explicou. Ele destacou que já é possível observar resultados concretos, com melhoria da gestão, qualificação da produção e ampliação da comercialização nas organizações acompanhadas.

Assistência Técnica e Inovação na Base Produtiva

Em Presidente Tancredo Neves, as equipes visitaram a Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). A programação incluiu uma visita à propriedade de um dos cooperados, onde foram apresentados os processos de assistência técnica e gestão produtiva. O apoio à comercialização também foi detalhado, mostrando o impacto direto do projeto.

Profissionais contratadas com recursos do Projeto Bahia que Produz e Alimenta desempenham um papel crucial no sucesso da Coopatan. Seus trabalhos contribuem diretamente para a qualificação da produção e o aumento da produtividade. Essa intervenção especializada resulta na expansão da comercialização dos produtos da cooperativa, reforçando os objetivos do projeto.

A assistência técnica e a qualificação produtiva são pilares para a sustentabilidade da agricultura familiar. Elas capacitam os agricultores a adotar melhores práticas e a gerenciar seus negócios de forma mais eficiente. Este suporte é vital para que as cooperativas possam competir em mercados mais exigentes, garantindo a qualidade e a rastreabilidade de seus produtos.

As ações de apoio à agricultura familiar abrangem diversas frentes:
Apoio à Gestão e Acesso a Mercados (ATEG): Foco na profissionalização administrativa e estratégias de venda, ajudando na estruturação de planos de negócios.
Técnicos(as) de Apoio à Base Produtiva (ATEP): Assistência direta para melhoria das técnicas de cultivo e produção, com foco em sustentabilidade e aumento da produtividade.
Agentes de negócios: Profissionais dedicados a facilitar a inserção dos produtos em novos mercados, desde a identidade visual até a negociação comercial.

Crescimento Sustentável e Diversidade Produtiva em Igrapiúna

Em Igrapiúna, a Cooperativa Agrícola da Bahia (Coab) apresentou resultados expressivos em 2025, conforme o documento original. A cooperativa registrou crescimento de faturamento, aumento da produção e produtividade em cadeias importantes como palmito, guaraná e cacau. Este desempenho reflete o fortalecimento da gestão e a melhoria da segurança da informação.

Silene Garcia Guimarães, agente técnica em gestão e acesso ao mercado (ATEG), destacou o sucesso da Coab na comercialização de guaraná. “No último ano, alcançamos a comercialização de 230 toneladas de guaraná, o que posiciona a cooperativa como referência na Bahia”, afirmou. Ela enfatizou que este resultado é acompanhado de práticas sustentáveis, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental.

Leonardo Bichara, gerente do projeto pelo Banco Mundial, avaliou a diversidade e a evolução das organizações acompanhadas. “Encontramos cooperativas com diferentes níveis de desenvolvimento, desde a produção de mandioca até a exportação de palmito, com equipes técnicas especializadas em gestão, marketing e comercialização”, observou. Ele classificou o projeto como “consistente” e com “grande potencial de resultados”.

A integração entre assistência técnica e gestão comercial é um fator decisivo para o sucesso. Segundo Silene Garcia, a atuação conjunta da ATEG e da ATEP contribuiu para a qualificação produtiva e o acompanhamento técnico. Esse trabalho resultou no fortalecimento comercial e em um aumento médio de 14% na renda dos cooperados, demonstrando o impacto direto na vida dos agricultores.

Protagonismo Feminino e Expansão de Mercado em Ibirapitanga

A missão também visitou a agroindústria da Associação dos Pequenos Produtores e Moradores de Acarás, em Ibirapitanga. Neste local, as equipes conheceram o trabalho desenvolvido por um grupo de mulheres, que demonstram grande engajamento e capacidade produtiva. A atuação de uma agente de negócios contratada via edital tem sido fundamental para os avanços da associação.

Com melhorias significativas na identidade visual, embalagens, rotulagem e adição de código de barras e tabela nutricional, a associação registrou um aumento de 70% na comercialização de sua produção. Este resultado não apenas impulsiona a economia local, mas também destaca o protagonismo feminino no desenvolvimento rural. A valorização dos produtos agrega valor e amplia o alcance no mercado.

A modernização dos processos e a atenção aos detalhes do produto são cruciais para a expansão. A capacidade de um grupo de mulheres de liderar essa transformação serve de inspiração para outras comunidades. Isso reforça a importância de projetos que investem na capacitação e no empoderamento, gerando desenvolvimento socioeconômico sustentável.

Impacto Abrangente e Perspectivas para o Desenvolvimento Rural

A Missão de Apoio à Implementação do Projeto Bahia que Produz e Alimenta tem um objetivo claro: acompanhar as ações em andamento e assegurar a efetividade do investimento. O foco está na assistência técnica especializada e no fortalecimento das agroindústrias familiares selecionadas por edital. Esse acompanhamento contínuo é vital para garantir que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e gerem os resultados esperados.

Paralelamente às visitas no Território Baixo Sul, a programação da missão incluiu o acompanhamento de sistemas de abastecimento de água. Essas atividades ocorreram nos municípios de Ribeira do Pombal e Banzaê, no âmbito do componente de abastecimento de água rural do projeto. A garantia de acesso à água é fundamental para a saúde, bem-estar e produtividade das comunidades rurais, integrando-se ao desenvolvimento multifacetado.

As atividades da missão, que se estendem até 15 de maio, demonstram o compromisso do Governo da Bahia e do Banco Mundial com o avanço do setor agrícola familiar. Ao investir em gestão, comercialização e infraestrutura, o Projeto Bahia que Produz e Alimenta não apenas impulsiona a economia, mas também melhora significativamente a qualidade de vida no campo. Os resultados observados são um testemunho do potencial da agricultura familiar quando recebe o suporte adequado.

Perguntas Frequentes

O que é o Projeto Bahia que Produz e Alimenta?
É uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia, em parceria com o Banco Mundial, que visa fortalecer a produção, gestão e comercialização de organizações produtivas da agricultura familiar. Ele oferece assistência técnica, apoio à gestão e acesso a mercados, além de infraestrutura rural como sistemas de abastecimento de água.

Quais são os resultados observados nas agroindústrias familiares da Bahia?
Os resultados incluem melhoria na gestão, qualificação da produção e ampliação da comercialização, com exemplos como o crescimento de faturamento da Cooperativa Agrícola da Bahia (Coab) e um aumento de 70% nas vendas da Associação dos Pequenos Produtores e Moradores de Acarás. Houve também um aumento médio de 14% na renda dos cooperados.

Qual o papel do Banco Mundial nesse projeto?
O Banco Mundial atua como parceiro financiador e estratégico, acompanhando a implementação das ações e avaliando os resultados. Sua missão técnica verifica a efetividade das estratégias de apoio e o potencial de desenvolvimento das cooperativas, garantindo o alinhamento com os objetivos de fomento ao desenvolvimento rural sustentável.


13 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Marta Medeiros|Redação: Redação|Fonte da Informação ↗

Bruno Sampaio

Bruno Sampaio

Jornalista Verificado

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