O Plenário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) aprovou, nesta quarta-feira (17), por unanimidade, a prestação de contas do governo de São Paulo referente ao ano de 2025, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas. Apesar da aprovação, o tribunal fez várias ressalvas importantes, evidenciando preocupações com a gestão fiscal e previdenciária do estado.
Entre os pontos criticados, o TCE destacou as demonstrações contábeis, que apresentaram inconsistências, além de questões relacionadas à gestão previdenciária dos servidores estaduais. Outro aspecto levantado foi o elevado número de renúncias de receita, que chama a atenção sobre a eficiência da administração fiscal do governo paulista.
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O parecer foi elaborado pelo conselheiro Marco Bertaiolli, que fez parte do colegiado responsável pela análise das contas. Durante a leitura, Bertaiolli criticou a Secretaria da Fazenda por manter informações sigilosas sobre renúncias fiscais, algo que, segundo ele, prejudica a transparência e a responsabilidade fiscal.
Além disso, o conselheiro apontou falhas na fiscalização de contratos relacionados a rodovias privatizadas. Ele enfatizou a necessidade de um controle mais rigoroso por parte do governo sobre os serviços concedidos à iniciativa privada, principalmente em hospitais geridos por organizações sociais. “Os resultados da auditoria confirmam as observações introdutórias desse voto, no sentido do imperioso aprimoramento da estrutura do estado para o exercício da regulação e fiscalização dos serviços públicos diretamente executados por entidades privadas”, expressou o relator em seu parecer.
Essa aprovação das contas de 2025 se junta aos pareceres anteriores, referentes a 2023 e 2024, que também foram aprovados com ressalvas. O colegiado expressou contínua preocupação com a gestão fiscal do governador, especialmente no que diz respeito às renúncias de receita e à administração previdenciária.
A análise do TCE é essencial não apenas para a transparência das contas públicas, mas também para garantir que o governo atue de maneira responsável em relação aos recursos do estado. As ressalvas destacadas pelo tribunal podem impactar a confiança dos cidadãos na administração pública e na capacidade do governo de manejar adequadamente os recursos financeiros.
Diante desse cenário, a gestão de Tarcísio de Freitas enfrenta um desafio significativo: atender às exigências de maior transparência e eficiência fiscal, ao mesmo tempo em que busca manter a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população. As recomendações do TCE servem como um alerta para a necessidade de um aprimoramento nas práticas de fiscalização e controle, fundamentais para a saúde financeira do estado.
Com a aprovação das contas, o governo paulista deverá agora trabalhar para implementar as melhorias sugeridas pelo TCE, garantindo que as próximas auditorias reflitam um avanço na gestão pública e na utilização responsável dos recursos estaduais.
Perguntas Frequentes
Quais foram as principais ressalvas do TCE sobre as contas de Tarcísio?
O TCE apontou falhas nas demonstrações contábeis, na gestão previdenciária e um alto volume de renúncias de receita, comprometendo a transparência fiscal.
O que o relator Marco Bertaiolli destacou em seu parecer?
Bertaiolli criticou a falta de transparência da Secretaria da Fazenda e as deficiências na fiscalização de contratos de rodovias privatizadas. Ele enfatizou a necessidade de um controle mais rigoroso sobre os serviços concedidos à iniciativa privada.
Como a aprovação das contas impacta o governo paulista?
A aprovação com ressalvas exige que o governo adote medidas para melhorar a gestão fiscal e a transparência, influenciando a confiança da população na administração pública.
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