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Bahia fortalece combate à desertificação e adaptação climática

Por Redação | Atualizado em 13/05/2026 às 21:57
Divulgação

A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), via Tiago Porto, participou da 8ª Reunião Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) em Brasília, nos dias 12 e 13. O encontro focou em estratégias contra a degradação da terra e seca, com a Bahia atualizando seu plano estadual.

A Comissão Nacional e o Desafio da Desertificação no Brasil

A Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) é uma instância crucial para a formulação e articulação de políticas públicas no Brasil. Sua atuação visa o enfrentamento da degradação da terra, a mitigação dos efeitos da seca e a promoção do desenvolvimento sustentável em regiões do país que são especialmente vulneráveis. O problema da desertificação é uma realidade complexa, que afeta milhões de pessoas e ecossistemas, especialmente no Nordeste brasileiro.

Nesta 8ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília (DF) entre a terça-feira (12) e a quarta-feira (13), diversos setores se uniram para discutir esses desafios. O encontro reuniu representantes de entidades importantes, como o Governo Federal, órgãos estaduais de meio ambiente, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil. Essa diversidade de participantes reforça a necessidade de uma abordagem multifacetada e integrada para combater a desertificação e se adaptar às mudanças climáticas.

A desertificação é um processo que transforma terras férteis em áreas áridas ou semiáridas, comprometendo a capacidade produtiva do solo e a biodiversidade. No Brasil, o problema é mais acentuado na região do semiárido, onde a combinação de fatores climáticos e atividades humanas inadequadas acelera a degradação. A seca, um desafio socioambiental histórico, é um dos principais gatilhos para esse processo, impactando diretamente a vida de comunidades rurais e a conservação de biomas como a Caatinga.

Bahia Lidera com Plano Estadual Inovador no Semiárido

A Bahia teve uma participação ativa na reunião, sendo representada pelo diretor de Política e Planejamento Ambiental da Sema, Tiago Porto. Ele também integra a CNCD como membro titular da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). A presença do estado reforça o compromisso baiano com as agendas nacional e internacional de sustentabilidade.

Durante o evento, Porto apresentou um panorama da atualização do Plano Estadual de Combate à Desertificação da Bahia. Este plano é uma ferramenta estratégica para fortalecer as ações de adaptação climática, recuperação ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável no semiárido baiano. A iniciativa busca responder aos desafios específicos da região, que historicamente convive com a seca e a necessidade de conservar seus recursos naturais.

Os resultados iniciais de um diagnóstico técnico em desenvolvimento foram destacados, mostrando o progresso na identificação das áreas mais vulneráveis e das ações prioritárias. Além disso, foram apresentados os preparativos para as etapas participativas do plano, previstas para os meses de junho e julho. Essas atividades envolverão os municípios de Juazeiro e Guanambi, localizados em regiões estratégicas do semiárido. A participação pública é fundamental para garantir que o plano reflita as necessidades e o conhecimento das comunidades locais, tornando-o mais eficaz e legitimado. O cronograma detalhado e as informações sobre como a população poderá participar serão divulgados posteriormente pela Sema.

Para combater a desertificação, planos como o da Bahia geralmente abordam uma série de eixos de atuação:

Manejo Sustentável do Solo e da Água: Implementação de técnicas para conservar a fertilidade do solo e otimizar o uso dos recursos hídricos.
Recuperação de Áreas Degradadas: Ações de reflorestamento e revegetação em regiões afetadas pela perda de produtividade.
Desenvolvimento de Sistemas Agrícolas Resilientes: Fomento a práticas agrícolas adaptadas às condições climáticas do semiárido, como a agricultura de sequeiro e o uso de culturas resistentes.
Fortalecimento Institucional e Social: Capacitação de comunidades e articulação de políticas públicas que envolvam múltiplos atores.

Brasil se Prepara para a COP17 da UNCCD com Delegação Forte

Um dos debates importantes da reunião nacional foi a participação brasileira na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17 da UNCCD). Este evento de relevância global está agendado para agosto, na Mongólia. A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) é o único acordo internacional juridicamente vinculativo sobre gestão da terra e desertificação, estabelecido para combater a degradação da terra e mitigar os efeitos da seca.

A expectativa é que o Brasil participe da COP17 com uma das maiores delegações. Essa projeção reflete a relevância do semiárido brasileiro no contexto global e a dimensão dos desafios que o país enfrenta em relação à desertificação e à convivência com a seca. A presença robusta do Brasil na conferência internacional visa compartilhar experiências, aprender com outras nações e reforçar o compromisso com as metas globais de recuperação ambiental e sustentabilidade. A participação ativa em fóruns como a COP17 é fundamental para a busca por soluções conjuntas e o intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos.

A Governança Ambiental e o Combate à Seca

A 8ª Reunião da CNCD foi promovida por um órgão estratégico do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA): o Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. Este departamento está vinculado à Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável. Essa estrutura demonstra uma visão abrangente do MMA, que entende o combate à desertificação não apenas como uma questão ambiental, mas também social e econômica.

A abordagem integrada, que considera a participação de povos e comunidades tradicionais e a promoção do desenvolvimento rural sustentável, é crucial para a eficácia das políticas públicas. A gestão da terra e dos recursos hídricos em regiões vulneráveis exige a colaboração entre diferentes níveis de governo, a sociedade civil e a comunidade científica. Iniciativas como a atualização do plano estadual da Bahia e a participação em conferências internacionais são pilares para a construção de um futuro mais resiliente diante dos efeitos das mudanças climáticas e da degradação ambiental. O compromisso contínuo com essas pautas é essencial para garantir a segurança hídrica, alimentar e o bem-estar das populações afetadas.

Perguntas Frequentes

O que é a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD)?
A CNCD é uma instância nacional responsável por articular políticas públicas no Brasil. Seu objetivo principal é enfrentar a degradação da terra, mitigar os efeitos da seca e promover o desenvolvimento sustentável em regiões vulneráveis do país. Ela reúne diversos atores, como governo, pesquisa e sociedade civil.

Qual a importância do Plano Estadual de Combate à Desertificação da Bahia?
O plano é uma ferramenta estratégica para a Bahia fortalecer ações de adaptação climática, recuperação ambiental e desenvolvimento sustentável, especialmente no semiárido. Ele envolve diagnóstico técnico e etapas participativas com comunidades locais, como em Juazeiro e Guanambi, para garantir soluções eficazes e contextualizadas.

O que é a COP17 da UNCCD e qual o papel do Brasil?
A COP17 da UNCCD é a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, um evento global sobre gestão da terra e seca. O Brasil deve participar com uma das maiores delegações, dada a relevância do seu semiárido, reforçando seu compromisso e buscando soluções internacionais para o problema.


13 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Divulgação|Redação: Redação|Fonte da Informação ↗

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