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Empregadores devem entregar informe de rendimentos até sábado (28) para IRPF

Documento é fundamental para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, com novas regras de isenção para quem ganha até R$ 5 mil.

Empregadores e instituições financeiras devem entregar o informe de rendimentos aos funcionários e clientes até este sábado, 28 de fevereiro. O documento é crucial para a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025. Sem ele, contribuintes não conseguem preencher corretamente suas informações fiscais, correndo o risco de cair na malha fina ou perder prazos importantes.

Este comprovante detalha todos os valores recebidos por uma pessoa física ao longo do ano passado, incluindo salários, proventos, aposentadorias e outras rendas. A responsabilidade pela emissão é da fonte pagadora, que pode variar desde um microempreendedor individual (MEI) com funcionários até grandes empresas, órgãos públicos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no caso de beneficiários. As instituições financeiras e corretoras de valores também devem fornecer o informe referente às aplicações financeiras de seus clientes no mesmo período, garantindo que todas as movimentações estejam devidamente registradas para fins de declaração.

O que deve constar no informe de rendimentos?

O informe de rendimentos é um espelho financeiro do ano-base, contendo informações detalhadas que são indispensáveis para o preenchimento da declaração do IRPF. Ele serve como um resumo completo das finanças do contribuinte junto àquela fonte pagadora. Entre as informações essenciais que devem ser apresentadas, destacam-se:

* Salário bruto anual: A soma de todos os vencimentos recebidos pelo trabalhador ao longo do ano-calendário de 2025, antes de quaisquer deduções.
* Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF): O valor do Imposto de Renda que já foi descontado mensalmente diretamente do salário ou de outras rendas.
* Contribuições previdenciárias: Os valores recolhidos para a Previdência Social, como o INSS, que são dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda.
* Benefícios: Inclui valores referentes a vale-alimentação, vale-refeição, planos de saúde, previdência privada, entre outros auxílios concedidos pela empresa.
* Outras deduções: Quaisquer outras deduções legais que possam ter sido aplicadas, como pensão alimentícia, que impactam a base de cálculo do imposto.

A precisão desses dados é vital, pois qualquer inconsistência entre o que é declarado pelo contribuinte e o que é informado pelas fontes pagadoras à Receita Federal pode gerar pendências e atrasos na restituição, ou até mesmo levar a multas e fiscalizações. Por isso, é fundamental que o contribuinte confira atentamente todos os valores presentes em seu informe de rendimentos assim que o receber.

Novas regras de isenção do Imposto de Renda

Desde 1º de janeiro de 2026, importantes mudanças na tabela do Imposto de Renda entraram em vigor, impactando diretamente milhões de trabalhadores. Aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês agora contam com isenção total do imposto de renda. Essa medida visa aliviar a carga tributária sobre os rendimentos mais baixos, permitindo que uma parcela maior da população tenha acesso à isenção.

Para rendas que se situam entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, há uma redução gradual do imposto a pagar. Neste caso, são aplicados descontos maiores para valores que se aproximam dos R$ 5 mil, diminuindo progressivamente à medida que o rendimento se eleva até o teto da faixa. Essa progressividade garante que a transição para as faixas tributáveis seja mais suave e justa.

É importante ressaltar que essa isenção é calculada sobre a base de cálculo mensal, aplicando-se um desconto simplificado de R$ 528. Esse desconto é opcional e substitui as deduções legais (como previdência e dependentes), caso seja mais vantajoso para o contribuinte. A Receita Federal disponibiliza simuladores para que o contribuinte possa verificar qual a melhor opção para seu caso, maximizando sua restituição ou minimizando o imposto a pagar. As novas faixas e valores devem ser considerados ao preencher a declaração de Imposto de Renda 2026.

Como obter o informe e o que fazer em caso de não recebimento

O informe de rendimentos geralmente é disponibilizado pelas empresas e instituições financeiras de diversas formas. Muitas empresas enviam o documento por e-mail, disponibilizam em portais online de funcionários ou entregam fisicamente. Bancos e corretoras de valores também oferecem acesso aos seus informes através dos aplicativos ou sites, na área logada do cliente. Em caso de dificuldade, o primeiro passo é entrar em contato diretamente com a fonte pagadora (departamento de RH da empresa, gerente do banco, etc.).

Se o prazo for excedido e o contribuinte não receber o informe de rendimentos, ele deve formalizar a solicitação por escrito à fonte pagadora. Em situações de persistência na recusa ou omissão, a Receita Federal deve ser acionada. A falta de entrega do documento por parte da fonte pagadora pode acarretar multas. Para cada mês de atraso, ou fração, no envio do informe, a empresa ou instituição pode ser multada em R$ 200. Se a informação for entregue com incorreções ou omissões, a multa pode ser de R$ 500.

O contribuinte não deve, em hipótese alguma, declarar informações baseadas em estimativas. A declaração sem o informe de rendimentos completo pode levar à malha fina, exigindo retificação e, em alguns casos, o pagamento de multas e juros. Em casos extremos, a ausência de informações pode ser considerada sonegação fiscal. A Receita Federal orienta que, se houver problemas, o contribuinte procure a ajuda de um contador ou do próprio órgão fiscalizador para evitar erros.

Prazo para Declaração do IRPF 2026

Embora o prazo para a entrega do informe de rendimentos termine neste sábado (28), a Receita Federal ainda definirá o período oficial para o envio da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026. Tradicionalmente, o prazo para a declaração do IRPF se estende de março a maio do ano subsequente ao ano-base.

É crucial que os contribuintes organizem todos os documentos necessários com antecedência. Além do informe de rendimentos, outros comprovantes são importantes, como recibos médicos, escolares, de aluguel, de doações e documentos de compra e venda de bens. A organização prévia facilita o preenchimento da declaração e minimiza a chance de erros. Manter todos os comprovantes arquivados é uma prática recomendada pela Receita Federal para caso de futuras auditorias.

Perguntas Frequentes

1. Qual a importância do informe de rendimentos para o IRPF?

O informe de rendimentos é fundamental porque detalha todas as rendas e deduções que o contribuinte teve no ano anterior, sendo a base para o preenchimento correto da declaração do Imposto de Renda e evitando inconsistências com a Receita Federal.

2. O que acontece se o empregador não entregar o informe no prazo?

O empregador que não entregar o informe de rendimentos no prazo estabelecido pode ser multado em R$ 200 por mês de atraso. Se o documento contiver informações incorretas ou omissões, a multa pode ser de R$ 500.

3. Quem tem direito à isenção total do Imposto de Renda com as novas regras?

Desde 1º de janeiro de 2026, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês têm isenção total do Imposto de Renda. Para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350, há uma redução gradual do imposto.


25 de fevereiro de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Joédson Alves/Agência Brasil|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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