Nesta terça-feira (26), o programa Bahia Sem Fome inaugurou cinco cozinhas comunitárias em Salvador, incluindo Cajazeiras 5. A iniciativa, com R$ 1,7 milhão, visa combater a fome, garantindo refeições gratuitas e acesso a direitos para mil pessoas.
As novas unidades integram a rede de equipamentos de combate à fome na capital baiana, sendo gerenciadas pela Associação Vida Brasil. Elas passam a oferecer refeições gratuitas a famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. A solenidade de inauguração ocorreu no bairro de Cajazeiras 5, no espaço comunitário Casa do Sol.
LEIA TAMBÉM
Cozinhas Comunitárias: Reforço na Luta Contra a Fome
O investimento de R$ 1.716.000,00 do Governo do Estado, por meio do programa Bahia Sem Fome, será fundamental para a operação das cinco cozinhas. A expectativa é atender cerca de mil pessoas e distribuir aproximadamente 156 mil refeições ao longo de um ano. As entregas serão realizadas três vezes por semana, garantindo um apoio contínuo às comunidades.
Além da unidade de Cajazeiras 5, a Associação Vida Brasil também opera cozinhas comunitárias nos bairros do Uruguai e Plataforma. Esta última funciona em parceria com uma associação de moradores local. O programa ainda conta com dois pontos de distribuição estratégicos localizados no Cassange e em Ilha Amarela, ampliando o alcance das ações.
Dignidade e Oportunidade: A Visão do Bahia Sem Fome
O coordenador-geral do Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, enfatizou o propósito maior da iniciativa. Ele destacou que as cozinhas representam muito mais do que a simples distribuição de refeições. “Quando o governador Jerônimo cria o Bahia Sem Fome, ele não está querendo dar esmola à população”, afirmou Pereira.
Ele ressaltou que “a marmita, o prato de comida, é muito mais do que esmola. É direito, é oportunidade de acesso, é dignidade, é esperança”. Tiago Pereira ainda pontuou que o programa busca aproximar o Estado das periferias. O objetivo é fortalecer o acesso da população a outras políticas públicas essenciais. Isso inclui assistência social, qualificação profissional e transferência de renda. “Não é só uma marmita, é solidariedade, é amor e é compromisso”, completou o coordenador.
A secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, reiterou o compromisso do Governo da Bahia com o enfrentamento à insegurança alimentar. Fabya defende que o programa atua de forma integrada com as políticas sociais estaduais e federais. A secretária destacou o alinhamento da ação com o compromisso do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues de erradicar a fome. Ela finalizou: “Isso aqui é um direito de todos vocês. Nós não estamos fazendo favor. Estamos garantindo acesso a direitos e fortalecendo a dignidade das famílias”.
A presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia (Consea-BA) e da Associação Vida Brasil, Débora Rodrigues, explicou que o projeto vai além da entrega de refeições. Ele prevê ações formativas, orientação sobre acesso a direitos sociais e atividades voltadas à geração de renda. Segundo Débora, a iniciativa também visa aproximar a população das políticas públicas e ampliar o acesso a programas sociais. Entre eles estão o Bolsa Família, o CadÚnico e as ações da assistência social.
Débora Rodrigues expressou a visão de que “a gente quer que o prato de comida que vocês recebam não seja apenas um prato de feijão, arroz e carne, mas um prato carregado de amorosidade, de cuidado e de direitos”. Ela salientou que muitas pessoas sentem vergonha de relatar dificuldades em se alimentar. “Muitas vezes, as pessoas sentem vergonha de dizer que não conseguem comer direito, que passam o dia sem uma refeição, mas isso não é um problema individual. Isso é ausência de direito, e nós precisamos enfrentar isso coletivamente”, elucidou. As cozinhas funcionarão como espaços de fortalecimento comunitário e de orientação para acesso às políticas públicas. “Nós vamos ter atividades de formação, ações profissionalizantes e debates sobre políticas públicas para que as pessoas entendam como acessar seus direitos e consigam melhorar suas condições de vida”, destacou.
A Casa do Sol: Um Pilar Comunitário em Cajazeiras
A cozinha comunitária inaugurada em Cajazeiras 5 funcionará na Casa do Sol Padre Luís Lintner. Esta é uma instituição social com forte e reconhecida atuação na comunidade. O coordenador do espaço, Altair Honorato Pacheco, relatou que sua própria relação com a entidade começou na juventude. Ele participou das atividades de formação oferecidas pela instituição antes de ingressar na universidade e integrar a equipe da creche. “A Casa do Sol é um espaço que dá oportunidade para os próprios talentos da comunidade. Assim como eu, tantas outras companheiras e companheiros vieram do processo de formação daqui”, afirmou Pacheco.
Segundo Altair, a Casa do Sol foi fundada a partir do trabalho de missionários italianos que chegaram a Cajazeiras durante o processo de expansão urbana de Salvador. A instituição acolheu famílias vindas do campo e pessoas que foram expulsas das áreas centrais da cidade. Inicialmente, a atuação era focada em mulheres da comunidade, com ações de fitoterapia, alimentação alternativa e combate à desnutrição infantil. Com o tempo, a Casa do Sol expandiu seus projetos para incluir educação infantil, contraturno escolar e formação de adolescentes por meio da arte e da cultura.
Expansão e Impacto Social do Programa
O coordenador da Casa do Sol também destacou que a experiência vivida durante a pandemia de COVID-19 evidenciou ainda mais a realidade da insegurança alimentar enfrentada pelas famílias atendidas pela instituição. “Muitas mães relatavam a preocupação de não saber o que colocar na mesa dos filhos no fim de semana”, disse. Foi nesse contexto que surgiu a possibilidade da cozinha comunitária. “Nós entendemos que era uma oportunidade de ampliar esse cuidado com as famílias da comunidade”, completou Altair.
A inauguração das cozinhas comunitárias em Salvador faz parte de uma estratégia mais ampla do Governo da Bahia. O objetivo é ampliar o alcance do programa Bahia Sem Fome. Este programa é uma política pública essencial que visa garantir a segurança alimentar e nutricional para a população mais vulnerável do estado. A iniciativa não se limita à distribuição de alimentos. Ela busca uma abordagem integrada, promovendo o desenvolvimento social e econômico das comunidades. A meta é combater as causas estruturais da fome e da pobreza.
A rede de apoio do Bahia Sem Fome se estende por diversos bairros de Salvador, garantindo que o direito à alimentação seja acessível. Os pontos de atuação da Associação Vida Brasil em Salvador incluem:
– Cajazeiras 5: Local da inauguração principal, na Casa do Sol.
– Uruguai: Cozinha comunitária que amplia o atendimento na região.
– Plataforma: Funcionando em parceria com uma associação de moradores local.
– Cassange: Ponto de distribuição estratégico para a comunidade.
– Ilha Amarela: Mais um ponto de distribuição de refeições gratuitas.
Essa expansão representa um passo significativo para a erradicação da fome e a promoção da dignidade na Bahia. O governo e as entidades parceiras reafirmam seu compromisso com a construção de um futuro onde a segurança alimentar seja uma realidade para todos os cidadãos baianos.
—
Perguntas Frequentes
O que é o Programa Bahia Sem Fome?
O Programa Bahia Sem Fome é uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia que visa combater a insegurança alimentar e social. Ele atua através da distribuição de refeições gratuitas e da integração com outras políticas públicas, como assistência social e qualificação profissional.
Quantas cozinhas comunitárias foram inauguradas em Salvador e qual o investimento?
Foram inauguradas cinco novas cozinhas comunitárias em Salvador, gerenciadas pela Associação Vida Brasil. O investimento do Governo do Estado, por meio do Bahia Sem Fome, foi de R$ 1.716.000,00.
Além da distribuição de refeições, quais outras ações as cozinhas comunitárias oferecem?
As cozinhas comunitárias, além de oferecerem refeições gratuitas, buscam promover dignidade e acesso a direitos. Elas preveem ações formativas, orientação sobre programas sociais como Bolsa Família e CadÚnico, e atividades voltadas à geração de renda e fortalecimento comunitário.
Este artigo segue estritamente as diretrizes da nossa política editorial e verificação de fatos primária. Conteúdo auditado por Bruno Sampaio, garantindo expertise temática (Topical Authority).

