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STF confirma condenação Marielle Franco a cinco envolvidos

Decisão unânime do STF marca um capítulo definitivo no julgamento dos responsáveis pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes.

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a condenação Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, por unanimidade. A decisão atinge cinco acusados, marcando um avanço crucial nas investigações do crime de 2018. O veredito, proferido pelos ministros da mais alta corte do país, estabelece responsabilidades penais para os envolvidos neste caso de grande repercussão nacional.

A sessão plenária do STF foi concluída com o voto do ministro Flávio Dino, que seguiu o posicionamento do relator, ministro Alexandre de Moraes. Cristiano Zanin e Cármen Lúcia também acompanharam integralmente o voto do relator, solidificando a decisão unânime. A etapa seguinte do processo será a definição das penas a serem aplicadas aos condenados, conforme a legislação brasileira.

As Condenações e o Caso Marielle Franco

Entre os réus implicados na condenação Marielle Franco e Anderson Gomes estão nomes de relevância no cenário político e de segurança pública do Rio de Janeiro. Foram condenados o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, e seu irmão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão. Ambos foram considerados culpados por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que sobreviveu ao ataque.

Outros acusados incluem o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula, e o ex-policial militar Robson Calixto, que atuava como assessor de Domingos Brazão. Todos esses indivíduos se encontram presos preventivamente desde as fases iniciais da investigação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia acusado os cinco por homicídio e tentativa de homicídio. No entanto, Rivaldo Barbosa foi eximido da acusação de homicídio. Ele foi, contudo, condenado pelos crimes de obstrução de justiça e corrupção passiva, evidenciando seu envolvimento em ações que tentaram dificultar as apurações do caso.

Detalhes da Investigação e Papel dos Acusados

A investigação que culminou na decisão do STF foi complexa e incluiu a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de ter efetuado os disparos contra Marielle Franco e Anderson Gomes. Segundo o depoimento de Lessa, os irmãos Brazão teriam atuado como mandantes do crime, orquestrando a execução da vereadora.

Rivaldo Barbosa, por sua vez, teria participado dos preparativos para a execução, conforme a acusação. Seu papel, embora não diretamente ligado ao ato do homicídio em si, foi crucial para a logística e a ocultação de provas. Ronald Alves de Paula é acusado de monitorar a rotina da vereadora, fornecendo informações essenciais para o planejamento do atentado. Robson Calixto Fonseca teria sido o responsável por entregar a arma utilizada no crime a Ronnie Lessa, completando a cadeia de envolvimento na trama criminosa.

A minuciosa apuração revelou uma rede de interligações entre figuras políticas e membros das forças de segurança, evidenciando a complexidade e a profundidade da organização por trás dos assassinatos. A tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, que estava no carro com Marielle e Anderson, também foi um ponto central na análise dos ministros.

A Decisão Unânime do Supremo

O voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi detalhado em sua fundamentação. Ele apontou a responsabilidade dos irmãos Brazão nos crimes de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Em relação a Ronald Alves, Moraes imputou não apenas a participação, mas também o monitoramento das atividades de Marielle Franco, consideradas informações vitais para a consumação dos crimes. Para Robson Calixto Fonseca, o relator acatou a acusação de participação em organização criminosa armada.

No que tange a Rivaldo Barbosa, o ministro Alexandre de Moraes destacou a ausência de “prova específica” de sua participação direta nos assassinatos, apesar de a PGR ter-lhe imputado triplo homicídio (dois consumados e um tentado). No entanto, Moraes não hesitou em afirmar que Barbosa estava envolvido em corrupção e obstrução da justiça, sendo remunerado por milícias.

Os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia corroboraram o voto do relator, especialmente quanto à “dúvida razoável” sobre a participação direta de Rivaldo Barbosa nos homicídios. Zanin enfatizou que, embora a prova para os assassinatos fosse insuficiente contra Barbosa, não havia dúvidas sobre sua atuação na obstrução das investigações e no recebimento de vantagens indevidas. A ministra Cármen Lúcia classificou o caso como um “típico caso de corrupção sistêmica”, reforçando a gravidade dos crimes de obstrução e corrupção.

Com a finalização dos votos, o processo entra agora na fase de dosimetria da pena, onde serão definidas as punições para cada um dos condenados. Esta etapa é crucial para a efetivação da justiça neste emblemático caso que mobilizou a opinião pública e o sistema judiciário brasileiro por mais de seis anos. A condenação Marielle Franco e Anderson Gomes representa um marco na luta contra a impunidade e a criminalidade organizada no país.

Perguntas Frequentes

Quem foram os principais condenados no caso Marielle Franco?
Os principais condenados são os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, considerados mandantes do crime, além de Ronald Alves de Paula e Robson Calixto Fonseca por participação. Rivaldo Barbosa foi condenado por obstrução de justiça e corrupção.

Qual foi o papel de Rivaldo Barbosa no esquema?
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, foi condenado por obstrução de justiça e corrupção passiva. O STF entendeu que não havia prova específica de sua participação direta nos homicídios, mas confirmou seu envolvimento em dificultar as investigações e receber pagamentos indevidos.

Qual a próxima etapa do processo após a condenação pelo STF?
A próxima etapa é a fase de definição das penas. Os ministros do Supremo Tribunal Federal irão determinar as sentenças a serem cumpridas pelos condenados, considerando os crimes pelos quais foram julgados culpados.


25 de fevereiro de 2026|Fonte: Agência Brasil|Foto: Valter Campanato/Agência Brasil|Redação: Fabio Silva|Fonte da Informação ↗

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