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Polícia Civil da Bahia intensifica combate à venda de celulares ilegais em Salvador

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 08/06/2026 às 23:43
Ascom-PCBA
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 08 de junho de 2026, às 23:45

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Operação Mobile 360°, apreendeu 58 aparelhos celulares e mais de 200 acessórios em dez estabelecimentos comerciais de Salvador. A ação foi realizada nesta segunda-feira (8) nos bairros do Imbuí e Caminho das Árvores, visando combater a venda de produtos sem procedência e irregulares.

Os equipamentos recolhidos, que incluíam carregadores e capas falsificados, foram avaliados individualmente entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. Todos os celulares apreendidos não possuíam a homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), requisito fundamental para a comercialização e uso legal no país. O material foi encaminhado para perícia técnica.

Combate à Ilegalidade e Proteção ao Consumidor

A Operação Mobile 360° teve como principal objetivo fiscalizar rigorosamente os pontos de venda que comercializam esse tipo de material. A iniciativa busca identificar e coibir ativamente a distribuição de produtos falsificados, bem como de celulares que são resultado de furto, roubo ou receptação. Essas práticas ilegais representam um sério risco tanto para a segurança dos consumidores quanto para a economia formal.

As investigações que culminaram na operação em Salvador tiveram início em 1º de junho de 2026. A apuração foi desencadeada após uma denúncia formal apresentada por um fabricante de eletrônicos, que relatou a ocorrência de crimes de contrafação e de venda ou depósito de produto impróprio para o consumo. A denúncia sublinha a dimensão do problema e a necessidade de ações coordenadas entre os setores público e privado.

Em um dos alvos da fiscalização, localizado em um centro comercial, foram encontrados 43 celulares sem a devida comprovação de origem e em total desconformidade com as normas técnicas da Anatel. No local, quatro pessoas foram conduzidas à unidade policial para prestar os esclarecimentos necessários e cumprir os procedimentos legais cabíveis. Os proprietários dos outros nove estabelecimentos fiscalizados foram indiciados e serão intimados a prestar depoimento na Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), unidade que integra o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).

Riscos da Compra de Produtos Não Homologados ou Falsificados

A compra de celulares e acessórios sem a homologação da Anatel ou de produtos falsificados acarreta diversos riscos para o consumidor. A homologação garante que o aparelho foi testado e aprovado para operar nas redes brasileiras, atendendo a padrões de segurança e qualidade. Sem ela, os dispositivos podem apresentar:

* Problemas de segurança: Risco de explosões, superaquecimento ou choque elétrico devido a componentes de baixa qualidade.
* Mau funcionamento: Instabilidade de sinal, problemas de bateria e falhas em recursos essenciais.
* Ausência de garantia e suporte: Dificuldade ou impossibilidade de acionar a garantia ou obter assistência técnica.
* Exposição a dados pessoais: Vulnerabilidade a ataques cibernéticos e roubo de informações.

Além disso, a aquisição de um aparelho roubado ou furtado, mesmo que sem conhecimento da origem ilícita, pode configurar o crime de receptação. Esse delito, previsto no Código Penal Brasileiro, pode levar a penas de reclusão e multa, dependendo da modalidade (dolosa ou culposa). A conscientização do consumidor sobre a procedência dos produtos é fundamental para desestimular o mercado ilegal.

Ações Integradas Contra o Mercado Ilegal

A Operação Mobile 360° destaca-se por sua abrangência e pela integração de diversas instituições. A Polícia Civil atuou com equipes da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Coletivos (Derrc) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR). Essa colaboração garante uma resposta mais eficaz contra as diferentes facetas do crime organizado.

A ação contou também com a participação de importantes órgãos de fiscalização e controle. Entre eles, estiveram presentes servidores da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz), que atuam no combate à sonegação fiscal e à informalidade. A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e a Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor de Salvador (Codecon) reforçaram o trabalho, focando na defesa dos direitos dos cidadãos.

Completaram a força-tarefa representantes da Polícia Militar da Bahia (PMBA), que garantiu o apoio ostensivo e a segurança das equipes em campo, e da Receita Federal do Brasil, essencial na identificação de produtos de origem estrangeira sem a devida regularização fiscal e aduaneira. Essa sinergia entre as instituições é crucial para desmantelar redes de comércio ilegal e proteger o mercado formal e os consumidores.

Perguntas Frequentes

Quais os riscos de comprar um celular não homologado pela Anatel?

Comprar um celular sem homologação da Anatel pode expor o consumidor a diversos riscos. Esses aparelhos não passaram pelos testes de segurança e compatibilidade exigidos no Brasil, podendo apresentar problemas como superaquecimento, explosões da bateria, mau funcionamento da rede e até mesmo riscos de choque elétrico. Além disso, a qualidade da comunicação pode ser comprometida, e o aparelho não terá garantia ou suporte técnico adequado.

O que é o crime de receptação e como ele se aplica à compra de celulares?

O crime de receptação ocorre quando alguém adquire, recebe, transporta, conduz ou oculta, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou que deveria saber pela natureza da aquisição ou pela desproporção entre o valor e o preço. No contexto de celulares, comprar um aparelho furtado ou roubado, mesmo que por um preço muito abaixo do mercado, pode configurar receptação, sujeitando o comprador a penas de prisão e multa, dependendo se a receptação foi dolosa (com intenção) ou culposa (sem intenção, mas por negligência).

Como posso denunciar a venda de produtos falsificados ou sem homologação?

Denúncias de venda de produtos falsificados ou sem homologação da Anatel podem ser feitas a diversos órgãos. Você pode entrar em contato com a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), o Procon do seu estado ou município, a Anatel (para casos de falta de homologação) e até mesmo a Receita Federal (para produtos de origem duvidosa). A participação da população é crucial para combater o mercado ilegal.

Qual a importância da Operação Mobile 360° para a segurança pública?

A Operação Mobile 360° é de grande importância para a segurança pública, pois ataca diretamente a cadeia de comercialização de produtos ilegais. Ao desmantelar redes que vendem celulares furtados, roubados ou falsificados, a operação contribui para desestimular crimes como furtos e roubos, que muitas vezes têm como objetivo alimentar esse mercado. Além disso, protege os consumidores de produtos perigosos e combate a sonegação fiscal, fortalecendo a economia formal e a arrecadação de impostos.


8 de junho de 2026|Fonte: SSP/BA|Foto: Ascom-PCBA|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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