Policia

FICCO Bahia captura 406 foragidos e bloqueia R$ 102 milhões do crime

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 08/06/2026 às 09:59
Alberto Maraux/ Ascom SSP
Leitura: 4 Min
Última Atualização: 08 de junho de 2026, às 09:59

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia capturou 406 foragidos da Justiça e bloqueou R$ 102 milhões em dinheiro de lavagem de facções criminosas desde sua implantação em 2023, impactando diretamente o financiamento do crime organizado no estado e no país.

A atuação estratégica da FICCO Bahia representa um avanço significativo na luta contra a criminalidade organizada, descapitalizando grupos e retirando de circulação indivíduos perigosos. As operações abrangem não apenas o território baiano, mas também alcançam lideranças criminosas em outros estados brasileiros e até mesmo em países vizinhos.

O trabalho conjunto das diversas forças de segurança tem se mostrado fundamental para o sucesso das ações. A integração de inteligência e recursos permite uma resposta mais rápida e eficiente aos desafios impostos pelas organizações criminosas.

A Estrutura da FICCO Bahia e sua Atuação Integrada

A FICCO Bahia é um modelo de cooperação que reúne agentes de diferentes esferas policiais e periciais. Esta sinergia é a principal política de combate ao crime organizado promovida pelas forças de segurança do estado, refletindo uma estratégia nacional de enfrentamento à criminalidade.

Conforme destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, a atuação da FICCO é a “tradução literal da integração”. Policiais militares, civis, federais, penais, rodoviários federais e peritos trabalham lado a lado no mesmo espaço físico, potencializando suas capacidades.

Essa proximidade garante uma constante troca de informações e uma tomada de decisões ágil. Tal modelo é crucial para enfrentar a complexidade e a capilaridade das facções criminosas, que operam em diversas frentes e territórios, exigindo uma resposta unificada e coesa.

A integração permite que informações coletadas por uma força sejam imediatamente compartilhadas e analisadas por outra, eliminando entraves burocráticos. Isso otimiza o planejamento e a execução de operações, minimizando riscos e maximizando resultados no combate ao crime.

O combate ao crime organizado exige uma abordagem multifacetada, que vá além da repressão pontual. A desarticulação de redes criminosas e o ataque às suas estruturas financeiras são pilares essenciais dessa estratégia, visando a um impacto duradouro na segurança pública.

O Combate à Lavagem de Dinheiro e o Impacto nas Facções

Um dos pilares da atuação da FICCO Bahia é o combate à lavagem de dinheiro, prática que permite a criminosos dar uma aparência legal a recursos obtidos ilegalmente. O bloqueio de R$ 102 milhões é um duro golpe nas finanças das facções, comprometendo sua capacidade operacional.

A lavagem de dinheiro é um processo complexo que envolve a ocultação da origem ilícita de bens e valores, sua movimentação por diversas transações e, por fim, sua integração na economia formal. Ao bloquear esses recursos, a FICCO impede que as facções financiem suas atividades ilícitas.

Este dinheiro, que seria usado para comprar armas, drogas, aliciar novos membros ou corromper agentes públicos, é retirado do ciclo criminoso. Isso enfraquece a capacidade operacional e de expansão das organizações, limitando seu poder e alcance.

A legislação brasileira, como a Lei nº 9.613/1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro), prevê rigorosas sanções para essa prática, que é considerada um crime autônomo. O trabalho da FICCO alinha-se a esses preceitos, buscando não apenas prender criminosos, mas também desmantelar suas bases econômicas.

A efetividade dessa estratégia é reconhecida internacionalmente, onde o combate ao financiamento do terrorismo e do crime organizado é uma prioridade global. A cooperação entre diferentes agências e países é vital para rastrear e bloquear esses fluxos financeiros transnacionais.

Prioridades: Crimes Graves e a Busca por Foragidos

Além do foco em facções e lavagem de dinheiro, a FICCO Bahia mantém prioridade na captura de autores de crimes graves contra a vida. A lista inclui homicídios, feminicídios e latrocínios, delitos que causam grande impacto social, geram clamor público e desestabilizam a sensação de segurança.

O coordenador da FICCO Bahia, o delegado federal Eduardo Badaró, ressalta que essas operações são permanentes e ininterruptas. As Operações Artemis e Hera são exemplos dessa dedicação contínua, utilizando inteligência e força tática para atingir seus objetivos.

A busca por foragidos da Justiça é incessante e se estende por todo o território nacional. Entre os criminosos capturados, destacam-se lideranças alcançadas em diversos estados, demonstrando a abrangência das investigações e a coordenação interestadual:

Rio de Janeiro
São Paulo
Minas Gerais
Santa Catarina

A FICCO também estende sua atuação a nível internacional, com lideranças alcançadas na Bolívia. O relatório indica que **seis alvos foram localizados no país vizinho


8 de junho de 2026|Fonte: SSP/BA|Foto: Alberto Maraux/ Ascom SSP|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Editor sênior especializado em apuração ágil e produção orgânica. Respeita os princípios de E-E-A-T do Google Search e constrói conexões semânticas precisas.

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